Dante Mancuso A porta m*l havia se fechado atrás de Catarina e já começou. Primeiro, um choro tímido, quase um resmungo. Mas em segundos, o som escalou para algo mais próximo de uma sirene de navio. Olhei para o bebê no meu colo e percebi. O calor estranho. A umidade. E então, a visão: uma mancha amarelada se espalhando pelo macacão. — Não… não, não, não… — murmurei, tentando me convencer de que não era tão grave. Mas era. Não era qualquer cocô. Era uma avalanche. Uma obra-prima da destruição. Vazava da fralda, subia pelas costas, e em questão de segundos, minha mão também estava coberta. O instinto me empurrou para a porta da suíte. Corri, o bebê debaixo do braço como se fosse a pasta de dinheiro de uma fuga. Minha mão já estava na maçaneta quando ouvi a voz dela, Catarina, ecoando n

