Capítulo 118

1819 Palavras

Clara levanta os olhos devagar, e por um instante, eles brilham com um tipo de dor que só aparece quando a pessoa se sente traída. Ela sorri, mas é um sorriso pequeno, quase triste. — A senhora… quer mesmo que eu fale, tia? — Quero. Clara dá um leve suspiro, então se levanta com calma ensaiada, como uma atriz entrando no palco. Ela ajusta a postura, ergue o queixo… e aponta diretamente para Elisa, com uma expressão de nojo tão nítida que chega a cortar o ar. — É culpa da queridinha de vocês. O peito de Elisa se aperta na hora, o olhar perdido entre Jorge, Marta e Clara. — Você não pode… — Elisa tenta dizer, mas a voz falha. Clara ri, aquele riso frio, carregado de veneno. — Jogar a culpa? Oh, minha linda… eu não estou jogando nada. Eu estou atribuindo. Foi você. Você destruiu o tr

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