Capítulo 119

1943 Palavras

Elisa empurrou a porta da casa devagar, como se o simples clique da fechadura pudesse desabar tudo de vez. A cabeça baixa, a respiração curta. Subiu as escadas rápido, com a sensação de que se alguém a chamasse naquele instante, ela desmoronaria ali mesmo, no meio do corredor. Chegando no próprio quarto, parou. Mão na maçaneta. O coração deu um tranco. Minha mãe vai estar lá. Ela vai dizer que avisou. Vai perguntar o que eu fui fazer lá. Eu não aguento. Soltou a maçaneta e afastou o rosto molhado de lágrimas. Caminhou mais alguns passos pelo corredor até parar diante da porta de Karen. Da fresta, viu luz. Respirou fundo e bateu. — Entra — ouviu a voz de Karen, distraída. Elisa abriu a porta e assim que as duas meninas a viram, as expressões mudaram instantaneamente. Karen estava s

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