Três dias haviam se arrastado desde a derrota nas urnas. Ele não procurou Elisa nenhuma vez. Não bateu na porta da casa dela, não mandou mensagem, não tentou conversar. Nada. E no meio disso, Marta e Jorge estavam lá. No Rio. Na casa dele. Como se fosse o momento perfeito para uma visita em família. Naquela manhã, o sol m*l tinha subido quando Dante desceu as escadas. Jorge o esperava na sala, camisa já alinhada, postura ereta, olhar analítico como sempre. Ao contrário do filho, parecia imune ao clima pesado da casa. — Vamos logo — disse ele, pegando a chave do carro antes mesmo que Dante abrisse a boca. — Quero ver de perto como estão as coisas na empresa. Dante apenas assentiu. Não tinha forças para debater. Saíram rápido. Como se, quanto menos tempo passassem naquela casa cheia

