— Arthur é certinho demais pra p*****a, fica tranquila. — Ele aproximou a mão da cintura dela, medindo o espaço para ver se podia tocá-la. — E eu… eu também não quero isso pra mim. Não mais. Eu te amo, Lisi. Mesmo você me enlouquecendo. Ela desviou o olhar, ainda ofendida, e ele a puxou com carinho, encostando a testa na dela antes de dar um beijo lento, tentando desfazer os nós do dia. Quando se afastou, Dante passou o polegar no rosto dela. — E você? Onde foi toda linda de manhã? Elisa respirou fundo. — Fui ao ginecologista. Coloquei um DIU. Ele congelou. Literalmente. — Você… o quê? Tão rápido? — Coloquei um DIU — repetiu, firme. — Eu não vou ter filho nenhum pra abandonar. Ele ficou alguns segundos parado, olhando como se ela tivesse acabado de dizer que comprou um foguete.

