Elisa baixou o olhar, apertando o lenço. — Eu sei… mas eu tô tão culpada. Tão culpada… e já tô morrendo de saudade dele… As duas suavizaram o rosto. Karen puxou a irmã mais para perto, beijando o topo de sua cabeça. — Espera a poeira baixar. Vocês devem ter dito um monte de besteira um pro outro. Amanhã, com calma, vocês conversam. Vocês sempre se entendem. — Não. — Elisa levantou o rosto, os olhos vermelhos. — Eu não posso fazer isso, gente. O Dante é abusivo comigo. Ele… ele me mantém presa lá. Karla piscou, surpresa verdadeira. — Presa? Presa como, Elisa? Você vai onde quer, ele deixa o motorista à disposição, te dá o cartão… você saiu de casa hoje, tá aqui. Que conversa é essa? Quem colocou isso na sua cabeça? Ela ficou confusa. Genuinamente confusa. — E aquela briga sobre se

