Capítulo 115

1976 Palavras

Ele tinha chegado cedo, com o motorista e Clara, pronto para votar com discrição, sem tumulto. Mas viu aquela massa de jornalistas espremendo alguém e quando reconheceu o cabelo, os ombros, a postura, prendeu a respiração. — Clara… — ele levou a mão ao painel, nervoso. — Tira a Elisa dali. Agora. Ela não vai saber responder aquilo. — Eu vou — Clara respondeu, já alcançando a maçaneta. Mas antes que pudesse abrir a porta, algo aconteceu. Elisa, que minutos antes parecia completamente perdida, respirou fundo. O corpo dela mudou. A postura firme, a cabeça erguida, o olhar direto. Uma segurança quase instintiva atravessou seu rosto, como se ela tivesse treinado aquilo a vida toda. E ela começou a responder. Com clareza. Com firmeza. Com calma. — Não é porque a gente não está mais junto

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