— A minha vida pessoal — começou, baixo — não é pauta deste debate. Eu estou aqui para falar de propostas. A minha separação não define meu caráter, nem define minha capacidade de governar. Todo mundo passa por momentos difíceis. E… — engoliu seco outra vez — eu prefiro manter essa parte da minha vida onde ela deve estar. No privado. Silêncio. Nem tosse. Nem papel amassado. Nem suspiro. Em casa, Karen limpou discretamente uma lágrima. Karla balançou a cabeça, chocada: — Que absurdo… ele quase chorou. Elisa estava imóvel. Olhos vidrados na tela. A respiração curta. A garganta fechada. Aquele momento tinha atingido exatamente onde ela ainda estava ferida. E onde ele também estava. A voz dela saiu baixa, trêmula, sem perceber: — Ele não merecia isso. Karla olhou para ela. Karen t

