No sofá, Elisa piscou, voltando ao presente. O coração apertado. A saudade queimando. Ela passou o dedo sobre a foto da sessão. Os dois… tão próximos… tão lindos… e tão idiotas por não perceberem que já estava acontecendo. — Você deve estar dormindo, né? — ela murmurou baixinho para a tela, como se ele pudesse ouvir. — Ou… sei lá. Fazendo outra coisa. Ela engoliu seco. O nó na garganta vinha subindo desde a tarde, e agora apertava de vez. Ela se encolheu no sofá, abraçando o travesseiro, enquanto o brilho frio da tela iluminava seu rosto. — Eu tô com saudade, Dante… — sussurrou, pela primeira vez admitindo em voz baixa. Mas a casa velha estava silenciosa demais para responder. ** No dia seguinte… A casa estava silenciosa, um tipo diferente de silêncio, menos carregado, menos tri

