Capítulo 94

1984 Palavras

Quando o jogo se aproximava do fim, o clima estava em puro caos: gritos, xingamentos amistosos, disputas, apostas de cerveja. A mesa tremeu quando Jorge, com ar de quem estava preparando um golpe de mestre, colocou sua última peça com a teatralidade de um ator dramático: — Bati! — proclamou, levantando os dois braços. — Ah, não! — Dante jogou o corpo para trás na cadeira. — De novo, pai? Sério? Jorge gargalhou tão alto que fez três crianças na piscina olharem. — É penta, meu filho! — ele zombou. — Aqui ó… seu pai ainda é o rei dessa mesa. Maurício bateu palmas, divertido. — O velho tá impossível hoje. Luiz apontou para Dante: — Tu joga bem, mas pra ganhar do teu pai, precisa nascer de novo, primo. Dante, rindo, empurrou o pai pelo ombro. — Eu chego lá. — Chega não — Jorge provoc

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