RICARDO VIRA RD E VINGA A MORTE DE SEUS PAIS

1220 Palavras
Capítulo 17 Continuação... Narrativa do Autor Melissa olhou para Helena e disse: — O avião foi sabotado. Pagaram alguém para colocar uma bomba no motor do avião. O resultado da perícia chegou hoje pela manhã. Colocaram uma bomba no avião para que explodisse no ar — e foi o que aconteceu. Ricardo ficou olhando para o pai de Helena e para ela, que ficou totalmente sem graça, mas não pediu clemência. — Sabemos que foi um de vocês dois que colocou ou mandou colocar a bomba no avião. Qual de vocês fez isso? Heleno, assustado, falou: — Eu não tive nada a ver com isso. Eu estava fora do país, não sabia que isso estava acontecendo no Brasil. Melissa continuou a narrar os fatos: — Chegou a hora de mais uma verdade. Dona Maísa, se apresente, por favor, sem mentiras. A mãe de Pedro se levantou. Ela era bem bonita e estava muito bem vestida, com os cabelos cacheados e soltos. Maísa disse: — Eu não tinha muito para falar, nem sei por que estou falando aqui. Mas, olhando por esse lado de que vocês descobrem tudo, mais ou menos eu já sei o que estou fazendo aqui. Eu sou Maísa da Costa, mãe do Pedro Henrique da Costa. Tenho 40 anos. Fui amante do senhor Antônio Garcia antes de... Ela não terminou, olhou para Pedro e para Ricardo e concluiu: — Sou mãe do Pedro Henrique e do Ricardo Garcia. Foi um burburinho na sala. O chefe pediu silêncio, mas todos falavam ao mesmo tempo. O chefe deu um tiro para o alto e todo mundo se espantou. Então falou: — Me conta essa história direito. Maísa continuou: — Quando eu era adolescente tive um caso com o Antônio. Ele nem sonhava em estar com a Isabela. Ficamos juntos quase dois anos. Engravidei do Ricardo e ele já estava namorando a Isabela e acabou casando com ela. Fiquei com meu filho, só que fiquei doente, desempregada e não podia criar. Um amigo meu de infância, que trabalhava na boca e sabia quem era o pai do Ricardo, chamou o Antônio e falou que ele tinha um filho no morro passando necessidade. Antônio foi lá e pediu o Ricardo para ele. Eu, no desespero, entreguei porque não tinha nem o que comer e não imaginava que ele fosse me dar dinheiro — e ele deu. Eu não podia criar. Peguei Ricardo e entreguei ao pai porque Isabel não podia ter filhos; ela já tinha tido três abortos espontâneos. Todos olharam para Ricardo. Ele estava travado, sem dizer nada. Pedro levantou e o abraçou, mas ele não correspondeu. Pedro disse: — Não tá contente de ser meu irmão, cara? Ricardo ficou quieto, levantou da mesa e saiu para o lado de fora. Quando voltou, estava mais calmo. Quando Melissa ia continuar, Maísa não deixou: — Deixa eu contar a verdade, senão ele não vai saber as circunstâncias em que eu entreguei ele ao pai. Antônio Garcia é o verdadeiro pai de Ricardo Garcia. Eu sou a mãe dele, mas não tinha nada com Antônio. Não sou talarica e nunca fui marmita. É só isso que tenho para dizer e quero aqui, perante todos, pedir perdão aos meus dois filhos pelo meu erro. Se algum dia vocês puderem me perdoar... Aquela mulher frágil e pequenininha saiu da mesa e foi embora. Pedro tentou ir atrás, mas não deixaram — falaram que ela estava no tempo dela, iria chorar todas as lágrimas, mas voltaria para o mesmo lugar. Pedro então se acalmou. Agora veio a parte da dona Margarida. Ricardo estava vidrado na Maria Luiza. Margarida é a fiel do Antônio Garcia. Ricardo deu um soco na mesa: — Ela não é fiel do meu pai! A fiel do meu pai era minha mãe. Ela era amante do meu pai! Margarida se levantou para ofender Ricardo, mas o chefe olhou para ela e disse: — Você desrespeitava o Antônio Garcia, o filho dele você não vai desrespeitar. Ele está certo: você era amante. Se fazia de fiel, mas na verdade era amante do Antônio Garcia. A fiel do Garcia era a Isabela. Por favor, senta. Margarida sentou, sem graça. Maria Luiza assistia tudo quieta, com aqueles olhos verdes. Ricardo toda hora olhava para ela, e ela abaixava a cabeça, naturalmente envergonhada da mãe que estava dando show. Um dos aliados se levantou, foi ao ouvido do chefe e falou algo. O chefe disse: — O amigo quer falar algo. Todos olharam para o homem. Ele disse: — Tem um homem ali fora que quer falar aqui na reunião. Melissa mandou investigar no hangar do Garcia os mecânicos, e meu capanga achou ele. Trabalha no hangar do Garcia e agora é funcionário do Ricardo. Helena ficou branca igual uma vela e tentou levantar, mas uma mão pesada a segurou na cadeira. Heleno falou cheio de marra: — Tira essas mãos sujas de cima da minha filha! O segurança não tirou. Entrou um homem baixinho e mandaram que ele sentasse. Ele disse: — Vou ficar em pé mesmo, porque sei que daqui eu não vou sair. Fui eu que botei a bomba no avião do senhor Garcia. Ricardo voou nele e deu vários socos no rosto: — Por que você fez isso? Ele respondeu: — Fui pago. — Quem te pagou? Ele olhou para a mesa: — A senhorita Helena. Ela ainda me pagou com o corpo também. Por uma noite com ela eu botei a bomba no avião. Ricardo olhou para Helena, caminhou até ela e deu um soco no meio da cara. Pelo menos dois dentes voaram. Ela caiu no chão chorando. O pai correu até ela e a levantou. — Como você se atreveu a bater na minha filha? Ricardo respondeu: — Ela é uma assassina. Margarida começou a marejar os olhos e chorar copiosamente: — Vocês mataram o meu marido por pura ganância! Ela passou m*l. Maria Luiza pegou um remédio na bolsa dela, colocou embaixo da língua e ficou abraçada com ela. De repente, como em um passe de mágica, pegaram os três, amarraram nas cadeiras e perguntaram ao Ricardo: — Quer fazer as honras? Vai ser seu batismo na facção. Ricardo perguntou: — Tem uma espada afiada? O chefe riu: — Esse é o filho do Garcia. Trouxeram uma espada. Ele olhou para Helena: — Tirem toda a roupa dela. Ela gritou: — Não faça isso, Ricardo! Você vai me envergonhar! — Quem tá me envergonhando é você. Deitou com esse cara pra explodir o avião e me matar, e acha que vou ter pena? Eu só não morri porque desisti na hora. Ricardo passou a espada nos dois p****s dela, que caíram no chão. Ela gritou e desmaiou. Ele segurou a mão dela ainda algemada e cortou os cinco dedos de uma vez. Pegou a espada, olhou para ela. Heleno gritava igual louco para que não fizesse aquilo. Ricardo enfiou a espada na barriga de Helena e puxou. Depois enfiou na cabeça de Heleno e puxou. Olhou para o homem pequeno que colocou a bomba no avião e, em uma facada só, cortou a cabeça dele. Jogou a espada no chão e disse: — Feito. Desceu a escadaria, e todos olharam assustados. Pedro olhou para o irmão com orgulho e disse: — Esse é meu irmão… tamo junto.
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