Capítulo 3

1199 Palavras
Altas horas da madrugada e Anna ainda não havia conseguido pregar os olhos. Suas amigas dormiam tranquilamente. Olhou pela janela e viu as luzes da cidade, tudo estava silencioso lá dentro, mas fora, parecia nunca dormir. Seu pensamento estava naquele homem misterioso que encontraram no Louvre; a lembrança ainda era bem vívida.   Fechou os olhos por alguns instantes; queria lembrar o rosto do rapaz e gravá-lo na memória para não esquecer mais. Aquele sorriso lindo com dentes muito brancos, aquela pele cor de ébano, os olhos intensos e negros, os lábios carnudos, as mãos delicadas, mas ao mesmo tempo firme e viril, sua voz doce e suave   - Quem era ele? E o que fez comigo? Por que não consigo tirá-lo da cabeça? O vi apenas uma vez e não consigo parar de pensar nele. Nunca aconteceu algo assim comigo antes.   Pousou a mão na testa deixando o cotovelo erguido e mordeu o canto do lábio.   Meu Deus! Como eu queria vê-lo outra vez! – Pensou.   Mesmo sendo uma jovem romântica e acreditar em amor à primeira vista, acha impossível que acontecesse com ela. A julgar por seu passado amoroso, não se considerava uma pessoa de sorte nesse âmbito. Colecionava decepções amorosas aos montes. Era sortuda com amizades... tinha as melhores amigas que alguém poderia ter, mas quando o assunto era coração, sentia-se muito azarenta.   Já foi traída, trocada, enganada... o que não faltavam eram motivos para não acreditar que o amor fosse algo para ela. Por esta razão, concentro todas as suas energias em terminar sua faculdade e dedicar-se à empresa de sua família que, tão logo chegasse de viagem, começaria a ser treinada para assumir um dos departamentos na sua área de formação.   Mesmo seu acreditar em amor à primeira vista, ficou curiosa sobre o rapaz; queria saber mais sobre ele além do nome que é tão comum. De uma coisa ela tinha certeza: era inglês, como ela.   Ai, Anna... se controla! É melhor tratar de dormir. Amanhã é um novo dia. Dia de passeio em Paris, novamente.   ***   Não muito longe dali, pensativo no quarto de hotel que costumava ficar quando vinha a Paris, o jovem que acabara de chegar ao quarto após seu jantar, caminhava lentamente por dentro do quarto. Estava cansado, precisa de um bom banho para relaxar do dia estressante que tivera.   Tirou a sua roupa e foi direto para debaixo do chuveiro, deixando a água morna cair sobre ele, levanto toda a tensão. Tomou um banho demorado e quando finalmente saiu do banho, voltou para o quarto aconchegante. Enxugou-se e vestiu uma roupa confortável para deitar-se. Não aguentava mais usar aquele maldito terno. Queria chegar no quarto e descansar usando algo confortável.   Ao lado da cama, no criado mudo, estava seu k****e; ponderou se queria fazer uma leitura ou ver tv e acabou decidindo que não estava concentrado o suficiente para ler algo. Pegou o controle e ligou a TV em busca de algo interessante, mas não tão interessante o suficiente para exigir muito de sua concentração. Procurou um daqueles documentários que falam sobre cobras python na Amazonia e deixou lá rodando, sem prender muita atenção à tela.   Sua mente vagou para o momento em que encontrou a moça caída na frente do Louvre. O nome dela era Anna e era linda. Delicada e frágil como uma rosa. Seus olhos o hipnotizaram como se fosse magia. Se toque lhe causou arrepios quando ajudou-a a se levantar do chão. Recorda o momento exato em que seus olhares se cruzaram mantendo-os presos por segundos que poderiam facilmente se transformar em horas que ele não se importava nem um pouco.   Quem era ela? A lembrança de sua doce voz ainda era bem vívida em sua mente. Concentrou-se em memorizar bem aquele som maravilhoso. Seu jeito tímido e meigo o pegou em cheio. Não conseguia lembrar o nome das outras duas que estavam com ela, mas também nem importa. O nome dela, gravou e não pretende esquecer.   Como alguém consegue fazer algo assim? Em tão pouco tempo, sem fazer grande esforço... como consegue marcar outra pessoa dessa forma? O que ela fez não tem a menor explicação, mas o enfeitiçou de tal forma que ele não era capaz de comparar a nenhum outro sentimento por ele vivido. É único, é especial, é fora do normal.   Nathan nunca foi de acreditar em amor à primeira vista e também não queria alimentar a ideia de que tal episódio estivesse acontecendo com ele. É impossível! Ele nunca sentiu uma atração tão forte assim por qualquer outra garota em sua vida. E olha que ele tem um passada de muitas candidatas, afinal, não é mais nenhum adolescente. Já está com vinte e seta anos e é muito conhecido, o que o torna alvo de muitas mulheres.   Aquele encontro totalmente fora dos padrões, marcou os dois de uma forma inesquecível. *** O dia seguinte chegou e a animação das garotas continuava. Era apenas o segundo dia de passeio. Selecionaram novos pontos turísticos. Almoçaram em um restaurante Parisiense muito charmoso; divertiram-se bastante, fizeram inúmeras fotos; andaram muito; observaram a cultura da cidade; riram; pegaram ônibus errado; mais fotos; ligações para os pais com direito à vídeo chamada. Durante todo o dia, Anna estava apreensiva. Intimamente torcia que de repente, do nada, reencontrasse com o carinha charmoso de terno bonito e fala macia... mas não aconteceu. O fato de não ter reencontrado o rapaz, não tirou o brilho de estarem ali, em Paris, passeando, as três melhores amigas, realizando um sonho que levariam a lembrança para todo o sempre. Emilly e Chloe de vez em quando tiraram onda com a cara de Anna por causa do rapaz da noite anterior... - Parece que o Nathan não veio hoje, Anna... – Provocavam e caiam na gargalhada, fazendo Anna dar beliscões nelas. Nada, nem mesmo este acontecimento inesperado, seria capaz de abalar a felicidade e a amizades dessas três. Ao final do dia, estavam novamente exaustas e felizes, cheias de memórias incríveis da cidade luz. *** Caros leitores e leitoras, Siga meu perfil aqui na Dreame e siga também minhas histórias. Isso me incentiva muito a continuar escrevendo. ***  Prezados Leitores, Peço que leiam com atenção este pequeno texto. Ninguém é obrigado a ler o que escrevo, mas se você decidiu ler, peço que atente às notas finais que serão deixadas no término dos episódios. Faço um tratamento de saúde e por essa razão, demoro um pouco mais que o normal para revisar os livros. No entanto, sempre deixo uma mensagem no final do episódio indicando quando estará atualizado para que vocês não gastem moedas desbloqueando um episódio que não está pronto para ser lido. Escrever me ajuda a esquecer um pouco todo o drama que estou vivendo, mas ultimamente, devido a esses comentários, estou repensando se vale mesmo a pena continuar. Não estou pedindo elogios; estou pedindo um pouco de empatia. Apenas isso. Não vai doer nada em você se precisar esperar alguns dias até sair o próximo episódio revisado Estou escrevendo essa mensagem a vocês porque estou cansada de receber tantos comentários tóxicos. Todos os dias tem alguém deixando um comentário grosseiro a fim de me ofender ou diminuir o meu trabalho. ***
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