Capítulo 2

1587 Palavras
De manhã logo cedo, as garotas já estavam de pé, tinham tomado café à moda Parisiense e já estavam devidamente arrumadas e entusiasmada para iniciar o passeio pela linda cidade. Tudo era novidade para elas. Com mapas, livros e celulares com aplicativos localizadores, saíram em busca de conhecer o máximo que pudessem naquele dia. Estavam felizes demais para se preocupar com o que fosse. Estabeleceram os planos e seguiram para a Catedral de Notre Dame, bem próximo ao Rio Sena e “matam dois coelhos com uma cajadada só”, visitando dois pontos ao mesmo tempo. Decidiram que não iam incomodar seus anfitriões com caronas ou coisa assim; foram para a parada de ônibus mais próximo e começaram a desbravar aquela cidade maravilhosa. Visitara inúmeros pontos turísticos e cada um deles é carregado de histórias incríveis. Visitaram Parc de La Villete, o Panteão, a Basílica de Sacré Coeur, o Arco do Triunfo e fecharam o primeiro dia com uma visita ao Museu do Louvre. Mesmo exaustas, queriam mais e mais. A curiosidade em conhecer mais sobre o lugar era a energia que as mantinha em plena atividade. No Louvre, foram conhecer a famosa Monalisa e finalmente fizeram uma pausa. - Precisamos comer! – Foi Emilly quem reclamou primeiro. Seguida por Chloe. - Também acho. Vamos parar um pouco quando sairmos daqui. - Vocês têm razão, garotas. Andamos bastante por hoje. Tudo aqui é lindo, vocês não acham? – Anna, apesar de cansada, estava muito entusiasmada. - Vamos entrar. Daqui a pouco já termina o horário de visitação, precisamos correr. Elas tiraram várias fotos da estrutura por fora do Museu e entraram - Vamos! – Chloe falou e seguiram a diante. Anna subiu as escadas olhando para cima, impressionada com o que via. De repente, sem nem ao menos entender o que havia acontecido, pisou em falso, esbarrando em algo e se estatelou no chão, caindo da própria altura. - Ah, meu Deus! Como você está? – Uma voz masculina perguntou, baixando imediatamente para socorrê-la. – Fale comigo! Anna havia pisado errado em um dos degraus e esbarrou no corrimão, o que a fez cair sentada. Por sorte, ainda estava no começo dos degraus. - Meu braço, tá doendo. – Reclamou fazendo uma careta. Ao desequilibrar, Anna bateu com força no corrimão, amassando o braço, antes de cair no chão. - Vou leva-la ao hospital. Pode ser que tenha quebrado seu braço com o impacto. – Sim, ele estava exagerando. - Não precisa, estou bem. – Anna falou endireitando-se. Conferiu se havia alguma fratura; não havia nada com o quê se preocupar. - Como isso pôde acontecer? Não estava prestando atenção onde pisava? – Anna já se preparava para dar uma resposta m*l educada quando olhou para o dono da voz, era o mesmo que tentou ajuda-la e mostrou preocupação imediata. Sentiu-se hipnotizada por aqueles olhos negros, aquela pele cor de chocolate, aqueles lábios carnudos e sensuais. Usava um terno que parecia ser bem caro. Ambos ficaram se encarando por alguns segundos sem conseguir emitir som algum. Olhos nos olhos e Anna notou o cheiro delicioso que vinha daquele homem lindo que estava ali, prendendo seu olhar. O homem não conseguia desviar os olhos de Anna; tudo o que ele queria era cuidar dela e deixa-la bem. Na verdade, queria um motivo para ficar por perto dela. Sentiu-se um i****a por ter perguntado se ela não prestava atenção em onde pisava; é claro que ela não estaria prestando atenção. Estamos em Paris, tudo ao redor é maravilhoso. Quem vai se preocupar em olhar para o chão enquanto há tantas belezas em volta? Concentrou-se em ajudá-la a levantar, segurando-a pela mão, verificando com calma se não havia nenhum ferimento. O toque entre eles gerou uma sequencia de sensações nos dois; as mãos suavam a pulsação acelerou, a boca ficou seca... nenhum deles conseguiu definir aquele momento. Anna, involuntariamente puxou a mão que ele segurava, meio sem graça. - Tem certeza que não quer que te leve ao hospital? Você levou um tombo. - Não foi nada de mais. É sério! Quando ambos se levantaram, Anna percebeu que ele era bem mais alto que ela. - Olha... desculpe por ter dito aquilo; eu fui um completo i****a. É claro que você não deveria estar olhando onde pisa. Estamos em Paris! – falou abrindo os braços e mostrando em volta – Você não deveria olhar para o chão nunca.   - A culpa foi minha mesmo, eu deveria subir as escadas com mais calma. Vou andando que nem uma maluca, sem observar os obstáculos e dá nisso: um tombo mais que merecido. Por sorte, não foi no topo da escada. Já imaginou o papelão que eu ia fazer? – Anna deu uma risadinha tímida colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha.   - Que bom que não aconteceu dessa forma e ainda bem que eu estava por perto para tentar ajudar de alguma forma. – Novamente os dois entraram em transe, sem conseguir desviar o olhar um do outro.   - Verdade. – Foi só o que Anna conseguiu responder.     Quando finalmente as amigas deram por sua falta, começaram a procurar a amiga em meio as pessoas que passavam daqui pra lá e de lá pra cá. Avistaram-na de longe e comentaram entre si:   - Quem é aquele carinha gostoso? – Chloe perguntou.   - Sei não, mas Anna parece encantada com ele, olha só a cara de peixe morto que ela tá fazendo. – As duas riram e seguiram ao encontro da amiga.   - Anna? O que houve? Você ficou para trás.   - Er... eu caí. Caí na escada. – Revelou, totalmente sem graça em frente às amigas curiosas que avaliavam o desconhecido dos pés à cabeça. - E você, quem é? – Perguntou Emilly, na maior cara de p*u. - Ah... sim. Desculpe. Me chamo Nathan, prazer. - Muito prazer, Nathan. Eu sou a Anna. - Anna... – Nathan parecia registrar bem a informação. - Eu sou a Chloe – deu um tchauzinho. - E eu sou a Emilly. - Me ofereci para levar Anna ao hospital, mas ela não quer ir. - Já falei que estou bem, não precisa. O celular de Nathan começou a tocar, ele tirou do bolso, olho no visor e disse: - Nesse caso, se está tudo bem mesmo, preciso ir agora. Mais uma vez peço desculpas pelo meu comentário m*****o. - Relaxa! Tá tudo bem. – Anna falou. – Já passou, foi só um susto. Ambos se encararam novamente por alguns segundos sem emitir som algum e finalmente ele se despediu e seguiu seu caminho. - AI. MEU. DEUS. Anna! Que homem maravilhoso é esse? – Chloe foi a primeira a falar, fazendo uma ceninha. - Não sei. Ele apareceu do nada quando caí no início da escada. Acho que ele vinha descendo e me viu esborrachando no chão. Deve ter sentido dó de mim ou coisa parecida. - Mulher! Como você se deprecia! – Emilly concluiu. – Ele te viu lá, toda gata e indefesa, era a oportunidade perfeita para se aproximar de você. - Não viaja, Chloe! – Anna sacudiu a cabeça tentando se livrar da lembrança daqueles olhos negros, a encarando. - Anna, agora falando sério, você está bem mesmo? Tem certeza? – Emilly parecia preocupada com a amiga. - Sim, estou. Com certeza. Foi só um susto, gente. Nada de mais. Agora vamos entrar. Não viemos aqui à toa. O Museu vai fechar daqui a pouco. - Vamos. As três subiram as escadas, dessa vez com atenção redobrada. Entraram no Museu e aproveitaram ao máximo o que podia. Não demoraram muito por estar no horário final da visitação, mas mesmo assim, foi incrível para elas três. Inesquecível! Saíram de lá e pararam em um restaurante para desfrutar da culinária francesa. Estavam exaustas, felizes, cheias de fotos e lembranças maravilhosas. Voltaram para o apartamento dos tios de Chloe assim que terminaram o jantar. Tinham muito assunto para conversar ainda antes de dormir. Apesar de cansadas, estavam eufóricas e ansiosas pelo segundo dia de passeio. - Que dia incrível, meninas! – Emilly começou – Simplesmente inesquecível. - Verdade! Foi longo, cansativo, mas conseguimos aproveitar bastante. – Chloe acompanhou a conversa. – Quem mais saiu no lucro foi a Anna. Encontrar um gato daqueles não é tão fácil assim, não. As duas riram. - Vocês querem parar com isso? Não foi de propósito. Foi um acidente. – Anna estava começando a ficar sem graça de novo. - Sei... você reparou como ele olhava pra você? Se alguém me olhasse daquele jeito, eu me jogaria no chão de propósito só pra ele vir me socorrer. – Provocou Emilly. - Ai... vocês não tem jeito mesmo. – Anna falou, revirando os olhos. - Amiga, tenho que concordar com a Emilly. Ele te olhava de um jeito... parecia que estava hipnotizado por você. – Chloe concluiu. - Gente, para com isso! – A irritação já estava tomando conta de Anna - Anna, é verdade. O cara estava impressionado com você. Deveria ter aceitado que ele te levasse ao hospital para passar mais tempo com ele. – Emilly sugeriu. - Meninas, mesmo que tudo isso fosse verdade, quais as chances de eu reencontrar esse cara? Daqui há alguns dias vamos voltar para casa e isso tudo aqui vai ficar para trás, inclusive aquele deus grego. Agora, vão dormir que amanhã tem mais. – Finalizou. *** Caros leitores e leitoras, Siga meu perfil aqui na Dreame e siga também minhas histórias. Isso me incentiva muito a continuar escrevendo. ***  
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