SOL NARRANDO Eu tava ali morta de calor, sol batendo na pele, e o Brasa plantado em cima da minha b***a como se fosse travesseiro de ambulância. Sério: cabeça dele encostada, braço espalhado, corpo inteiro me prendendo no lugar. Eu dava uma mexidinha de leve e ele já apertava o peito como se eu fosse escapar voando. — Me deixa virar, pelo amor de Deus — gritei, pedindo quase com música de pedido no novo — que eu vou só virar o corpo um pouquinho, não vou sair da areia. Ele nem levantou o olho. — Não vira nada. — voz baixa, grossa. — A galera vai olhar tua b***a, Sol. Eu não trago problema aqui não. Se tu levantar agora eu juro que vira confusão. Eu revirei os olhos por dentro. A cena toda parecia uma comédia pesada: eu queria tomar sol, ele queria que eu fosse sombra eterna. Respirei

