Capítulo 9 - Boate

1975 Palavras
As luzes vermelhas da boate deixavam tudo mais sexy, com um ar despojado. Todos estavam coloridos, e eu toda de preto. Eu disse "sim" ao tubinho de alcinha que chegava nem a cobrir minhas coxas direito que implorou para ser usado, com um salto agulha para combinar. Kirby por outro lado estava de vermelho, ela estava vestida para matar Buck, que devia estar seguindo nossos passos pelas câmeras do lugar, que hackou. E eu, gostava de imaginar um certo moreno me acompanhando com os olhos no piso superior da boate. — Por enquanto, ainda está tudo limpo. – Ouvi David declarar através do pequeno fone em meu ouvido. — Quando estivermos acompanhadas, faça o favor de falar mais baixo. Alguém pode acabar te ouvindo. — Kirby, que estava ao meu lado, o repreende. E, de fato, o loiro só sabia falar gritando, era irritante, como Dylan e Buck costumam reclamar. — Oh, certo... Lilian, senta aqui, pode deixar que eu fico de olho por enquanto. – Kirby e eu nos entreolhamos segurando o riso. — Paga uma bebida pra ela, não seja rabugento! – a loira caçoa. — Eu não quero beber nada! – a morena quase gagueja em resposta. — Tudo bem, Lilian, nós sabemos que é ele quem precisa tomar cuidado. – Pisquei para a loira. — Deixem de conversa fiada e prestem atenção em tudo, estamos aqui à trabalho. – Dylan reclama, rabugento como sempre. — Temos que agir naturalmente, Dylan querido, e não como corujas. – Kirby adquire um drinque, me oferecendo outro, mas eu neguei. — Estou ouvindo sua perna tremer daqui, Buck. — Ela não está. – Tentei segurar o riso. — Eu te ofereceria uma bebida se estivesse aqui. – Kirby flertou com ele. — Eu não bebo. — Eu sei. — Vocês garotas são complicadas. — Ele respondeu. Lilian não era inocente, apenas comportada, mas Buck mereceria ganhar um prêmio. — Você que é lerdo! – David zomba. Atrás de Kirby, um homem alto nos observava. Seus olhos corriam pelo o corpo da loira, provavelmente admirando o volume da trazeira. — Amiga, eu te adoro, mas preciso de uma bebida mais forte! – abraço-a rapidamente. — Tem um homem te dando moral atrás de você, boa sorte. – Sussurrei rente ao seu ouvido, e saí desfilando, mexendo em meus cabelos, dando mais volume aos cachos babyliss. — Buck, tem algum lugar que eu devesse ir? – ele tosse algumas vezes, antes de me responder com a voz falha. — À oeste de você. – Diz, por fim, limpando a garganta. — Não fique com ciúmes dela, ela está fazendo apenas seu trabalho! – brinquei. — Não sei do que está falando. – Sorri, e sai requebrando o quadril, até um cantinho impestado de macho muito bem vestido. Eu sentia o cheiro das drogas e do dinheiro de longe. Seus ternos caros, tatuagens gangsters. Era o lugar certo. — Oi, é... Eu quero... – empinei meu humilde bumbum, enquanto observava as bebidas. O barman se aproxima, esperando que eu respondesse. — Lhe traga este que estou bebendo – uma voz grave e rouca diz atrás de mim. —, tenho certeza que a dama irá se agradar... – bingo! Pesquei um. — Obrigada! – sorri, me virando para o monumento de homem ao meu lado. Seu sotaque era americano, mas continuei falando russo com o mesmo. Sempre preferi minha língua materna, principalmente nessa situação. Ele era extraordinariamente lindo. Cabelos negros, barba aparada, terno preto, um charuto pela metade nos dedos. Era um t***o de homem. Dylan que se cuide. — Eu não conheço muitas bebidas... — Está desacompanhada? – traga o charuto, sentando ao meu lado me convidando com um aceno para que eu também me acomodasse. — Sim, na verdade, minha amiga já arranjou alguém para conversar – ele sorre, coçando sua barba. — Posso te fazer companhia, tudo bem pra você? – assenti sorrindo, e minha bebida chega. Tomo um gole. — Tenta com esse daí, eu não dei sorte, vou procurar outro. – Kirby informa. — David, Status? — Ah, é... Ao lado da pista de dança tem uma mesa cheia de caras, eles estão rindo à toa. – Ele relata, atrapalhado. — Então, você vem sempre aqui? – perguntei ao meu acompanhante. — Venho com alguns colegas de trabalho, dar um tempo, pra relaxar, entende? – seus olhos me comiam a todo momento. — Não me leve a m*l, mas meu trabalho é muito complicado... — Eu acho que entendo, então você precisa relaxar – o barman vem se aproximando, e rapidamente agarro a taça já vazia de meu acompanhante. — Enche, é por minha conta! Os olhos do homem sorriram encarando os meus, e é nesse momento que aproveito para despejar o conteúdo que estava preso entre meus dedos no líquido do copo. Ele irá soltar a língua. — De maneira alguma, eu que digo. Mais uma taça para a moça. Prometo que sua noite irá ser inesquecível... – ouço alguém bufar em meu fone. Alguém estava me assistindo, isso era fato. Será que era o Dylan? Eu sorri descaradamente com a possibilidade. — Acredito em você – me junto a ele tomando mais um gole daquela tequila docinha, o encarando enquanto o mesmo bebia até a última gota de sua taça. E minutos depois, estávamos numa parte mais escura daquela boate, onde uma luz azul banhava nossos corpos. Sua mão deslizava de minhas costas para o meu bumbum. Ele era quente, envolvente. Se eu não estivesse nessa situação à trabalho, já teria perdido a linha. Suas mãos são tão grandes e curiosas. Filho da p**a gostoso! Eu o ouvia falar algumas coisas emboloadamente. Então, ele já estava no ponto para as minhas perguntas. — O que iremos comemorar hoje? – passo a mão por cima do seu sexo discretamente. Ele estava tão duro. — Acredite, em breve serei mais rico que o presidente dos estados unidos – ele beija meu pescoço. — Posso arranjar um apartamento luxuoso pra você, claro que se você aceitar ficar comigo, você é gostosa pra caralho... – Ele bate forte na minha b***a, me fazendo gemer. — Nossa... Você deve ser muito importante mesmo! – sussurro arrastado em seu ouvido. — Eu sou perigoso, princesa, é melhor tomar cuidado comigo... — estapea minha b***a novamente. p***a, e ainda por cima ele sabe do que eu gosto... — O que o senhor fará comigo? – viro e esfrego meu trazeiro em seu glorioso volume. — Você está perto de descobrir, será a melhor noite da sua vida... – ouvi um riso sarcástico pelo o fone, e eu poderia estar dopada no lugar deste homem, que eu ainda reconheceria a risada de Dylan. Eu espero que esteja assistindo e morrendo de inveja deste homem, meu amor! Sorri para meu acompanhante, mordendo os lábios. — Kate, eu analisei o perfil desse cara pela câmera de vigilância, o nosso sistema diz que ele é Gahin Hardman, trabalha para o avô do Dylan, é o contador. – ouvi a voz de Bucky no fone. Bingo, tirei sorte grande! — Me fale mais sobre você – virei-me de volta para ele, beijando seu rosto, desabotoando seu blazer. Poderia começar a procurar algum documento ou celular. —, gosto da sua proposta para mim... — Meu mundo não é para garotinhas como você... – diz, quase sem fôlego, se esfregando em mim. — Você pode se surpreender comigo... – mordo seus lábios, e ele sorre safado. — Eu sou um lobo m*l, gatinha... – ele responde no meu ouvido. — Não se preocupe, não tenho problema com isso – deixo seu blazer aberto, e apalpo sua b***a. p**a merda, que b***a grande ele tem! — Trabalho para um homem poderoso... – não me diga! — Você não quer ir para um quarto? Está me deixando louco... – aperta minha b***a com suas duas mãos. Seu rosto levemente suado, seus olhos lutando para ficarem atentos. Onde está a merda do celular dele? — Eu posso te deixar rica. — Ah, você pode mesmo? – questionei manhosa em seu ouvido, passando a mão pelo o seu quadril. E então, senti, no seu bolso esquerdo, um smartphone. Ótimo. Retirei rapidamente, voltando a apertar seu m****o. — O que mais pode me dar? — O que uma ninfeta como você merece... — Como faria isso? – chupo seu pescoço. Até o perfume desse cara me deixava excitada. Era parecido com o cheiro que Dylan escolhera para usar esta noite. Eu vim no mesmo carro que o moreno, toda mole, com seu perfume gostoso inebriando minha mente. — Eu acho que... – ele parecia pesar em meus braços. Ele estava caindo em cima de mim. — Hum? — Tontura... – empurro o corpo pesado para algum lugar que dê para sentar, e para camuflar a situação, sento-me em seu colo, e começo a mexer em seu celular discretamente. — Só vai levar alguns segundos... – digo, enquanto tentava desbloquear a senha com a digital dele. — Pode ser mais rápida? Ou quer acordá-lo para continuar? — um certo carrancudo volta à falar. — Algum problema com isso, amor? – Mordi os lábios. Você quer jogar, Dylan? Eu estou excitada e um pouco estressada, ele que se cuide. — Não me teste a paciência, Katherina. – Rugiu. Quanta brutalidade. Consigo passar pela senha, e para comemorar, beijo estalado os lábios do homem desacordado com o corpo encostado na poltrona. — Consegui entrar, vejo algumas ligações, mensagens de texto diretas. — Como assim "diretas"? – é a vez do Buck. — Coisas como “Está feito, senhor”, “O pacote chegou seguro”, “podemos ir”, enfim, entre outras. Me parece suspeito, irei levar o celular pra você. – O enfio no meio de minhas pernas, abaixo da pequena saia do meu vestido, preso entre minhas coxas. — Tudo bem, mas precisamos analisá-lo rapidamente, antes que o dono acorde e se dê conta do roubo e relate para seu chefe. Se ele for mesmo um dos envolvidos, já sabe o que acontece... — escuto o barulho de seu teclado ao fundo. — Sim... – começo a me afastar, e capturo com os meus olhos a imagem do moreno engolir uma dose, com seus olhos fuzilando-me ao longe. Dylan me assistia o tempo todo com ele? Hum. Interessante. Me aproximo mais, e ele continua sério. — Onde está? – acredito que me pergunta sobre o celular. Ok, se é isso o que ele quer... Agarro seu pulso, levando sua mão até abaixo de minha saia. Nossos olhos não se desgrudavam, então eu pude captar seu leve susto sobre minha atitude. Senti um dos seus dedos cutucar-me sobre o tecido da calcinha. Mordo os lábios segurando um gemido. Sinto ele segurar o celular. Por que não o tira? Então ele tirou, devagar, e o aparelho é arrastado pelo o meu sexo, fazendo me arrepiar. Ele saca o celular de uma vez, guardando-o no próprio bolso, e continua a me encarar sério. Vai me dizer que isso não te excitou, Dylan? — Também consegui um celular — Kirby declara pelo o fone, me fazendo voltar a realidade. Me distancio do moreno, desfilando até o outro lado da pista de dança, onde pude avistar David ao lado de Lilian, que sorria para ele. Eles pareciam estarem se dando muito bem, isso é ótimo! Queria poder dizer o mesmo sobre mim e um certo moreno que já não estava mais onde o deixei. — Vamos? – Buck chama. — Ok! Segui sorridente, dando alguns passos de dança, rebolando intensamente sob as batidas sensuais de Good for You, de Selena Gomez. Boa para você, Dylan... E, por fim, cheguei até uma saída de emergência, escondida em um corredor afastado, e saí pela a mesma.
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