Capítulo 11 LUNA NARRANDO Saio da boca mancando, com o corpo ainda tremendo por dentro. Ele está ao meu lado. Não por escolha minha, pelo menos não completamente, mas porque, quando tentei seguir sozinha, meu corpo falhou antes da minha coragem. E agora ele tá aqui, segurando meu braço com firmeza, sem machucar. Mas com a cara fechada. Mandíbula trincada. E isso me confunde. O toque dele não é bruto. Não é gentil também. É controlado. Como se ele estivesse se segurando para não fazer algo. O morro parece mais silencioso agora. Quando eu cheguei aqui na boca, a onde me mandaram encontrar ele, eu estava um caos, mas agora nesse exato momento eu tô muito perturbada. Me sentindo impotente. Me sentindo insegura, fraca e patética por não conseguir bater de frente com esse homem. Cad

