Capítulo 26 COIOTE NARRANDO — Eu não te odeio. — Então por que me trata assim? — Porque, se eu te tratar diferente, eu vou te tratar como minhas putäs, tá afim? Ela me encara. — Seu nojento. — Tô te dando moral demais, isso sim — corrijo. — Eu não quero ser seu problema. Eu não quero que você fique pagando as coisas pra mim. Não tem necessidade nenhuma disso, Coiote — ela diz, abaixando o olhar. — Tarde demais. Dirijo em silêncio por alguns minutos. — Você vai ficar sozinha hoje — digo novamente. — E amanhã também, provavelmente. — Você não vai estar? — Tenho trabalho. — E eu? — ela pergunta com a voz tão baixa que meu coração até apertou, pô. — Você fica no barraco. — Trancada? — Não. — Então por que eu não posso sair? — Porque eu disse que não! Ela respira fundo. —
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