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1587 Palavras
— Você já pode vê-la, é por ali. — Uma enfermeira falou mostrando para Marcela onde Theodora estava. — Terceira porta à direita. Marcela seguiu para onde a mulher falou, abriu a porta e lá estava Theodora, quietinha deitada com o braço engessado. Ficou alguns segundos em silêncio observando-a. — Como está? — perguntou baixo. Theodora estava de olhos fechados, mas estava acordada porque um de seus dedos estava se mexendo rapidamente. — Com menos dor do que antes. Marcela se aproximou de Theodora, ficando ao seu lado. — Que bom. — Marcela falou e pegou na mão esquerda, a do braço que não estava quebrado. — Não vi você na escola essa semana, foi só hoje? Marcela ficou olhando-a, Theodora parecia cansada. — Sim, fui, e olha no que deu. — Mostrou o gesso, em seguida deu um sorriso. — Obrigada, meu anjo. Theodora se sentou. — Queria mesmo ser um anjo... Seu anjo. — falou baixo, mas o suficiente para Theodora escutar, ela adorava quando voz de Marcela saindo baixa. — E nunca deixar de ficar perto de você. As palavras saindo antes que Marcela pudesse contê-las. Theodora sorriu. Marcela se aproximou e Theodora também, seus olhos estavam fixos na boca da Hoff, estavam quase se beijando. — Theodora?! — uma enfermeira, falou. As duas se afastaram, sempre alguém para atrapalhar. — Sim. — Theodora falou. Marcela virou para ver quem era. Uma enfermeira loira e bem jovem. — Seu pai está na recepção, posso manda-lo entrar? — perguntou a enfermeira. — Pode sim. — Theodora falou ajeitando o corpo na cama. — Então vou chama-lo. — falou. Ela piscou para Marcela, que fingiu nem perceber, Theodora nem viu ou também fingiu não ver. Marcela saiu do quarto e foi para recepção e ficou por lá, Perez apareceu 15 minutos depois. — Marcela, até vai ficar parecendo que não sou um bom pai, mas não posso ficar porque meu cliente mais importante precisa de mim. — Perez falou sem graça, ele estava coçando a nuca devido ao nervosismo. — Você poderia levar Theodora para casa, por mim? — Claro que eu levo e você não é um pai r**m. — Marcela sorriu e o abraçou de lado. — Se fosse, Theodora seria seu espelho e ela é uma ótima pessoa. — Obrigado, Marcela! — Perez apertou um pouco Marcela. — Isso dizer que sou legal também, certo?! — Sim. — Marcela sorriu para a brincadeira do homem. — Ah... Muito obrigado então! — sorriu. — Tenho quer ir, tchau. — Perez falou e andou um pouco antes de se virar. — Obrigado mesmo. — Não foi nada. — Marcela falou mais para si mesma. Ele já tinha desaparecido de vista. Laura não foi nem para recepção, não quis entrar com Marcela, era o limite dela com o hospital. Enquanto Marcela contava a Theodora que Laura era chatinha e não gostava de hospitais, uma enfermeira chegou. — Acabou o horário de visita! — falou uma enfermeira velhinha. — Ah! Já?! — Marcela falou, foi muito rápido. — E você vai ser liberada. — falou a enfermeira parecendo irritada por Marcela ter a interrompido. Marcela sorriu amarelo, ela olhou rapidamente para Theodora que riu. — Seu responsável já organizou tudo, Theodora, você já pode ir. Theodora se sentou gemendo um pouquinho de dor. A enfermeira se aproximou. — Vai precisar de ajuda? — Não precisa, meu anjo da guarda aqui dá conta. — Theodora sorriu. — Isso mesmo. — Marcela concordou, abraçando Theodora de lado. — Tudo bem, melhoras. — A enfermeira falou e saiu rapidamente. Theodora ainda estava abraçada à Marcela de lado quando entraram na recepção. — Marcela poderia pegar água para mim, por favor? — Theodora perguntou, com uma carinha fofa. — Claro. — Marcela concordou e saiu do abraço com Theodora. Andou até um bebedouro à 10 metros de onde estavam. Encheu três copos de água. Bebeu um e pegou os outros dois para Theodora e Ester, que com certeza a faria voltar lá falando que queria também. — Seus olhos me chamaram muito atenção, se você quiser sair qualquer dia?! — a enfermeira loira que piscou para Marcela, falou baixinho em seu ouvido. Seu corpo estava parado na frente de Marcela, a enfermeira colocou um papel no bolso traseiro da calça dela. — Acho que você não faz meu tipo. — Marcela retrucou. — Meu número está aí, se mudar de "tipo" é só me ligar — sorriu ao falar: tipo. — Você é muito bonita, mas desculpa... — falou, Marcela afastou seu corpo e saiu em direção as meninas. — Eu pegava. — Ester falou de imediato. Theodora não parecia nervosa. — Melhor... Eu pegaria se não fosse a Laura, antes que você fale que vai contar para ela. Ester pegou um dos copos da mão de Marcela. — Ainda bem que você aprende rápido, eu contaria mesmo. — Marcela falou, Ester fez careta e a Hoff fez de volta. — Aqui, Dora. — Entregou o copo para Theodora. — Ops... Theodora. — Obrigada. — Theodora falou, seca. — O você disse para enfermeira? — Ester perguntou. — Que ela não era o meu tipo, simples. — Marcela respondeu pegando o papel no meu bolso e jogando fora. Theodora estava meio emburrada. — Você é meu tipo, Theodora. — Sussurrou no ouvido da própria. — O que você falou? — Ester perguntou. Marcela não falou nada. — O que ela falou, Theodora? Me conta! — Você ainda lembra meu nome, amiga abandonante? — Abandonante teu r**o! — Ester até parou para falar. — Você que se afastou da gente. Theodora acabou fazendo Ester esquecer o que perguntou, porque elas entraram em uma pequena discussão, o que virou uma bagunça só. Marcela levou Theodora para casa, ela não quis entrar só perguntou se precisava de ajuda ou algo do tipo. Perez estava em casa, o que era estranho. — Não tinha que ir para o trabalho? — Theodora questionou, assim que o viu. Ele tinha a visitado no horário de almoço. — Tenho que sair da cidade a trabalho, vim arrumar algumas coisas apenas. — Ele falou meio tristonho. — Mas pai eu queria ir na celebração do vovô! — Theodora falou com raiva. — Eu sei, mas nem eu falando que você tinha quebrado o braço adiantou para que não precisasse ir. — Abraçou a filha. — Pergunta a Marcela se pode te hospedar de novo, voltarei no domingo. — Suspirou no final. — Ela é uma ótima pessoa, não é? — Oh... É sim! — Theodora falou e saiu de um modo estranho. — Como assim? — perguntou olhando para Theodora. — Ela... Está sempre ajudando... Me ajudando no caso. — falou tentando se sair bem do que tinha falado. — E a Sofi, onde vai ficar? — Na casa de uma amiguinha. — Perez respondeu. — Eu acho que estou esquecendo algo... — coçou a cabeça. — Depois eu lembro. Conversaram sobre o acidente. Ligou para Laura perguntando se ela estava em casa, mas a mesma e Ester saíram para o shopping, o queria dizer que não voltaria nada cedo. Em seguida ligou para Marcela, como o pai havia dito, a Hoff respondeu que não havia problema. Theodora tomou banho com um pouco de dificuldade. Escolheu algumas roupas e seu pai organizou em uma mochila. Perez a deixou em frente à casa de Demi, por volta de 4 da tarde. Apertou a campainha e logo em seguida Marcela apareceu, estava vestida com um short de malha e um topper preto deixando exposto seu abdômen. — Meu anjo! — Theodora falou, saindo quase como um suspiro. Marcela pegou a mochila que estava na mão de Theodora. Entraram e pararam no corredor, logo a frente a Hoff deixou a mochila no chão. — Você poderia parar de me chamar de anjo... — Marcela se aproximou da outra, falando de um jeito meigo. — Mas por quê? — Theodora perguntou encostando na parede e fez um biquinho. Marcela chegou mais perto do corpo de Theodora, quase colado ao seu. — Eu posso passar a acreditar. — Marcela falou com sorriso sapeca. — E anjos não fazem o que eu iria fazer no hospital. Marcela beijou o rosto de Theodora e logo sua boca. Pressionou a latina na parede, pegou a minha mão esquerda dela e entrelaçou na sua. Sua língua queria comandar e ganhar aquela batalha que travavam. Depois levou a mão de Theodora para seu abdômen nu. Theodora não perdeu tempo em apertar o corpo de Marcela. Marcela soltou um gemido baixo, o ar se fez necessário. Passou a beijar o pescoço de Theodora, o chupou deixando uma pequena marca. — Ei, que isso? Vai com calma, isso tudo é vontade reprimida? — Theodora falou de um jeito divertido, segurando o rosto de Marcela com a mão esquerda, do braço "bom". — É que te ver desde semana passada triste e hoje... — olhos de Marcela estavam brilhando intensamente. — Se tivesse acontecido algo mais grave, não sei... — Não pense nisso. — Theodora deu um selinho em Marcela, e a puxando para si. — Acho que gosto muito de você... — Marcela falou sonhadoramente. — Eu também, meu anjo. — Theodora falou e fez um biquinho. Marcela mordeu a boca da latina, logo já estavam se beijando novamente, calmamente. Quando se afastaram Marcela olhou com uma expressão que a latina julgou ser estranha. — Fala logo. — Theodora pediu com nervosismo evidente. — Estou com medo da sua reação.
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