Anélisse segurava o diário aberto, o polegar deslizando pelas páginas amareladas com cuidado. O cheiro de papel antigo e tinta seca enchia o ar familiar, reconfortante e, ao mesmo tempo, inquietante. Mattheo se sentou ao lado dela no sofá, inclinando-se para ler também. As páginas viravam lentamente, revelando mais anotações, símbolos e comentários de ambos alguns sérios, outros rabiscados às pressas, cheios de risadas e provocações antigas. Até que uma página, diferente das outras, chamou a atenção. A tinta ali era mais forte, o traço mais firme como se tivesse sido escrita com pressa, mas com intenção. No topo, em letras grandes e delicadas, estava escrito: Sanguis Vinculum. Anélisse franziu o cenho. — Feitiço de ligação de sangue... magia e destino? — ela leu em voz alta, a expres

