O céu já começava a escurecer quando Mattheo parou diante da janela do apartamento, observando o horizonte com o cenho franzido. O ar carregava uma tensão leve, como se ele estivesse ponderando algo há muito tempo. Anélisse, sentada no sofá com uma taça de vinho em mãos, ainda folheava o diário, absorta nas anotações antigas e nas lembranças que teimavam em voltar. Quando levantou o olhar, viu a expressão pensativa dele. — Theo, está tudo bem? — perguntou, a voz suave. Mattheo se virou devagar, os olhos castanhos encontrando os dela com um misto de decisão e cautela. — Eu estava pensando… — começou, com cuidado. — Já que você tem recuperado algumas memórias, está mais calma… acho que talvez esteja na hora de ver sua família. Anélisse parou, as mãos ainda sobre o diário. — Minha famíl

