GADERNAL NARRANDO Eu já entrei na boca bufando, o sol na moleira me deixando com os nervos à flor da pele. Travei o passo assim que bati o olho no Magrelo sentado ali, na maior paz de espírito, trocando ideia com o Playboy como se estivesse num quiosque na praia. O sangue deu aquele solavanco. Na minha gestão, soldado tem que estar na posição, não batendo papo na base. — Coé, Rodrigo? — Soltei, a voz saindo seca e grossa. — Tu tá de colônia de férias, é? Qual foi a visão que eu te dei ontem? Tu não tem que estar lá embaixo, na barricada, segurando o setor? O Magrelo levantou no ato, na postura, mas eu vi que o Playboy já veio na intercessão, levantando a mão e tentando amenizar o clima. — Calma aí, Gadernal. Abaixa a guarda, pô — o Playboy falou, se encostando na mesa. — Tu vai manter

