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1346 Palavras

MAJU NARRANDO Eu saí do portão da escola como se estivesse fugindo de um incêndio. O sorriso que eu carregava minutos atrás, alimentado pelo beijo do Thiago, tinha sido drenado e substituído por uma palidez cadavérica. O mundo tinha ficado mudo, e a única coisa que eu ouvia era o som da minha própria respiração curta e o barulho ensurdecedor daquela foto de fuzil queimando na minha mente. — Táxi! — Gritei, quase me jogando na frente de um carro amarelo que descia a curva da Rocinha. Entrei no carro com a cara e a coragem, mas por dentro eu era um vidro estilhaçado. O motorista me olhou pelo retrovisor, percebendo o meu estado, mas eu só consegui dizer o endereço da Delegacia da Mulher. Durante o trajeto, eu abraçava a minha bolsa como se ela fosse um escudo. As lágrimas começaram a desc

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