GADERNAL NARRANDO Deixei a Maju na porta da escola e fiquei ali, assistindo ela entrar, com aquele sorriso que me deu a certeza de que eu fiz o serviço bem feito. Mas, conforme eu ia descendo a Rocinha e pegando a Linha Vermelha de volta pro meu império, o clima de "romance" foi ficando pra trás e o modo chefe foi ligando de novo. Vida de dono de morro não tem folga. Assim que embiquei a nave na entrada do Alemão, o rádio já começou a chiar. O clima na base da barricada estava estranho. Estacionei o carro e desci com aquela cara de poucos amigos que faz até os cachorros da rua se esconderem. O Playboy já veio vindo na minha direção, com o rádio na mão e uma cara de quem tinha notícia r**m pra dar. — Visão, chefe. Já tava te esperando — ele falou, coçando a cabeça. — Fala, Playboy. Que

