MAJU NARRANDO Eu estava de costas para o pra ele, mas de frente para o abismo. A visão daquela multidão lá embaixo, que parecia se mover como um mar de gente, era sufocada pela presença dele. Gadernal. Thiago. O dono. O homem que me tinha encaixada no corpo dele, como se eu fosse feita para aquele espaço, só para aquele espaço. Eu m*l conseguia respirar. Não era a fumaça da festa, nem o cheiro do Gin com energético tropical que descia rasgando a garganta. Era ele. O cheiro dele. Ele não cheirava a maconha, nem a suor, nem a bebida barata do baile. Ele cheirava a poder. Um perfume amadeirado, forte, caro, misturado ao cheiro quente da pele dele. E ele era enorme. Um monstro musculoso, tatuado, quente, com correntes de ouro que brilhavam no peito aberto. A arma, a pistola que eu podia se

