MAJU NARRANDO Eu estava ali, jogada naqueles lençóis escuros, sentindo cada músculo do meu corpo latejar. O ar-condicionado gelava o quarto, mas por dentro eu ainda parecia um vulcão. O Gadernal levantou da cama com aquela marra de dono, pegou o rádio em cima da mesa de cabeceira e começou a trocar ideia com os moleques lá fora, querendo saber se a pista tava limpa, se o baile tava no controle. Eu fiquei só observando as costas dele, cheia de tatuagem, aquele porte de homem que não dobra pra ninguém. Quando ele desligou o radinho, eu soltei um suspiro pesado, me encolhendo no travesseiro. — c*****o, Thiago... tu não existe, não, papo reto. Tu quer me f***r a noite toda? Eu tô toda assada, garoto! Minha perna tá tremendo até agora, eu não aguento mais, não. Tu tem muita fome, credo! — Fa

