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813 Palavras

RODRIGO NARRANDO Tava lá, na p***a da boca onde o Gadernal me enfiou. No meio do nada, na outra ponta do morro, encostado na barricada, com dois moleques que m*l sabiam segurar a peça. Enquanto isso, o baile tava rolando solto do outro lado dava até pra ouvir os batidão vibrando pela rua, a galera gritando, rindo, rajada estourando pro alto. Era ali que eu queria estar. No coração do bagulho. Pegar a visão completa do movimento. Mas não. Eu tinha que manter a pose, segurar a ansiedade, fingir que tava de boa. “Proceder”, ele disse. Se quisesse ganhar confiança, tinha que fazer direitinho. Só que por dentro eu tava engolindo seco. Cada vez que passava um motoqueiro subindo pro baile, cada vez que alguém falava “camarote cheio”, eu sentia meu sangue ferver. Eu queria ver, observar, entend

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