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Olá gente, essa história é a inspiração de uma série chamada "Desgraça ao seu despor" o começo e parecido, entretanto o decorrer da história é totalmente diferente, espero que gostem desta história, pois estou amando escrever ela. ❤️
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A vida, o fenômeno explicado em diversas formas. A mais comum é um óvulo e um espermatozoide se unem em uma única célula, num evento chamado fecundação ou fertilização, começa uma série complexa de eventos que leva à gravidez.
Uma vida se desenvolve e vem ao mundo, é fabuloso, não é? Eu acreditei por muitos anos que estava vivendo minha vida de maneira correta, a minha formatura ia acontecer em breve, o meu sonho se tornaria realidade, até que tudo acabou.
- Você tem glioblastoma. - ele respira fundo com os papéis nas suas mãos grossas.
- Como? - questiono surpresa.
- Você tem um tumor de estágio três...sinto muito, não há nada que o hospital possa fazer para curá-la, ah não ser prolongar a sua vida com tratamentos. - meu médico Richard, diz apoiando os braços em sua mesa com um olhar desapontado.
- Quanto tempo de vida eu tenho? - questiono olhando para a janela do escritório, sem esperança.
- De acordo com os pacientes que tem glioblastoma, em média cem dias. - ele respira fundo teclando em seus computador. - Mas com o tratamento, podemos aumentar o seu tempo de vida para um ano. - ele solta um sorriso frouxo na esperança de eu aceitar o tratamento.
- Vou continuar ciente que morrerei em breve, então pra quê aumentar o meu tempo? - sorrio de leve me levantando.
- Sei que é traumático, uma jovem de 25 anos descobrir que não tem o tempo de vida que gostaria, mas pense com carinho na proposta do tratamento, Camille. - ele se levanta de sua poltrona de couro sofisticada e ajeita a sua gravata antes de estender a mão. - Vou aguardar o seu retorno.
- Sabia que tenho uma irmã de 16 anos? - questiono com um sorriso apesar de os olhos estarem marejados. - O nome dela é Emma, somos às únicas que moramos em Paris, o restante da família continuou na Espanha...No momento eu trabalho na biblioteca da praça principal, estou cursando arquitetura e ela está estudando no colégio Notre-Dame International High School, é um dos internatos mais sofisticados e disposto a receber pessoas de todos os países...
- Eu sinto muito. - ele retira o seu óculos e passa a mão esquerda em seus olhos.
- É, em breve não vou está aqui para pagar as mensalidades dela...Emma vai ter que voltar pra Espanha...minha morte estúpida vai destruir a carreira escolar da minha irmã. - sorrio cabisbaixa. - Tenha um ótimo dia doutor. - caminho até a porta enorme de madeira, agarro sua maçaneta dourada e saio do escritório .
A morte de alguém nos chocam facilmente, ainda mais quando a notícia é repentina, algumas pessoas ficam assustadas em não saber quando vai acontecer, quando a vez deles vão chegar. Agora, sabendo do meu tempo de vida, é ainda mais assustador e aterrorizante.
Paro no meio da Pont des Arts me aproximo dos cadeados do amor que enfeitam a mesma, toco o corrimão frio e extenso, respiro fundo e observo a água calma do Rio Sena, pássaros voam sob o céu azul de Paris, não foi atoa que escolhi esse lugar para viver à vida, o quê vou fazer? Oh meu Deus, como vou contar isso à minha irmã? Meu celular vibra no bolso da calça jeans que usava, fazendo eu acordar do devaneio.
Vanessa: Por quê não veio trabalhar? Preciso que avalie meu novo livro! Estou esperando você, não demore!
A Vanessa foi a primeira pessoa que conheci em Paris há quatro anos atrás, ela ficou famosa pelos seus contos de fadas românticos e com finais tráficos, eu à chamo de Shakespeare moderno.
Camille: Estarei aí em breve :)
Desligo o meu celular e acelero os passos saindo da ponte em direção à biblioteca.
Eu, Camille Sánchez, tenho 1,60 de altura, minha idade é de 25 anos, tenho olhos verde claro, às vezes ele muda para um azul de acordo com a iluminação do ambiente, meu cabelo é castanho escuro e minha pele é clara e delicada como a neve, minha nacionalidade e a nocionalidade do restante da família é espanhola, aos 19 anos descobri o quanto Paris era bela e implorei para o meu pai pagar uma passagem de ida, já que o mesmo é dono e embaixador dos colchões Sánchez.
Apesar dele ter aceitado pagar à passagem, ele me deserdou em seguida, já que recusei um casamento arranjado com o filho de uma imobiliária credenciada da Espanha. Meu pai cortou minha mesada e me fez conhecer o trabalho pesado em uma cidade estranha sem apoio algum, fui a única capaz de desafiar o meu pai e mostrar que conseguiria tudo sem a sua ajuda.
Conheci Vanessa em um evento simples de literatura, na época ela ainda buscava uma inspiração, a mesma se tornou uma amiga próxima, me apresentou à biblioteca de seus pais e conseguiu uma vaga como assistente bibliotecária. Ela comprou um apartamento de dois quartos, perto da editora em quê trabalha pela metade do preço e passamos à morar juntas e dividir os gastos como a compra do mês, entre outros.
Sem o aluguel pra pagar, o meu dinheiro rendeu o suficiente para fazer um curso superior de arquitetura. Em seguida, minha única irmã mais nova, se apaixonou pela grande Paris graças as fotos que eu postava diariamente nas redes sociais. Por ser a mimada da família meu pai a enviou e passou a pagar as mensalidades dela no internato de Paris, mas colocou à culpa em mim e disse que eu pagaria os materiais, uniforme, o necessário para ela viver igual às outras alunas.
Não está sendo difícil, consigo administrar o dinheiro e viver uma vida tranquila nesta cidade linda, mas agora, depois que eu morrer, minha irmã terá os seus sonhos cortados e voltará a viver na Espanha, presa aos caprichos de papai. Eu não odeio meu pai, afinal os meus avós eram rígidos com ele, a maneira que ele foi criado era antiquada, eu sei que ele só quer ver as filhas ao lado dele, para quê possa nos proteger quando for necessário. Meu pai, Bruno Sánchez se casou com minha mãe Sandra Alves após se esbarrarem na rua de Madrid, eles dizem que foi amor a primeira vista, ela o ama muito e ele faz de tudo para agradá-la.
- Aí está você! - Vanessa aparece ao lado de fora da biblioteca.
- Acabei de chegar. - sorrio de leve.
- Venha! Quero que avalie o meu novo conto. - ela segura minha mão e sai correndo para dentro da biblioteca que permanecia quase sem movimento, já que nos dias atuais, os livros onlines se tornarão mais populares.
Andamos até o balcão de madeira escura no centro da loja, ela colocou o notebook sob o mesmo e apontou para o seu primeiro capítulo.
- E aí? O quê acha?
- É clichê. - digo com um sorriso ao ler todo capítulo.
- Eu sei disso, Camille! - ela revira os olhos. - Quero saber de sua nota como leitora, isso é o mais importante!
- Déjà compris! (Já entendi) - respiro fundo. - Ela tem o gosto de quero mais. - sorrio de leve. - A protagonista vai encontrar um ser místico e viver um amor intenso e proibido, por exemplo, eles sabem que é r**m e traumático pra ambos, mas insistem em viver esse amor...C'est la meilleure histoire que tu aies jamais créée, Vanessa. ( É a melhor história que você já criou, Vanessa.) - sorrio largo.
- Ótimo, vou ir correndo até a editora, mostrar o nosso novo trabalho! - ela sorri agarrando o seu notebook.
- Boa sorte! - sorrio levantando os braços com as mãos fechadas.
- Merci! - ela sorri saindo na porta de vidro.
Entro na ala do balcão de madeira e acesso o computador para checar nossas vendas esse mês, mas a minha mente retorna ao escritório médico, eu precisava desabafar isso com alguém, não posso mais guardar isso só para mim.
Agarro o meu celular e disco o número do Pedro meu atual namorado, ele tem cabelo cacheado, pele escura, olhos castanhos, é advogado. Estamos saindo há seis meses, nos conhecemos na biblioteca, em seguida ele me convidou para tomar uma xícara de café, apesar dele ser 5 anos mais velho, aconteceu... Acredito que seja é o único que posso contar sobre isso.
Pedro: Alô?
Camille: Amor, podemos nos ver hoje, depois da faculdade, eu preciso muito do seu apoio.
Pedro: Ela descobriu tudo, não podemos nos ver mais!
Camille: Ela? Quem é ela?
De repente a porta grande de vidro da biblioteca é aberta por uma mulher bonita e alta de olhos castanhos, cabelos loiros e sua pele era parda. A mesma estava grávida com o celular em suas mãos.
Camille: Chegou uma cliente, preciso desligar. - sorrio encarando a mulher que andava o corredor extenso até minha direção.
- Em quê posso ajudar? - questiono e sou surpreendida por um tapa no rosto.
- Sua desgraçada, putain de salope! (pu,ta do cara,lho) - a mesma diz com os olhos inchados de chorar.
- O quê? - questiono tocando minha bochecha quente.
- Como pôde sair e tran.sar com um homem casado? E ainda por cima manipular ele?!