11 CAPÍTULO

1157 Palavras
Estamos a caminho do aeroporto, eu não sou uma pessoa que gosta de acordar cedo, mas o fato de estar indo viajar com meu irmão e sua noiva é motivo o suficiente para me tirar o sono. Veronica como sempre bem animada falando do pontos turísticos de Fernando de Noronha e de programações que só de imaginar me fazendo todas essas coisas num único dia me sinto cansada, mas Will permanecia sério e concentrado em dirigir, eu tentava interagir com ela para não deixá-la falando sozinha. Assim que entrei no avião me sentei no meu banco que dei graça aos céus que não era junto deles, dormir a viagem inteira até chegar no nosso destino. Pegamos um táxi assim que saímos do aeroporto, a viagem até a pousada que iríamos ficar não era longe do aeroporto, na verdade o trajeto era bem simples e rápido. - Uau, aqui é bonito. - teju Açu é a pousada que mais me agradou. - adorei, ela é bem rústica, me sinto em casa. Respiro o ar sentindo a brisa no vento batendo no meu rosto. - sabia que você ia gostar. Verônica me abraça de lado, me pegando completamente desprevenida, nem tive tempo de reagir ou raciocinar como deveria agir. - Vamos entrar pra fazer o check in. Will diz cortando aquele clima meloso. Caminhamos até a recepção, enquanto eles estão lá resolvendo a papelada para pegar a chaves dos quartos eu aproveito para sair um pouco dali e bater foto das plantas e do céu que estava lindíssimo. Verônica se aproxima com uma cara de preocupação - Houve um problema e seu quarto vai ficar um pouco distante do nosso, tem algum problema? - Claro que não, não sou uma criança que precisa de supervisão. - Seu irmão ficou furioso. - Will esquece que já tenho 20 anos. - pra ele você sempre será uma menina. - Eu sei. Digo soltando um ar pesado. O quarto dele ficava no primeiro andar e o meu no segundo , eu tive que me direcionar ao pé da escada que pra minha sorte não era tão grande. - Deixa eu te ajudar. Will se aproxima de repente antes que eu pudesse carregar minha mala até em cima. - Obrigada. Digo enquanto ele sobre a minha mala. Em vez de deixar minha mala no fim da escada, ele caminha calmante com ela até a porta do quarto. Imediatamente eu abro a porta e entro. - UAU digo quando vejo o quarto trabalhado nos pequenos detalhes rústicos. Caminho para a varanda e me dou de cara com uma paisagem maravilhosa do hotel. Consigo vê a piscina que não fica longe dali, as palmeiras altas dão um contraste lindo no azul do céu e caramba esse vento melhorou muito minha primeira impressão da varanda do quarto. Me viro rápido e me esbarro em Wil que estava bem atrás de mim, seus olhos estavam fixados para frente e imagino que ele deve estar encantado como eu - Você tem uma vista muito bonita - ele diz. Não consigo responder aquela afirmação, meu raciocínio parou no momento que senti seu cheiro, aquele perfume invadiu meu olfato de uma maneira louca me fazendo querer cheirar seu cangote, sem que eu percebesse, minhas mãos estavam em seu peito e cara que peito mais definido era aquele? Meu coração começou a acelerar e minhas pernas ficaram bambas pela proximidade, eu respirei tão profundamente que trouxe a atenção de Wil ora mim. - Você está bem? de repente ele me segura pelos braços com uma cara de preocupação. - Estou. Digo saindo do transe que sua presença me causou. Will me senta numa cadeira que tem próxima - Você parecia que ia desmaiar, tem certeza que tá bem? MInha nossa que vergonha! como eu reagir assim? desse jeito e logo perto dele! eu só posso estar louca. - Tô bem sim, só queria ficar sozinha pra trocar de roupa, eu tô com calor. Minto. Não era isso, queria que ele saísse dali imediatamente. - Tem certeza? se precisar de algo só me fala. - Tenho sim. - tá bom, qualquer coisa manda mensagem. ele diz se levantando e saindo devagar do quarto. Respiro de uma forma tão profunda que parece que meus pulmões estavam a séculos sem ar. Entro e me direciono para a cama, me sento e vejo que logo perto tem um espelho. vou até ele e me encaro, meu rosto ainda tá corado pela situação constrangedora - Ele é seu irmão! Ele é seu irmão! Ele é seu irmão e tem uma noiva maravilhosa e pra ele você é só uma criança. Digo com um ódio entalado. Não consigo acreditar ainda que eu tenho sentimentos por ele. Essa com certeza é uma situação repulsiva e nojenta, como eu pude me apaixonar pelo meu irmão? como? não sei quando, como ou porque, mas sei que sempre que estou perto dele sinto vontade de ficar cada vez mais próximo e sentir seus lábios. Afasto esses pensamentos maléficos da minha mente e troco de roupa. Desço pra poder observar a piscina de perto e pra minha infelicidade tenho que passar pela porta do quarto deles. - Oi, já ia te chamar pra gente almoçar. Verônica abre a porta no exato momento que eu estou passando. - Claro, vamos comer aqui? - sim, dizem que a comida é ótima. - tá bom, vou só dar uma volta na piscina e vejo vocês lá no restaurante. A visão da piscina era mais bonita de perto, ando ao redor observando as palmeiras em volta, é um lugar extremamente lindo, ou talvez eu que nunca tinha saído de casa mesmo. - Aqui é bonito né? ouço uma voz próxima e vejo um rapaz moreno que parece ter quase minha idade. - É sim. - Sua primeira vez aqui? - Sim, minha primeira viagem. - Escolheu bem sua primeira viagem. - Na verdade, foi minha cunhada que escolheu. - Ah, então está em família? eu também. - Só meu irmão e sua noiva. - Eu literalmente tô com toda minha família, então você pode imaginar a bagunça, a propósito me chamo Thiago. - Oi Thiago, sou a may. Thiago se aproxima mais de mim- É só May ou é abreviação? - Abreviação, no caso me chamo Mayane. - Prazer May, ele diz e beija minha mão. - Preciso ir, estão me esperando pra almoçar. - Ah, então vamos, também preciso ir para o restaurante. Caminhamos até o restaurante conversando sobre Fernando de Noronha e onde ele e sua família iam depois do almoço, não tive muito o que falar, pois não prestei atenção em nada no que verônica disse sobre a viagem. Quando chegamos avistei Will e verônica numa mesa não muito distante da porta. Me despeço de Thiago e percebo que Will tinha o olhar cravado nele, com certeza o seu senso de proteção ativou e ele não deve ter gostado da presença do Thiago.
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