Quinta- feira 18:30 PM
Hoje tenho apresentação de um trabalho que era pra amanhã, mas como verônica inventou essa viagem, não vou poder estar presente amanhã na aula. Ainda não caiu a fixa que amanhã vou viajar com Will e verônica, faz tanto tempo que eu não fico perto de Will, imagina passar três dias na sua companhia, só de imaginar me dar um certo calafrio no estômago. Ainda não preparei minha mala, pretendo fazer isso hoje a noite, nem sei o que vou levar, será que preciso levar muita coisa? não sei se tenho biquíni, mas com certeza tenho maiô, acho melhor usar maiô, nunca me acostumei usar biquíni.....
- Mayane Figarella, você já pode apresentar seu trabalho. O professor diz me tirando dos meus devaneios.
- Ah sim, claro professor. Me levanto meio desajeitada da cadeira, levo meu notebook para conectar no datashow e poder apresentar um slide junto da minha apresentação.
Fiquei um pouco nervosa, mas consegui apresentar o tema com as propostas de melhorias na produção de materiais e possíveis reciclagem. Eu já estava no 4° da faculdade de engenharia de materiais e cada vez mais estava amando, mas às vezes ainda me sentia perdida, não sei exatamente porque quis fazer essa faculdade, mas me pareceu interessante, não me arrependo. Os tempos de aula passaram rápido, eu saio da sala acompanhada de Gabriela que não para de falar no ficante dela.
- aí amiga, ele tem uma pegada tão boa, sabe quando um homem te beija de um jeito que já te deixa bem excitada?
- não sei, não faço ideia. Digo um pouco sem graça, pois ela sabe que eu ainda não fiquei com ninguém e mesmo assim me faz as mesmas perguntas sempre.
- Ah é, já tinha esquecido, você precisa sair mais, conhecer garotos e aproveitar a vida amiga.
- Você sabe como meu irmão é, mas mesmo assim não sei se quero fazer essas coisas com uma pessoa na qual eu não tenho sentimentos.
- deixa de ser careta, hoje as coisas são diferentes, a gente não precisa se apegar a ninguém.
- eu sei, mas sou eu que não quero mesmo, quem sabe quando eu encontrar alguém que vale apena.
- tá, você que sabe, o seu irmão vem te buscar?
- Não, vou com o motorista hoje.
- Humm... eu ia te esperar amiga, não meu namorado tá me esperando, então outra hora a gente se fala bjs.
- tchau... digo, mas ela já estava longe o suficiente para não ouvir.
Continuo caminhando para a frente da faculdade para aguardar o motorista ou para encontrar ele. Geralmente ele já está lá me aguardando, mas às ele demora um pouco, não me importo, afinal não tenho nada de importante para fazer em casa. Quando estou próximo de passar pelo porta vejo Gabriela voltar rápido para dentro vindo na minha direção.
- Você não disse que seu motorista vinha te buscar? ela parece chateada.
- sim, ele vem, por que?
- É seu irmão que está aí, porque mentiu?
- não sabia que ele vinha!
- Vamos eu vou te acompanhar.
- você não ia encontrar seu namorado? pergunto de maneira desconfortável, eu já estava ficando cansada de ser apenas uma pretesto pra ela vê meu irmão de perto.
- ele vai me esperar.
Queria dizer umas verdades na cara dela, mas não consigo, não gosto de brigas e confusão, então apenas continuo saindo e realmente vejo o carro de Will. Me aproximo do carro para abrir o banco de trás, mas Will abaixa o vidro do banco da frente.
- Na frente. Diz de maneira autoritária.
Não digo nada, apenas dou a volta no carro e entro me sentando. Quando o vidro do carro está começando a levantar, Gabriela grita- Amiga, você esqueceu sua caneta. Gabriela me entrega a caneta pela janela do Will, vejo que ela abriu os botões de sua camisa fazendo com que ficasse com um enorme decote, ela se esticou sobre a janela tentando me entregar a caneta, no momento que eu seguro, sei que a caneta é dela e não minha. Quando olho para Will vejo seus olhos sobre os s***s dela e isso me incomoda imensamente.
No momento de raiva pela sua cara de p*u digo- Essa caneta é sua, não minha, mas já aproveitando Will essa é minha amiga e ela tá doida pra dormir contigo. Will Para na hora de olhar para os s***s dela e me olhar com uma cara de surpreso.
- Eu? não, não é isso, como assim? Gabriela diz envergonhada, mas não sai da janela, ela praticamente tá quase entrando toda em cima de Will.
De repente a cara de Will se torna séria e seu semblante se torna um pouco sombrio- Sou noivo e amo minha noiva. Ele diz olhando no rosto de Gabriela que imediatamente se afasta da janela me olhando com um olha de quem queria me estrangular.
Seguimos em direção a mansão e pra minha ansiedade não consigo ficar calada- Porque você veio me buscar? pergunto sem olhar pra ele.
- Não posso mais?
- geralmente só faz isso quando precisa me contar algo importante.
- Amanhã vamos sair cedo pra pegar o avião.
- Porque a gente não ia só de tarde?
- conseguir adiantar algumas coisas pra gente poder aproveitar melhor a viagem.
- certo, tá bom.
- não tá animada?
- tô sim, só não arrumei minha mala ainda.
- se quiser posso te ajudar!
- Você? Digo olhando pra ele, que agora tinha uma expressão leve.
- sim, posso pedir pra verônica te ajudar se você preferir.
- Não, quero você.
- Você me quê? ele pergunta parando no sinal e olhando dentro dos meus olhos, sinto que essa pergunta tem um duplo sentido.
- Sempre. Minha voz sai baixa quase como um sussurro. De repente o carro fica quente, sinto meu coloração acelerar, vejo ele morder os lábios inferior, tenho a impressão que ele aperta o volante com mais força, então ele começa a soltar o lábio inferior devagar e sinto vontade de beijar aquela boca, então sem esperar mais vou com tudo em sua direção, mas meu sinto de segurança me trás de volta pra trás.
bi-bi-bi-bi olhando pra frente e o sinal já estava aberto, Will começa a dirigir e eu começo a olhar pela janela, não tenho mais coragem de encarar ele, só de lembrar que eu pulei nele e se não fosse o sinto eu o teria beijado, meu coragem aperta e me sinto envergonhada pela minha atitude, com certeza foi o maior mico que eu já passei esse ano, é definitivamente eu tenho que arrumar minha mala sozinha, não tenho controle sobre minhas ações quando estou sozinha com ele.
" ele é seu irmão, ele é seu irmão, ele é seu irmão"
repito essa frase o caminho inteiro até chegar em casa, pois eu realmente preciso me lembrar constantemente disso.