Conheci Victor quando eu tinha 14 anos, o que me chamou mais atenção era a semelhança que ele tinha com meu irmão, não posso dizer que ele era idêntico, mas tinha algo no rosto dele que me fazia lembrar de Will, ambos eram brancos coma pele meio dourada, mas Will tinha cabelos negros como nosso pai, já Victor tinha cabelos castanhos e sobre o sol pareciam até um loiro escuro, os olhos de Will eram verde, o de Victor era castanhos com de mel, mas agora Will era adulto e tinha uma aparência mais velha que Victor, pois Victor tinha minha idade, já Will tinha 6 anos a mais, mas tinha algo no rosto deles que era semelhantes, não sei exatamente o que é, mas vou reparar bem em Victor hoje para saber o que tanto parecia com meu irmão.
Coloco um vestido verde claro de alça meio rodado, decido deixar meu cabelo solto. Coloco um tamanco branco pra combinar com meu casaco e bolsa. Não passo maquiagem, pois não estou habituada a usar. Olho para o relógio que marca às 17:45. Ele deve está prestes a chegar, então decido esperar na frente de casa pra não deixar ele esperando.
Assim que desço as escadas avisto a faxineira que Will contratou a pouco tempo. - Juli, você avisa a dona Fátima que não precisa preparar o jantar, pois não estarei em casa, mas se vocês quiserem jantar não tem problema. Peço a ela enquanto passo pela sala.
- Claro senhora, você vai em um encontro? ela sorri como se fossemos amigas.
- Não exatamente, é um amigo. Digo de maneira vaga, pois ela foi contratada a pouco tempo pelo Will e mesmo não nos conhecendo bem, ela age como se me conhecesse a anos e isso meio que me incomoda.
Saio da de casa e pela minha surpresa ele estava lá, na rua em pé, debaixo de uma árvore. Ele sorri no exato momento em que me vê passar pelo portão e então entendi o que eu acho parecido com Will, seu sorriso parece com o dele, é um sorriso idêntico. Meu coração palpita e sorrio de volta.
- Oi, você está aqui há muito tempo? digo me aproximando e percebendo que ele realmente deveria estar me esperando, pois não parecia cansado ou suado.
- não muito, eu cheguei um pouco adiantado só.
- porque não avisou que você estava aqui? eu teria descido logo.
Ele coça sua nuca como se estivesse com vergonha - Eu não queria aparecer afobado, então decidi esperar para dar o horário que a gente marcou pra te mandar mensagem. Ele diz e abaixa a cabeça quando seu rosto começa a ficar vermelho.
- relaxa, vamos em qual cinema? pergunto tentando mudar o assunto.
- Estava pensando no shopping Sumaúma, o cinema de lá é ótimo, mas se você quiser ir em outro, a gente vai.
- não, esse tá ótimo, eu gosto de lá, também acho o cinema ótimo.
Ele olha em meu olha e seu olhar era meio intenso, com um leve sorriso ele diz- Vou chamar um aplicativo, tem problema? Ainda não tenho carro.
- Claro que não, eu também não tenho carro. Digo sorrindo para que ele não se sinta desconfortável.
- Pela sua "pequena" casa, eu diria que tem até motorista particular. Ele sorri de maneira divertida, gosto que com ele o clima é tão bom.
- Não é meu dinheiro, fortuna dos meus pais, eu particularmente não tenho nada, não conquistei nada ainda. Digo dando leve empurrada em seu braço e só então noto a nossa enorme diferença de altura, tenho uma leve impressão que ele é até mais alto que meu irmão.
Quando o aplicativo de carro chegou, entramos e seguimos em silêncio até o shopping, em quanto o vento da janela bagunçava meu cabelo que se espalhava pelo banco do carro, adoro sentir essa brisa da noite, o vento batendo no meu rosto dar um leve toque de liberdade, algo bom, algo simples é como se nesse momento todos os problemas sumissem e eu podia me senti leve e nas nuvens. Quando chegamos seguimos direto para a área de cinema comprar os ingressos, escolhemos o filme que eu estava louca pra assistir e sentamos na última fileira que ficava no topo, era uma imagem boa, mas ao menos tempo desconfortável, pois tínhamos a visão de tudo, das pessoas conversando, das que levantam toda hora, mas a vantagem que eu achava que a visão da tela era melhor.
Vez ou outra sentia o olhar dele sobre mim e minha pele chegava a esquentar de uma maneira sobrenatural, era como se meu sangue estivesse fervendo ou algo do tipo, me peguei várias vezes apertando as pernas uma contra outra, não sei se era coisa da minha cabeça, mas sentia que ele cada vez mais se aproximava de mim e me fazia senti nervosa. Quando o filme terminou, estávamos com os braços colados, eu estava gostando da proximidade dos nossos corpos, mas não tive coragem de olhar em sua direção, tinha medo de olhar pra ele e ele está pronto a me beijar e eu não sabia se estava preparada pra isso, na verdade ainda era cedo pra ter esse tipo de contato, havíamos acabado de nos reencontrar e eu precisava de mais tempo pra saber se quero ir adiante.
- Você quer lanchar? ele pergunta assim que saimos da sala de cinema.
- Tu ouvia minha barriga né? ela tá roncando. Digo lhe dando um leve empurram no braço.
- Eu quase não consegui ouvir o filme com o barulho absurdo que ela estava fazendo. Ele me empurra de leve também entrando na brincadeira.
A presença dele é tão gostosa, os sorrisos, a paz que o espírito dele me trás é reconfortante. Escolhemos o fast food e sentamos na mesa para realizar nossos pedidos.
- Prontinho, daqui a uns 15 a 20 minutos está pronto. Ele diz se sentando na mesa, depois de pedi nosso pedidos no balcão.
- Até lá já morri de fome!
- Relaxa, eu trouxe um chocolate pra você. Ele me entrega uma barra de chocolate.
- Ah, com amendoim, meu favorito. Digo lhe dando um leve abraço nele.
- eu sei, você costumava comer duas barras de uma vez só.
- Que exagero.
- Exagero? É verdade, você vivia reclamando das suas espinhas, mas não parava de comer esse chocolate.
- kkkkkkkk é coisa de adolescente né, a gente não tem controle sobre nossos impulsos.
- E agora você tem?
- Sim, olha meu rosto, ele não tem mais espinhas, agora eu cuido bem e parei de comer de forma exagerada.
- É, posso ver como ficou com o rosto mais bonito do que antes. De repente a brincadeira pareceu ter acabado e senti seu olhar quente tocar minha pele novamente.
Pude sentir meu rosto corar, então abaixei minha cabeça um pouco - obrigada, você também está diferente, diferente daquele menino magricelo que eu conhecia. Digo tentando trazer o clima divertido.
- Magricelo? era assim que você me via, não acredito. Ele ri alto e levantando a cabeça pra cima - E agora como você me vê? ele volta a me olhar novamente com sorriso meio sedutor.
- Você não é mais magrelo e..... bom.... você tá......bem mus..culoso. Digo gaguejando e me sinto uma i****a por não conseguir falar claramente.
Quando volto a olhar seu rosto, ele está mais próximo, o vejo morder seu lábio inferior e sei exatamente o que ele vai fazer em seguida. Meu coração acelera quando ele se aproxima mais de mim, sei que eu não queria beijar ele hoje, mas com esse clima, com ele tão próximo, não consigo evitar de querer isso. Minha respiração fica tensa, quando sinto seu hálito tão próximo de mim e então quando seus lábios então quase.....
trim trim - meu telefone toca.