Capítulo 26 GAEL NARRANDO Ela tava aqui, parada diante de mim, com esse olhar desafiador que me queimava mais do que qualquer tiro que eu já levei. O perfume dela se misturava com a raiva, com a tensão, com o veneno que ela escorria só de existir. Valentina era uma guerra declarada e eu? Eu sempre fui viciado em caos. Ela me olhava como se não tivesse medo, mas os olhos… ah, os olhos dela gritavam. E não era medo. Era outra coisa. Era vontade. Era desejo. Era raiva de sentir. Eu podia tocar nela agora. Podia tomar. Podia dominar. Era só estender a mão, prender o quadril dela no meu, fazer ela esquecer o próprio nome enquanto gritava o meu. Mas eu não fiz. Porque eu não quero só o corpo dela. Quero a mente. A alma. Quero que ela se perca em mim por vontade, não por impulso. — Tá gost

