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ACORDO NO MORRO

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Sinopse

Um pacto de sangue. Um destino imposto. Uma herdeira que se recusa a abaixar a cabeça.

Valentina nasceu cercada de poder, violência e promessas que nunca foram feitas por ela. Filha de João Lucas e Liz, reis do tráfico moderno, cresceu no meio de segredos, alianças e acordos selados com sangue. Mas, aos dezoito anos, o presente que ganhou não veio em caixa de veludo. Veio em forma de sentença: Um casamento arranjado com o herdeiro do maior cartel latino da atualidade.

Gael Velásquez. O filho do Velho.

Don Velásquez, o chefão internacional do cartel, veio exigir o que lhe é devido: o casamento de Valentina com seu filho, Gael, um herdeiro sombrio, frio, calculista, criado para liderar o império ao lado da filha do rei.

Só que Valentina não é submissa. E Gael não está disposto a perder.

Ele foi treinado a vida inteira para comandar.

Mas ninguém o preparou para ela.

Valentina era fogo, veneno e fascínio.

E quanto mais ela fugia, mais ele queria dominar.

Num jogo onde as regras são feitas por homens cruéis, ela precisa escolher entre:

a honra da família ou a voz do próprio coração.

Entre fugir do morro ou dominar ele com mãos de ferro.

Uma nova geração está prestes a incendiar as ruas.

E Valentina e Gael vão descobrir que nem todo amor começa com um beijo. Alguns começam com ódio.

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Capítulo 1
Capítulo 1 VALENTINA NARRANDO Dezoito anos. O número batia na minha cabeça desde que acordei. Dezoito. Maioridade. Liberdade, pelo menos no papel. Só que liberdade nunca fez parte da minha vida. Não do jeito que eu queria. Crescer sendo filha de João Lucas, o "Rei" e Liz é nascer com duas marcas no corpo: uma de ouro, outra de pólvora . De um lado, o carinho, a proteção, a família . Do outro, as histórias sussurradas nas esquinas, as armas escondidas, os olhares desconfiados quando eu passava . Eu nunca fui uma menina comum . Fui criada no morro como princesa, mas também como refém . Meus pais sempre tentaram me blindar do mundo que eles construíram . Escola boa, terapia, viagens, guardas disfarçados de motorista, presentes caros . Mas eu não sou burrä . Sempre soube quem eles eram de verdade . E, dentro de mim, sempre existiu esse conflito: orgulho e medo. Amor e repulsa . Agora, aos dezoito, eu só queria ser dona do meu próprio destino . Mas a sensação que me acompanhava o dia inteiro era outra. Um frio estranho . Como se alguma coisa grande e rüim estivesse chegando . O dia começou com minha mãe batendo na porta do meu quarto. — Filha, acorda. Tá todo mundo esperando. A voz dela, doce, escondia cansaço. Minha mãe sempre tentou ser meu escudo, mas eu via nos olhos dela a sombra de um passado que ela nunca conseguiu esquecer, a de ser filha do grande Imperador e da doutora Lachelle . Levantei, olhei no espelho . Meu cabelo caía solto, a maquiagem realçava meus olhos claros, os mesmos da minha mãe. Vesti o vestido que minha mãe escolheu: branco, justo, bordado de pedras. Parecia uma pequena noiva. Quase ri com a ironia disso . Desci as escadas e vi a sala enfeitada . Balões, música baixa, gente do morro misturada com gente do asfalto . Meus pais tinham feito um esforço enorme pra parecer uma festa de dezoito normal . Mas eu reconhecia cada rosto disfarçado de convidado . Soldados. Olheiros. Parceiros de negócios . A favela inteira respirava junto com a minha família . Meus olhos varreram o salão. E lá estava o Imperador, meu avô com um sorriso raro, segurando um copo de whisky e do lado minha vó. Os gêmeos que são meus tios, meus primos, rindo alto. Minha tia Lara, sempre discreta. Por um segundo, eu senti gratidão. Eles me amavam. Eu sabia disso. Mesmo com todos os erros. Mesmo com as marcas. Mas junto da gratidão, veio de novo aquele arrepio. Como se uma porta invisível estivesse se abrindo atrás de mim. O parabéns começou. Gente batendo palma, minha mãe chorando, meu pai com um sorriso de orgulho no rosto. Eu soprei as velas tentando desejar algo, liberdade? Paz? Força? Mas a chama teimava em acender de novo no fundo da minha mente . Foi então que eu o vi. Um velho bem cuidado atravessando o salão como se fosse dele. Terno escuro impecável, sapatos brilhando, cabelo penteado para trás, barba por fazer. Elegância misturada com uma aura de perigo. Olhos frios. Don Velásquez. Eu não precisava de apresentação. Já tinha ouvido meu pai falar dele em conversas cortadas, murmúrios interrompidos quando eu chegava e também já vi uma única vez uma foto dele, sem meu pai perceber. O Velho. O Chefão internacional. O homem que ficava acima de todos os outros homens. Um fantasma no meu presente que, agora, ganhava corpo. O silêncio caiu aos poucos na festa. As pessoas abriram caminho instintivamente. Até meu pai endureceu a expressão. Ele deixou o copo de lado, levantou o queixo. Minha mãe me puxou discretamente para trás, como quem protege. Mas Don Velásquez já estava diante de mim. E seus olhos… os olhos dele não olhavam para minha mãe, nem para meu pai. Olhavam direto para mim. Um sorriso lento surgiu no canto da boca dele. Não era um sorriso de alegria. Era um sorriso de quem anuncia sentença. — Parabéns, princesa. — a voz dele era grave, pausada. — Dezoito anos. A idade em que promessas antigas finalmente vencem. Meu coração disparou. Eu não entendia, mas parecia que meu corpo entendia. Meu pai se colocou meio passo à frente, como um escudo. Mas não disse nada. Nenhuma palavra. Don Velásquez deu mais um passo. Tão perto que eu podia sentir o cheiro do perfume dele, amadeirado, pesado. — O dia de pagar a dívida do seu pai chegou, princesa. — ele disse, com cada sílaba cortando o ar. — O meu filho veio buscar o que é dele, no caso você. Um murmúrio percorreu o salão. Eu olhei para meu pai, esperando que ele dissesse que era mentira, que explicasse. Mas ele só ficou aqui, o maxilar travado, as veias saltadas no pescoço. Minha mãe apertou minha mão com tanta força que quase doeu. Meus avós, ao fundo, pareciam uma estátua de pedra. Meu peito se apertou. — Que dívida? — minha voz saiu mais baixa do que eu queria. — Que filho? Mas ninguém respondeu. Nem meu pai, nem minha mãe. Só Don Velásquez, com um olhar de predador. Atrás dele, um movimento. Um vulto. Um homem jovem, alto, ombros largos, cabelo escuro. Os olhos dele, claros como mel encontraram os meus por um segundo. Não eram olhos de menino. Eram olhos de alguém treinado para nunca hesitar. Esse era o filho dele? Ele parou ao lado do velho, em silêncio, mas a presença falava por ele. Eu senti um frio descendo pela espinha. E, ao mesmo tempo, um fogo subindo pelo estômago. Raiva. Vergonha. Medo. Curiosidade. — Pai o que tá acontecendo? — eu perguntei, agora encarando meu pai. — Que dívida é essa? Ele abriu a boca, fechou. Olhou para o chão. Isso doeu mais do que qualquer resposta. Minha mãe começou a chorar. Meu avô ergueu a mão como quem ia dizer algo, mas ficou quieto. Don Velásquez não esperou ninguém responder. Ele apenas olhou de mim para o homem e falou: — O acordo é simples. Seu pai me devia uma vida. Me pagou com a sua. Hoje você é maior de idade. Hoje, Valentina, você pertence ao meu filho. Gael. As palavras caíram como tiros. Eu respirei fundo, tentando processar. Olhei para o tal Gael, que não desviou. Não sorria. Não se desculpava. Só me encarava, firme, como se já me possuísse. Meu corpo reagiu antes da minha cabeça. — Eu não sou coisa de ninguém. — eu disse, a voz crescendo. — Nem sua, nem dele. Um burburinho se espalhou. Minha mãe tentou me segurar, mas eu puxei o braço. Don Velásquez ergueu uma sobrancelha, divertido. — Vai ser interessante, Gael. — murmurou para o filho. — A princesa tem garras. Meu pai finalmente se mexeu, deu um passo à frente. — Don a gente precisa conversar. — Não. — o Velho respondeu, sem tirar os olhos de mim. — Chegou a hora. Um acordo é um acordo. Eu dei um passo para trás. O tal Gael deu um para frente. Meu coração batia tão rápido que parecia explodir. Eu sabia que, daqui pra frente, nada mais ia ser igual. Meu aniversário não era uma festa. Era um anúncio. Era uma sentença. E, no meio do salão, cercada de gente que eu conhecia desde bebê, eu percebi: eu estava sozinha. Don Velásquez estendeu a mão para mim, sem pressa, como quem dá uma ordem silenciosa. Eu não mexi um músculo. E então, pela primeira vez, Gael falou. A voz dele era firme, baixa, quase um sussurro. Mas cada palavra cravou na minha pele: — A partir de hoje você é minha. Meu pai gritou meu nome, mas eu já não ouvi mais nada. Porque, dentro de mim, algo tinha quebrado e outra coisa, ainda mais perigosa, tinha acabado de nascer. **** RECADINHO IMPORTANTE! **** Para mais detalhes entrem em contato comigo no INSTAGRÄM @inefavel.silgom

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