CAP 07 BIANCA

2002 Palavras
BIANCA Estou sentada num tribunal, esperando o inicio da audiência e fico cada vez mais ansiosa e o advogado que esta ao meu lado põe a mão dele sobre a minha, ele sussurra no meu ouvido. - Amor fique calma sua mão esta suando. - Estou nervosa, hoje ela pode tirar nossa filha e vou morrer se isso acontecer. E a pequena princesa entra no banco do réu e levanta sua mãozinha e sorri para o juiz que devolve o sorriso. - Por que levantou a mão princesa? - Porque minha mamãe e o meu papai assistimos muito o filme da advogada que virou princesa lá bem longe tio juiz. – O juiz rir mais uma vez e decide entrar e transforma o julgamento em algo lúdico. Sinto que eu sou a mãe dela, de alguma forma sinto que ela fala para mim. - Helena jura dizer a verdade e nada mais que a verdade? – Ela se levanta e chega bem perto do juiz e tenta falar baixinho, mais ouvimos devido o microfone. -Tio juiz, meu papai me ensinou que é muito, muito feio mentir. – Ele ri e pede para que ela se senta, ela levanta a mão e olha para o juiz O outro advogado se levanta faz diversas perguntas para a Helena, percebo que ela não gosta do homem porque, quando ela virou de costa para ele mostrou a língua. O outro homem que estava do meu outro lado se levanta e vai até à Helena que estava balançando as perninhas. - Oi Helena, tudo bem vou fazer algumas perguntas e quero que me responda a primeira coisa que vier na sua cabeça tudo bem? - Ela concorda com a cabeça. - Você é feliz com o seu pai? - Sou sim. - Já conhece a sua mãe? -Ela me olha e sorri - Eu tenho duas mamães, e aquela ali eu conheci uns dias atrás, e aquela eu conheci na escola. - Que legal, me diga mais uma coisa se pudesse escolher quem você gostaria de ficar? Ela olhava-me, mais virou o seu rostinho e sorriu para uma outra mulher na outra mesa. - Eu gostaria de ficar com a minha mamãe. Ela desce correndo da poltrona e vai até a sua mãe e abraça. - Eu te amo mamãe, agora vamos para casa. Começo a chorar, um choro inconsolável, sinto diversas mãos me dando apoio, e via a Helena no colo daquela mulher desconhecida, com a cabecinha encostada no ombro dela. Me acordo assustada e olho para o relógio na cabeceira da cama e ainda é muito cedo, e fico aqui pensando porque o sonho, fiquei assim tão impressionada com a ternura e a dor da pequena Helena que deve ter sido por isso que sonhei com ela, é uma criança linda e espero que o pai dela consiga suprir a falta que a pequena tem de uma figura materna. Decido me levantar já que não vou conseguir mesmo voltar a dormir, entro no meu banheiro e faço as minhas higienes, escolho um vestido a cinturado, todo azul uso meia calça preta e uma botinha pequena, hoje é sexta feira e talvez as meninas decidam sair depois da última consulta. Faço um café e preparo um bolo para levar para o trabalho e lancharmos depois tenho tempo de sobra para isso, os meus vizinhos que me perdoem por fazer barulho antes da seis. Quando o bolo termina de assar pego um pote grande e ponho os pedaços dentro, organizo as coisas que preciso e saio do apartamento e vou para o me consultório para mais um dia de trabalho. - Bom dia Ângela, as meninas já chegaram? trouxe bolo para lancharmos depois. - Bom dia Bia, hoje você madrugou elas ainda não estão aqui, mas a Cleide deve logo chegar por aí. Deixo ela organizando as suas coisas para seu dia de trabalho e vou até a nossa copa por um café para fazer e deixo o bolo lá na mesa, passo novamente pela recepção e já do de cara com primeiro cliente e se não estiver enganada é o da Neide. Antes de poder passar pelas portas do meu consultório e uma Neide toda afobada passa pelas as portas e cumprimenta o seu cliente e diz que só vai organizar algumas coisa e logo vai iniciar o seu atendimento, ele continua sentado com a revista no chão e balança com a cabeça e volta a se concentrar no que estava lendo. Dentro do meu consultório começo a organizar as minhas coisas também, e Ângela liga me comunicado que o meu primeiro do dia já chegou e assim começa a nossa rotina e hoje é um dia corrido, não fazemos atendimento nos fins de semana, a não ser que será algo muito emergencial mais isso é raro de acontecer. Antes do almoço meu cliente de 11hs cancelou o seu horário, fui para a copa comer uma fatia do bolo para abrir o apetite e esperar as meninas para podermos ir almoçar. - Atendi meu último de agora, e a Cleide disse para esperar que já está vindo para que possamos ir almoçar, agora me diz por que você está toda bonitona assim? - Porque hoje é sexta e normalmente você sempre resolve sair nas sextas e não estava com vontade de ir em casa e trocar de roupa e sair novamente então me poupei tempo. - Verdade hoje é sexta, se quiser podemos ir naquele barzinho parece que vai ter um showzinho por lá, se quiser consigo uns convites para a gente ir. - Seria ótimo, hoje preciso beber um pouco e que saber beijar alguém, essa rotina da escola mexeu com a minha cabeça. Resumo o meu sonho para a Neide e logo a Cleide também chega e da, a sua opinião sobre o que acha o motivo do sonho. - Está na cara que você se apaixonou pela criança, é por isso que não gosto de trabalhar com criança, nos afeiçoamos e acabamos sentindo uma parte da dor das crianças. - Eu sei o que acabamos extrapolando os nossos sentimentos, mais é difícil não se encantar com a ternura da pequena Helena, se eu pudesse apresentaria vocês a ela. Conto um pouco do que aconteceu sobre o nosso primeiro contato, e elas se surpreendem com o fato do abandono ter estourado agora no primeiro contato com novas crianças, eu também que fiquei surpresa, na verdade, as crianças só começam a demonstrar algum tipo de trauma depois de vários anos. Mais a Helena é uma criança inteligente talvez tenha sido esse motivo que explodiu tudo agora. Saimos para nosso almoço e fomos ao italiano, assim que chegamos fomos recepcionadas pelo maitre e ele nos recomendo o especial do chefe e pedimos três porções, antes que nossa refeição chegasse começamos a tentar comprar os ingressos para o show dessa noite, Cleide decidiu ir com a gente. Não percebemos que enquanto estávamos tentando comprar os ingressos o dono do restaurante estava sentado atrás da gente com mais dois rapazes. - Boa tarde meninas tudo bem? – Ele se aproximou e falou com aquele sotaque carregado de italiano que ele tem, e deixou os outros dois na mesa conversando entre si, e o cara mais novo parecia um tanto que aborrecido. - Boa tarde Giovanni estamos ótimas. - Neide toda oferecida responde. - Desculpa, acabamos ouvindo a conversa de vocês sobre os ingressos, e eu tenho alguns sobrando já que acabamos levando um bolo de nossas acompanhantes, aceitam ir com a gente? – A Neide não se faz de rogada, fica toda elétrica batendo palminhas na mesa e aceita, já eu e Cleide ficamos mais receosas. O Giovanni percebe e tenta nos passar tranquilidade. - Não se preocupem é sem qualquer tipo de compromisso, estou oferecendo porque iria perder mesmo, e como já conheço vocês prefiro dar a conhecidos do que vender. Nos olhamos e dou um leve sorriso e olho para o outro rapaz que está sorrindo para mim - Ele se chama Eduardo e é advogado junto com o Gustavo na mesma empresa e são amigos parecem unha e cutícula. Nos encontramos lá então. - Obrigada pela informação, pode ter certeza que iremos nos encontrar sim. – Responde Neide, Giovanni vai até acho que um escritório e volta com os ingressos e com um cartão pessoal dele com o telefone. - Para vocês conseguirem nos encontrar com mais facilidade por que sei que vai estar lotado lá, o ingresso é Vip da área do palco, vão precisar me ligar para poderem pegar as pulseiras que o meu amigo vai liberar quando eu chegar lá, e quando vocês chegarem eu entrego a de vocês, pode ser ? - Não vejo problema algum, nos encontramos por lá as 22hs? – Ela nos olha na expectativa e eu e Cleide damos apenas de ombros. - Ótimo, então nos encontramos lá, fiquem a vontade e a sobremesa é por conta da casa, bom apetite. Sorrimos para ele, e nosso pedido logo chega, a comida estava maravilhosa e sempre que podia eu dava uma limpada na minha vista olhando para o amigo do Giovanni o Eduardo, ele é lindo, é alto com barba os olhos castanhos, e me sinto hipnotizada por ele, mais acho que já o em algum lugar aquele rosto me é familiar não sei bem de onde, e volta e meia nos pegamos nos encarando e desviamos o olhar. Terminamos nossa refeição e precisamos voltar para o consultório e tenho que ir ainda na escola para falar com o pai da princesinha e nem me atentei que esqueci de pegar o nome dele com a professora dela. Quando chegamos no consultório, a Ângela me informa que recebi a ligação da escola que o pai da Helena precisou cancelar a reunião por que apareceu um imprevisto no trabalho e ela perguntou se ele podia vir até o consultório dela na segunda feira, não vi problema algum, até por que se ele quisesse ela poderia atender a Helena fora do ambiente escolar. Terminamos nossas consultas e acabei voltando em casa para trocar de roupa e ir para o show com as meninas, troquei o vestido por uma macaquinha de lantejoulas azuis escuro e um salto prata sei que no fim da noite já estarei descalça mais pelo menos irei linda ate a metade do show e começo a rir, Neide me liga dizendo que já estão saindo da casa dela e virão me pegar aqui para irmos todas juntas. Cleide vai dirigindo o carro dela tranquilamente, mais sinto que ela esta nervosa e estou curiosa para saber o motivo, a Neide eu tenho certeza que se o Giovanni der em cima dela ela vai com ele, eu sei lá vamos descobrir como será a nossa noite. Chegamos no local do show e o a Neide liga para dizer que chegamos, mais parece que ele ainda não chegou então combinamos de esperar por eles no bar do local. Estava tomando uma caipirinha, quando olho para aquele monumento, com uma calça jeans despojada, um mocassim Azul escuro e uma camisa de botão na mesma cor, a barba estava aparada e p**a merda ele estava muito lindo, a ponto de ficar completamente molhada com a visão, ele também esta me olhando e percebi que seu olhar focou nas minhas pernas e minha roupa tinha um decote profundo ia ate o umbigo, ele veio se aproximando de mim e me deu a mão. - Oi boa noite me chamo Eduardo Lira. - A voz dele era melodiosa, o cara podia ser cantor se quisesse e sem contar que tinha presença, fique admirando o cara, estava parada demorei para o cumprimentar até que a Neide me tirou do transe. - Desculpa, me chamo Bianca Fagundes, prazer. – E sorri para ele, e vi que a Cleide estava conversando com o outro amigo deles o mais maduro deles, que também tinha seu charme. Eita que show do Henrique e Juliano vai entra para a nossa história.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR