18.

1592 Palavras
Beatriz Quarta–feira. Acho que esse dia é com certeza um dos mais esperados pelas noivas, o que gera mais ansiedade e expectativas. O vestido. Lá estava eu, outra vez com a pequena pietra depois do trabalho, Gabriela, Mariane, Maya e minha mãe. — O que você acha dessa cintura? — Adam, o estilista perguntou. — Eu gosto, mas acho que quero algo mais marcado no quadril. — falei. — Ótimo. — Adam disse. — Ela quer que marque o corpo lindo dela, porque ela está na academia. — Mari disse rindo. — Então temos que deixar os braços de fora pra mostrar os músculos também. — Adam disse rindo. — Falando em exibir os músculos, eu não quero alças, quero tomara que caia. — falei. — Então você quer um vestido seria, mas quer de um jeito mais sofisticado, menos sensual, algo que traga delicadeza. — Adam disse ajustando o vestido no meu corpo. Ele ficou de um lado pro outro. Depois de distanciou, e ficou me olhando. — Você já pensou no vestido das madrinhas? — Adam perguntou. — Azul bebê, algo com a mesma delicadeza do meu vestido. — falei. — É, ela pensou nos vestidos das madrinhas. — Gabi disse rindo. — É, eu pensei. — falei rindo. — Calda? — Adam perguntou. — Não muito longa, tá mais pra uma extensão do vestido. — falei. — Ótimo. — Adam disse e pegou sua caderneta. Ele começou a rabiscar algumas coisas, e depois me mostrou como imaginou o vestido, e colocou do lado do meu corpo pra eu poder ver o desenho e analisar e comparar com o que ele já havia desmaiado no meu corpo. — Eu gostei dessa ideia, o que você acha sobre véu? — perguntei sorrindo. — Eu adoro véu, ainda mais se for um bordado. — Adam disse sorrindo. — E o vestido da mãe da noiva, a noiva também pensou? — minha mãe perguntou rindo. — Acho que ela pensou em tudo, deve ter uma pasta no pinterest com todas as ideias possíveis. — Maya disse rindo. — Exatamente eu tenho. O vestido da noivinha eu deixo por sua conta, mas su não quero nada muito exagerado, ela não gosta de muito tecido. — falei. — Eu vou deixar todas vocês delicadas e sofisticadas inclusive a nossa noivinha. — Adam disse e Pietra deu um sorriso longo. Já estava quase no fim, ele me mostrou uma ideia de tecidos, para os meus vestidos e também para os vestidos das madrinhas. Depois ele desenhou o vestido das madrinhas, eu queria todos iguais, mas de algum jeito diferente pra se ajustar no corpo de cada uma. Deixamos a conversa sobre o vestido da minha mãe e da minha sogra pra outro dia. Levei minha sogra e a Pietra pra casa, depois fui pra minha, Joca já estava em casa. Depois que ele saiu do banho foi a minha vez, tudo o que eu queria era uma água gelada pra refrescar o corpo. Depois que eu saí do banheiro senti o cheiro bom. — Como foi seu dia hoje? — perguntei abraçando a cintura dele que deu um sorriso. — Foi tranquilo, mais tranquilo do que eu esperava. E o seu? — perguntei. — Sério, por que foi mais tranquilo do que você esperava? Meu dia foi tranquilo, prova de vestido, fabricação de tinta ecológica com as crianças, ter que aguentar a cara feia de alguns professores pra mim, mas tudo tranquilo. — falei e encostei no balcão. — Hoje foi só planilha de vendas e todas as outras coisas que você não gosta de saber. — ele disse e deu um beijo na minha testa. — Pensei que vocês iam voltar a trabalhar no cassino. — falei. — Íamos, ou ainda vamos, mas JP quer ficar longe dessas coisas, ainda mais por causa do Miguel. — Joca disse. — Bom, eu e minhas bests poderíamos assumir o lugar de vocês lá, tenho certeza que faríamos um bom trabalho. — falei rindo e fui até a geladeira pegar água. — Você sabe que isso não é uma péssima ideia. — ele disse e me deu um tapinha na b***a. — Eu sei que não. — falei rindo. — Vou falar com o meu pai, ele vai odiar a ideia, mas eu sei que ele também vai odiar saber que o JP não vai assumir o lugar dele, então vocês vão ser a única saída. Que ótimo, agora temos um plano. — ele disse todo feliz enquanto pilotava o fogão. Fazendo algo que ele caham de comida. — Então pode falar pro seu pai que ele terá uma advogada, uma letrada e uma arquiteta, com certeza ele vai ter as melhores a frente do seu negócio. — falei rindo. Ele me puxou pra perto dele, colocou o meu corpo na frente do dele e afastou o cabelo do meu rosto e segurou com uma das suas mãos. — Eu sei que a letrada é muito competente pra tudo. — ele disse e deu aquele maldito sorriso m*****o. Então ele me beijou lentamente, fui subindo sua camiseta de vagar, então ele parou o beijo e apontou pro fogão. — Sexo e comida na mesma hora sempre acaba dando errado e eu não quero por fogo no prédio. — ele disse e me roubou um selinho e depois afastou o nosso corpo. Fiquei olhando o corpo daquele homem e lembrando que ele é todo meu. Não vejo a hora de dizer que esse gostosão é meu marido. — E o que você está fazendo aí pra nós? — perguntei apertando a b***a dele. — Molho pra pizza. Um molho de tomates. — ele disse. — Tá fazendo molho natural pra colocar na pizza? E cada a massa? — perguentei não acreditando. — Está descansando e dobrando de tamanho, e espero que você se prepare porque vamos colocar a não na massa, literalmente. — ele disse rindo. — Ah eu vou adorar. — falei. Acho que essa noite vai ser melhor do que eu pensei que seria. O dia seguinte chegou depois de uma noite divertida de pizza, vinho e sexo. E também série e doces. E mais sexo. Acho que estamos na melhor fase do nosso relacionamento, sem brigas, sem mentiras, desde a última, minha no caso. Mas acho que realmente agora estamos bem, porque todas as coisas em volta de nós também permite isso, eu tenho um trabalho, estou iniciando o projeto do meu vestido de noiva, conhecendo lugares, evoluindo com os alunos que são uma graça, e provavelmente em breve terei um trabalho misterioso que me permitirá usar roupas luxuosas á altura dos ternos feitos sib medida do meu lindo noivo. Acho que a vida realmente preparava algo melhor pra mim e esse é o melhor e eu estou muito grata. Joca já havia saído pra trabalhar, e eu já estava quase pronta, quando o interfone tocou. Atendi. — Oi, pode falar. — disse. — Dona Beatriz chegou uma encomenda pra você. — Nilton disse. — Pode mandar subir. — falei. — Ok. — ele disse. Não demorou muito e a campainha tocou. Olhei pro olho mágico, então vi que era apenas um rapaz com a roupa de entrega, abri a porta e ele me deu a nota pra assinar e depois me entregou. — Eu não me lembro de ter pedido nada. — falei. — Deve ser presente. — o rapaz disse. — Tenha um bom dia. — Obrigada. — falei. Entrei em casa e tranquei a porta. Coloquei a encomenda na mesa e fiquei olhando pra ela, não era coisa do Joca, ele sempre me avisa quando tem coisa pra chegar. Abri a caixa, e havia outra caixa dentro da de papelão, uma de madeira que parecia ser mais antiga. Nela havia uma inicial. B.C, abri a caixa e então meus olhos reconheceram imediatamente o que havia dentro daquela caixa, minha boneca de pano, que minha mãe me deu, minha avó deu a ela quando ela nasceu. Eu não me lembrava da existência dessa boneca, pensei que havia ficado na casa da vovó e teria ido embora com as outras coisas que foram pra doação, mas pelo jeito não foi. Fui jogar o pacote no lixo e percebi que havia algo dentro. Peguei e era uma carta, então joguei o pacote no lixo, e depois me sentei no sofá e fui ler a carta. Sua família Beatriz, ao qual você pertence está retornado pra casa, e eu queria ter a honra de lhe ter perto de mim, assim como sua mãe, mas sei que vai ser mais difícil ela aceitar, sei o quanto ela me odeia, mas eu estou retornando pra ter a nossa família unida outra vez e espero que você possa me ajudar nessa missão. Eu não sou um bicho de sete cabeças, não sou tão r**m quanto as histórias sobre mim, sou alguma que queria te ver crescer, mas esse direito foi roubado de mim, mas eu quero recuperar o tempo perdido. Ass: seu avô. Senti meu estômago revirar. O medo na minha espinha, tudo em volta de mim começou a girar, eu não conseguia respirar. Eu só conseguia me lembrar da carta da minha mãe, me lembrar do meu pai, me lembrar sobre tudo o que aconteceu antes de eu nascer. Senti o medo sufocar, senti tudo em torno de mim me derrubar. Peguei o celular e liguei pro Joca, era o primeiro número que vi, o único que poderia vir até aqui o mais rápido que eu precisasse.
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