Caveira narrando...
Acordo assustado com o Th me chamando, parecendo um maluco. Essa p***a é doido.
Caveira: — Que foi, c*****o? — falo estressado.
Th: — Grego tá aí com os outros caras da facção, tá te procurando — fala nervoso.
Caveira: — Fala que já tô indo — respondo ainda deitado.
Th: — Tu vai deixar esses caras esperando? Tá doidão? Tu sabe que com eles não se brinca! Bora logo, p***a!
Caveira: — Ô calma aí, irmão... Já dei o papo. Vai e faz o teu — levanto e vou pro banheiro.
Lavo o rosto, passo uma água na boca. Pô, ficar com bafo é f**a, mas fazer o quê. Saio do banheiro e vou em direção à sala. Chego lá e os caras tão tudo me encarando.
PC: — A Bela Adormecida resolveu acordar — fala com deboche.
Grego: — Qual foi, moleque? Tá achando que vai matar um dos meus e vai ficar por isso mesmo, é?
Caveira: — Matei mesmo. Meti bala naquele filho da p**a. Armou pro meu coroa e tava tentando estuprar minha irmã.
PC: — O moleque tá doidão, olha lá... Teu pai morreu porque era vacilão. Vacilou, dançou.
Eu odeio esse cara. Ele é um dos chefes da facção. Só não meto bala nesse filho da p**a porque, se fizer isso, vou junto.
Grego: — Tu pode provar o que tá dizendo? — pergunta com um olhar sinistro.
Caveira: — Th, pega lá aquele envelope, na moral — falo com ele, que até então tava quieto num canto da sala. Ele sai.
Grego: — Se tu conseguir provar o que tá dizendo, tu já sabe: a Rocinha é tua. Vai ser mais um m****o da facção, que nem teu pai. Caso contrário... vai ser cobrado da pior forma.
Engoli em seco. O Grego era um cara de boa, mas quando se tratava da facção... o cara virava o próprio demônio.
Th volta com o envelope na mão e entrega ao Grego. Ele abre e começa a olhar tudo com atenção.
Tinha conversas da vagabunda da minha mãe com uma amiga, falando como armou tudo. Fotos do Tito com uns caras envolvidos na morte do meu coroa. Várias paradas.
Grego: — Não tô vendo nada aqui sobre o estupro da tua irmã — fala me encarando.
Caveira: — Quer prova melhor do que achar ele morto no quarto dela, peladão? Se quiser, eu chamo ela aqui pra tu ver. Tá cheia de marca pelo corpo. E ela mesma pode dizer com a própria boca o que aconteceu.
PC: — Vai dizer que tua irmã não é nenhuma p*****a e se jogou pra cima dele — solta com um sorriso de canto.
Robinho: — Olha o que tu tá falando, PC! Tu não conhece a família do finado RF não, p***a. A mina tem 13 anos! É uma criança, c*****o — fala estressado.
Grego: — Cadê tua irmã? Chama ela — fala olhando pra mim.
Th vai chamar a Maitê. Não demora muito e ela chega com ele na sala.
Caveira: — Vem cá — falo pra minha irmã, que se aproxima.
— Esses são os chefes do CV. Tu não vai lembrar deles, era muito pequena quando nosso pai levou a gente lá.
Maitê: — O que eles querem com a gente? — fala baixinho.
Grego: — Tu cresceu, hein, mina? Lembro de tu pequenininha. Mas tô aqui pra saber o que o Tito fez contigo.
Maitê começa a tremer, nervosa.
Caveira: — Ei, calma, tá? Tô aqui contigo. Só fala o que aquele filho da p**a tentou fazer.
Maitê: — Ele... ele já tinha tentado abusar de mim algumas vezes. Já chegou a... — ela me olha nervosa, eu faço sinal pra ela continuar — Ele passou a mão na minha parte íntima e me obrigou a pegar na dele também. Mas ontem foi pior. Ele entrou no meu quarto e veio pra cima de mim... Rasgou minha roupa... e só não me estuprou porque meu irmão chegou bem na hora — as lágrimas já caíam dos olhos dela.
Grego analisou ela dos pés à cabeça.
Grego: — Essas marcas no teu braço... foi ele?
Maitê: — Sim. Ele me jogou no chão.
PC: — Vai dizer que tu não provocou...
Meu ódio desse cara só aumentava a cada segundo que ele abria a boca. Vontade de meter um monte de bala nesse filho da p**a.
Grego: — PC, cala a p***a da boca! Se não, quem vai ser cobrado aqui é tu! — fala estressado. O outro levanta as mãos em rendição.
Robinho: — Nóis já viu que o moleque teve motivo pra fazer o que fez, né, Grego? Bora adiantar logo isso.
Grego: — Tu sabe que ele tinha que ser cobrado por nós. E tu não tinha que ter feito p***a nenhuma — fala me encarando.
Caveira: — Se fosse tu no meu lugar, não faria o mesmo?
Grego: — É, moleque... A Rocinha é tua. Quando fizer 18, já pode fazer parte da facção. Bem-vindo — estende a mão. Eu retribuo o aperto.
— Cobra vai tá contigo por aqui, até tu tá pronto pra dominar isso aqui.
Caveira: — Blz.
Cobra: — Bem-vindo, garoto. Teu pai deve tá mó orgulhoso de tu, seja lá onde ele esteja — fala pela primeira vez desde que chegou. — É nóis — cumprimenta.
Os outros caras me cumprimentam. Só o PC que não gostou muito. Mas f**a-se pra ele, filho da p**a. Os caras meteram o pé.
De agora em diante, eu sou o dono da Rocinha e um dos chefes do Comando Vermelho. Consegui, coroa. Tudo por você.