Antes mesmo de eu alcançar a cozinha, a campainha tocou. Ashley me olhou do sofá com uma xícara de café na mão e uma expressão tão confusa quanto a minha. — Você chamou alguém? — perguntei, franzindo o cenho. — Não. Achei que fosse você. Troquei um olhar rápido com ela antes de seguir até a porta. Meu coração apertou por um segundo. Vai saber... podia ser o entregador da farmácia, um vizinho perdido — ou o destino querendo estragar meu bom humor. Girei a maçaneta. — Luísa? — A voz gelou minha espinha. Não, não pode ser. Mas era. Clair. Com o mesmo sorriso venenoso que parecia capaz de derreter metal e um salto alto que anunciava sua chegada como se fosse uma tempestade. — Espero não estar atrapalhando o seu café da manhã. — ela disse, entrando um passo sem ser convidada. Ashle

