CAP.22

463 Palavras
RD Vim o caminho até o shopping conversando com a Vivi, é triste pensar em todo o sofrimento que ela passou. Eu só amei uma única mulher na minha vida, Catarina. Ela veio morar aqui na comunidade a muitos anos atrás, era nova demais, começamos na amizade e quando percebi, eu já tava apaixonado. Tinha planos, sonhos, metas, queria família, casamento, tudo com ela. Mas ela me traiu, em um belo dia, cheguei na casa que eu havia dado e ela estava na cama com outro homem. Eu no tive reação, fechei a porta do quarto e fui embora. Eu sofri por três dias, mas com medo, ela simplesmente saiu correndo daqui. Se abrigou na comunidade rival, e nunca mais eu a vi. Ela me fez passar vergonha perante a comunidade, isso se espalhou e por anos eu penava com isso. Mas eu sonhava com a nossa família, com casamento, nossa casa, com tudo. Assim que entramos no shopping dei de cara com um parquinho, bem na entrada mesmo. - Se incomoda se eu levar Manu pra brincar um pouco? - Perguntei pra Vivi. - Não, enquanto isso eu vou na Kalunga, tudo bem? - Ela perguntou. - Uhum. - Respondi vendo ela virar as costas e saindo. Viviane é uma mulher tão bonita, vivida e madura. É até impossível de acreditar que tenha passado por tudo que passou, ela já nem tem marcas mais do que viveu. Sem contar, que ela é uma ótima mãe! Vi ela entrando na loja Kalunga e logo em seguida entrei no parquinho com a Manu, ficamos brincando durante um bom tempo, e depois eu fui. Encontrei ela com uma carrinho imenso, lotado de coisas. Eu me pergunto, como uma mulher tem o poder de encher um carrinho desse tamanho, na velocidade da luz? É uma dúvida sincera, de verdade. Viviane é rica, mas eu fiz questão de pagar. - Essa conta é minha, tudo bem? - Perguntei - Ué, porque? - Ela perguntou. - Presente meu! Saindo daqui também vamos lanchar e depois irmos embora. - Falei. Tinha outros planos com ela, queria levar ela pra jantar, só que sem a Manu. - Tudo bem. - Ela falou sorrindo. O sorriso dela é lindo, acho que nunca tinha visto ela sorrir verdadeiramente. Assim que ela terminou de fazer a imensa compra dela, eu paguei e saímos em direção a praça de alimentação, pedimos um lanche e sentamos para lanchar. Ficamos conversando durante um bom tempo até ela querer andar um pouquinho no shopping. Aceitei, fomos andando e tomando milkshake. Ela passou em mais algumas lojas, comprou roupas pra ela, pra Manuela, joias e mais perfumes. Meu carro ficou pequeno pro tanto de coisa que ela comprou. Mas dizem que mulher boa é mulher vaidosa, né?
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