Amanda - Acorda, querida! - O tapinha leve no meu rosto parecia quase carinhoso, diante da dor lancinante que tomava o meu corpo. Mas eu não tinha forças para abrir os olhos. - Viemos dar um passeio, e você está perdendo toda a diversão. A voz de Patrícia tinha aquele tom forçado, quase doce, que eu odiava com todas as minhas forças. Eu estava ao ar livre. Mas tudo queimava. Lembro de pensar que não morreria... até implorar para morrer. Antes de afundar na escuridão. Não sei ao certo por que ela me odeia tanto, mas esse ódio a fez cometer atrocidades impensáveis. A sua gargalhada ecoou enquanto eu gritava, e eu sabia que aquele som me assombraria para sempre ... Se eu sobrevivesse a isso. Reuni todas as forças que me restavam para abrir os olhos. - Olá, irmãzinha. - A encarei, s

