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3154 Palavras
Pov Alice Cabello Jauregui Minhas pernas pesavam, mas eu não queria parar de move-las, tudo o que meus olhos viam era um borrão branco, mesmo que tivesse frio o meu corpo soava e eu começava a sentir náuseas e o ar se tornar escasso nos meus pulmões. Eu queria correr o mais longe que eu poderia ir, mas cheguei em uma parte da floresta em que tudo o que eu vi foi a neve cair e algumas árvores altas. Então, como se todo o ar em minha volta tivesse chego ao fim, minhas pernas fraquejavam e mesmo contra minha vontade, cai de joelhos na nele. Eu puxava o ar de forma rápida e desesperada para os meus pulmões, mas eles pareciam estar em um processo lento e bastante doloroso de rejeição. Eu estava sufocando pela falta de ar. Minha cabeça começava a rodar e eu sentia que ficaria inconsciente à qualquer momento. Eu não estava respirando direito. De modo desesperado, comecei a caçar pelos meus bolsos a bombinha, mesmo sabendo que ela não estava comigo, devido aos anos que eu não precisava dela. Poderia até mesmo ouvir a voz da minha m... A voz de Lauren para me lembrar de carrega-la sempre comigo. Me joguei de costas na neve e percebi que eu morreria ali, perdida em um lugar desconhecido e que talvez, no verão eles achassem meu corpo... Isso se algum urso não devorasse meus restos mortais. Quando eu estava fechando meus olhos, senti alguém carregar meu corpo e colocar um pequeno tubo nos meus lábios. - Puxe! - a voz grogue de alguém ordenou. Meu cérebro não conseguia reconhecer aquela voz e nem fazer o que pediam, mas por alguma razão meu corpo começou a ir por conta própria. Meus lábios sugavam de forma pesada todo o remédio que continha dentro da bombinha, meus olhos que antes estavam marejados começou a ganhar foco e quando isso aconteceu, conseguir finalmente entender quem estava do meu lado. Eu estava nos braços de Lauren enquanto Camila segurava a bombinha na minha boca. Eu senti medo, meu corpo tremeu um pouco, mas eu não sabia dizer se era por causa do frio ou saber que eu estava perto... Delas. - Você não precisa sentir medo! - Lo disse e eu olhei para ela. - Nós jamais iremos machucar você, filha. Tudo em nossa volta era silêncio, Camila não me encarava. Até que finalmente consegui sentir o formigamento nos meus pulmões passar, entendi que não precisava mais da bombinha, ela a removeu e a segurou firme. Lauren me carregou em seus braços como se eu fosse um bebê recém nascido e não uma adolescente de 16 anos com 58 quilos. Talvez eu estivesse magra demais. - Você está ótima dessa forma! - Mãe Lo disse e eu a encarei, Camila também olhou para nós. - Você não está muito magra, nós é que somos um pouco... Fortes. - Você não precisa mudar, meu amor. - Mãe Camz concluiu. - Dá pra vocês pararem, por favor de ler o pensamento uma da outra? Que c*****o, nós não sabemos ler mentes! - Tia Dinah berrou de um lugar atrás de nós e mãe Lo nos virou e eu senti meu corpo arrepiar quando encarei todos eles ali, ao lado de dois enormes lobos. - Pode não chamar palavrão perto do meu bebê? - Camila disse, mas eu estava chocada demais olhando em volta. Como eles tinham chegado tão rápido ali sendo que eu levei quase três horas correndo aos trancos e barrancos pra fugir deles? - Você levou seis minutos correndo até aqui. - Mãe Lo disse brincalhona e eu novamente engoli em seco. Ela não estava lendo meus pensamentos, não é? - Um bebê não pode fazer outro bebê. - Eu acabei corando ao ouvir isso. - Dinah, se você não calar a boca agora, eu faço você dormir na casinha que um dia foi do Shawn! - Ouvi tia Mani ameaçar a mulher, eu até poderia rir, mas eram várias coisas passando na minha cabeça. - Ignore elas. - Mãe Lo me puxou para mais perto de seu corpo me apertando de uma forma consideravelmente sufocante, mas logo ela me soltou um pouco. - Segure firme e feche os olhos. - P-porque? - Minha voz saiu em um sussurro quase impossível para um humano entender. - Apenas faça o que sua mãe está dizendo. - Porém, lembrei que elas não eram... Humanas. - Prometo responder todas as suas perguntas quando chegarmos em casa. - Mãe Camz me tranquilizou. - Feche os olhos. - Lauren disse baixinho e assim fiz, senti uma movimentação estranha em torno de nós, mas os braços dela ainda permaneciam em minhas costas, minhas pernas estavam enroladas em sua cintura e meus braços em seu pescoço, eu me sentia um bebê coala naquele momento. Porém, como minha mãe vivia dizendo, eu era teimosa demais e acabei abrindo meus olhos. Tudo em nossa volta ia tão rápido que eu senti náuseas me atingir em cheio e assim que minha mãe parou de fazer o que quer que fosse, eu desci muito rápido de seu colo e a primeira coisa que fiz quando coloquei meus pés no chão foi vomitar até minha alma. - Isso tá só melhorando. - Ouvi tia Dinah dizer e um rosnado enfurecido, logo as mãos de Camila estavam segurando o meu cabelo, quando o fluxo diminuiu, olhei para Dinah e vi que um lobo n***o a encarava como se estivesse prestes à arrancar sua cabeça. - Seth, pare! - Minha irmã disse. - Deixe que tia Dinah terá o que merece pelas mãos de tia Mani. - Tay brincou, porém meu cérebro estava lento demais para que eu pudesse brincar com qualquer coisa que eles dissesse. O lobo logo parou de encarar minha tia e olhou para mim, eu engoli em seco quando em passos lentos, ele foi se aproximando cada vez mais. - Seth, acho melhor não. - Taylor disse. Eu nem tinha reparado ela ali. Mas ele continuava se aproximando, até que seu focinho estava perto demais do meu rosto. Me coloquei em pé e o encarei por alguns segundos. - Você costumava gostar dele mais dessa forma. - Mãe Camz disse e eu olhei para ela. - Acho que ele quer que você passe a mão. - Is-isso é.. - Eu não sabia o que dizer. E então, outro grunido vindo de Seth. - Seth, ela não está acostumada. Dê um tempo. - Mãe Lo disse. Eu não sabia nem o que pensar. Então, por algum motivo levei minha mão até a cabeça do grande lobo e comecei a caríciar. Seth ronronou e o outro lobo castanho que estava perto de Leah também se aproximou de maneira apressada de nós dois e eu acabei me assustando porque achei que ele me atacaria. - Vejam só, parece que o outro cachorro ficou com ciúmes. - Tia Mani disse e até mesmo minhas mães sorriam. - Cuidado, Lice você pode contrair pulgas deles! Fiz uma careta e logo me afastei dos dois. Tia Dinah soltou uma gargalhada alta. - Vamos logo, você precisa trocar essas roupas. - Mãe Lo disse e isso me irritou. Era como se eles estivessem agindo de uma forma que todas aquelas coisas não fizessem diferença alguma. - E nós vamos conversar! - Disse olhando pra ela. - Como você quiser. - Apontou para dentro da casa que pertencia à meus avós. E eu logo entendi que ela queria que eu fizesse o que ela tinha ordenado. Suspirei fundo e segui caminho sabendo que por minha avó Clara ser tão cuidadora, eu tinha um quarto ali dentro. Mesmo minhas mães tendo sua própria casa, elas também tinham um ali e por isso, eu tinha roupas confortáveis demais para o meu gosto. ... Quando desci as escadas estavam todos ali. Quando digo todos, me refiro à todos mesmo. Inclusive Luna. Achei estranho, será que ela também sabia de tudo? Analisei suas feições e ela me olhava tão perdida quanto qualquer outro ali. Olhei para meu avô e ele sorriu de maneira confortável, mas eu não retribui o sorriso de volta. - Eu achei que seria melhor estarmos todos juntos para conversar à respeito. - Ele apontou para minha melhor amiga. - Como ela fará parte da família, nada mais justo do que saber o segredo da família que a acolheu.. - O quê? - Luna e eu perguntamos juntas. - Como assim, farei parte da família? A voz dela ainda era baixa, mas já fazia alguns dias que ela havia acordado e eu me sentia bem novamente. Ela estava se recuperando aos poucos e eu sempre estive ali, do lado dela para o que minha melhor amiga precisasse... Eu jamais iria abandona-la novamente. Jamais! - Bem... - Tia Mani parecia constrangida e eu nunca tinha à visto daquela forma. Ela e Dinah se puseram de pés e foram até minha amiga que estava sentada entre meus avós. - Nós sabemos que você nunca reclamou pela falta de pais e tudo o resto... Dinah e eu andamos pensando nisso à alguns anos, mas não sabíamos como faríamos... Estivemos nos preparando para esse momento desde que você era bem novinha, cuidamos de você todos os dias desde então, seja uma simples visita à padaria ou uma ida ao supermercado, nós duas sempre estivemos olhando por você, Luna. Então, depois do que tudo que aconteceu e o tempo que você levou afastada de nós, me machucou mais do que qualquer coisa. - Eu realmente nunca tinha visto tia Mani daquela forma antes. - Eu não quero que você vá para longe novamente... - Luna não piscava em nenhum momento. Será que ela estava morta? - Eu sei que sou uma i****a na maior parte do tempo. - Dinah se colocou de joelhos em frete à garota sentada. Luna ficou retraida e Dinah riu. - Sei que vivo dizendo besteiras, mas eu adoro a sensação de saber que essas besteiras são capazes de arrancar sorrisos verdadeiros de você. - Eu vi que em breve Luna começaria à chorar. - Eu não sei se você quer realmente isso, mas Mani e eu adoraríamos que você fosse... Nossa. Luna fez uma careta. - O que Dinah quer dizer, Luh é que nós queremos que você seja nossa filha. - Tia Mani explicou e Luna arregalou os olhos e começou a tremer. - C-como assim? - Ela olhava para todos os rostos. - Nós temos quase a mesma idade, vocês não podem me adotar. - Ela olhou para o Vô Mike. - Elas podem? Ele concordou com a cabeça sorrindo. - É aí que nós queremos chegar. - Ele explicou. - Luh, estamos com visitantes um tanto quanto... Peculiares e eles estão nos aguardando na casa de Camila com Lauren, mas antes que eu apresente eles para vocês duas... Nós precisamos conversar sobre algo muito sério e peço que vocês duas tenham calma e que saibam que nós jamais iremos machucar vocês. - Meu avô dizia olhando para nós duas. Eu já sabia sobre o que se tratava, mas Luna não. Olhei para minhas duas mães e vi que elas se abraçavam sentadas no outro sofá, respirei fundo e caminhei até elas. Mesmo que elas fossem o pior das espécies, que não fossem humanas, elas jamais deixariam de ser minhas mães. Mãe Lo sorriu e eu tinha certeza de que alguma forma, ela sabia ler meus pensamentos. Isso provavelmente me traria problemas futuros. Me aconcheguei nelas duas e ambas me abraçaram, tia Dinah carregou Luna que acabou gargalhando e a levou para o sofá onde antes elas estavam sentadas. Tia Ally e Troy estavam silenciosos. Olhei em volta à procura da minhas irmãs, mas não encontrei nenhuma das duas. - Elas estão com os outros. - Lo me explicou baixinho e eu concordei. - Agora que estamos todos aqui, podemos conversar sobre... Tudo. - Tio Troy disse e eu concordei. - Eu não entendo o que está acontecendo aqui. - Luna disse eufórica. - Quer dizer, agora tenho duas mães que tem a mesma idade que eu... - Nós não temos a mesma idade. - Dinah disse. - Nós não usamos produtos Ivone, não somos... Humanas. Luna gargalhou. Olhei pra ela sem entender. - Do que tá rindo? Ela me olhou de volta. - Eu não sei, só sei lá.. senti vontade. Continuem. - Dinah riu pela resposta sem sentindo da nova filha. - O que você sabe sobre vampiros? - Tio Harry perguntou. - Sei que eles dormem em caixões, se alimentam do sangue de moças virgens, que dormem o dia todo, mas à noite eles atacam e que se transformam em morcegos. - De acordo que ela falava, todos - inclusive eu - faziam caretas. - Ah, e eles são feios demais. - Você me acha f**o? - Tia Ally perguntou. - Não, se você não fosse mais velha e não fosse casada, eu pegaria você! - Ela disse cínica e eu revirei os olhos. - Tire o olho do que é meu. - Troy gritou e puxou Ally para longe dela que riu. - Onde exatamente vocês querem chegar? - Luna tentou mais uma vez. - Eles são vampiros. - Disse como quem não quer nada e o silêncio que ficou no cômodo foi sepucral. Até que Luna gargalhou novamente. Essa garota só deveria ter problemas mentais. Quando ela notou nossos semblantes sérios, Luna pareceu entender que ninguém ali estava para brincadeiras. - Mentira que isso é verdade! - disse alarmada. - Que legal! - O quê? - Eu quase gritei. - Legal? Você está ficando doida, garota? Estamos falando de criaturas místicas que não existem! Vampiros! Eles se alimentam se humanos. Nós somos humanos. - Eu falava tão rápido que chega sentia o ar faltar pra mim. Minha família toda estava em silêncio, apenas esperando pelo momento em que eu iria contra eles e colocaria tudo à perder. - E qual o problema nisso? - Luna voltou a me encarar. - Qual o problema? Preciso dizer mais uma vez sobre eles a alimentação peculiar deles? - Olhei em volta e eu sentia que à qualquer momento, alguém iria me estapear. Tá, às vezes eu precisava. Como agora. Parei pra respirar. Eu não iria surtar. Na verdade... Eu já está surtando! - E daí? Eles nos acolheram. Nos deram amor. Um nome. Comida. Carinhos. Eles nos deram uma família! - Luna pontuava. - Eu não quero nem imaginar como seria nossas vidas se eles não tivessem aparecido nelas. Então, apenas pare de ser estúpida e acalme o **, nós duas sabemos que eles jamais irão fazer nada contra nós. Eu dei de ombros, ela tinha razão. Mas eu precisava ser um pouco rebelde e não a filhinha que acata tudo em silêncio. - Eu acho que estou perdido aqui. - Troy disse. - O que exatamente aconteceu? Eu olhei para todos eles e inclusive minhas mães, Lo estava com um sorrisinho no rosto e semicerrei os olhos para ela, ela ainda me devia explicações e esse tipo de pensamento foi o suficiente para fazer ela engolir aquele sorriso que minha mãe dizia que destruía... Calcinhas. Ew. - Luna já desconfiava de vocês à tempos. - Expliquei. - Vivia dizendo que vocês não eram normais, que nunca via vocês se alimentarem ou sair no sol. Que apenas mãe Camz tinha algumas "reações humanas" - fiz aspas com os dedos. - E que vocês eram estranhos demais. Todos olharam chocados para minha amiga.. ou melhor dizendo, prima. - Não me olhem assim. Vocês fazem umas coisas que são suspeitas! - Ela se defendeu. - Eu só não podia esperar que vocês seriam vampiros. - E o que vocês esperavam então? - Tia Ally peguntou. - Não sei... Até testemunhas de Jeová, mas jamais vampiros. - Luna disse e eu revirei os olhos. - E então, quando vão mostrar suas presas? - Achamos que vocês surtariam com isso tudo. - Vó Clara disse ainda olhando incrédula pra nós duas. - Não temos motivos pra fazer isso, vó. - Olhei pra ela agora. - Nós amamos vocês, independente do que sejam. Eu peço desculpas pela forma que agi antes, mas eu estava apenas assustada e Luna é... s*******o pra entender algumas coisas e eu não à culpo, apenas... É novo entende? Peço que tenham paciência com nós duas e que.. expliquem o que está acontecendo exatamente. E quem são aquelas pessoas... - Me lembrei mais uma vez dos visitantes inesperados. Eu vi que o sorriso do meu avô aumentou algumas vezes mais, eles estavam orgulhosos de mim por ter aquela posição. Eu jamais iria me opor à eles, indepente do que sejamos. - Agora eu realmente quero respostas. - Disse por fim. - E você as terá! - Mãe Camz respondeu. - Queria que Christopher estivesse aqui comigo, mas seu Tio é relaxado demais para ter que pensar em outra coisa que não fosse sua esposa. - Ela revirou os olhos. - Eu e ele somos... Mais velhos do que qualquer um que esteja nessa sala. - Ela fez uma careta, minha mãe ainda era linda até mesmo fazendo aquilo. - Para encurtar a história, nós tivemos que fazer certos sacrifícios à milhares de anos atrás e como consequência de um deles m*l resolvido, eu acabei morrendo. - Eu engoli em seco. - Alguns familiares meus, conseguiram salvar seu tio antes que fosse tarde demais para ele. Dois ou três dias depois da minha morte eu retornei... - Minha mãe olhava para um canto qualquer da sala e eu vi que ela parecia perdida em pensamentos. - Eu estava diferente, completamente diferente.. Eu sentia sede por vingança e acabei matando todos os que haviam nos feridos. Eu me alimentei do sangue deles e quanto mais eu matava, mas vontade de m***r eu sentia. Eu engoli em seco. Aquela ali continuava sendo minha mãe, eu precisava me lembrar disso. - Tio Chris também é vampiro? - Perguntei depois de um tempo. - Não, ele não foi morto... Mas acabou se transformando em lobo logo assim que eu voltei para à vida... Teoricamente, seu coração nunca parou de bater. - Eu estava tentando não ficar perdida. - Eu me alimento de sangue humano por causa do meu espírito que permanece repudiando cada um deles, exceto vocês duas.. Eu já tentei me alimentar de animais, como o resto de nós mas não consigo. - Valha-me Deus. - Luna disse. - É como se eu tivesse fumado um baseado tão forte que afetou até a mente de vocês. - Dinah acabou rindo e eu tentei não o fazer, mas Luna tinha razão. - Então, você adotou Sofi e Tay depois? Minha mãe negou. - Elas são minhas filhas legítimas. - Mãe Camz me abraçou de lado. - Saíram de dentro de mim quando eu ainda era humana, mas ficaram sob os cuidados do pai por ter mais condições.. Eu me manti em silêncio. Eu sempre achei que elas também fossem adotadas. Nunca tinha parado pra pensar à respeito ou até mesmo perguntado sobre. Minha mente ainda continuava inocente em alguns pontos. - Onde mãe Lo entra nisso? - Eu finalmente perguntei. - Sofi e eu conhecemos ela assim que nos mudamos pra cá. - Mãe Camz olhou para ela e eu vi um sorriso diferente em ambos os rostos. - Essa cabeça dura me irritava sempre e quando eu menos esperei nós... - Foderam. - Dinah disse e eu fiz uma careta. - Nos apaixonamos! - Mãe Lo disse um pouco irritada. - Camz era contra qualquer tipo de relacionamento amoroso e foi o maior desafio que eu tive em toda minha vida. Eu poderia enfrentar qualquer coisa por ela, eu enfrentei isso e nem quando eu achei que eu tinha à perdido pra sempre, imaginei que poderia ser a mesma coisa com outro alguém. - Como assim? - Luna perguntou. - São histórias paralelas. - Tio Troy disse. - Podemos contar em outra hora, mas ainda há coisas importantes pra contar. - Como os lobos. - Ally novamente. - A pior parte da história. - Tia Mani disse. - Maldito seja o dia em que Shawn teve imprinting com Sofi. - Shawn e Seth faziam parte da matilha de Sam, vocês não o conhecem, mas os bisnetos dele sim.. Ele está morto como os outros que escolheram envelhecer com a outra metade deles... - Mãe Lo disse. - Imprinting quer dizer isso, amor à primeira vista para os lobos... Um amor que eles levarão para todo o sempre. - Eu concordei com a cabeça fascinada. - Quando conheci Seth ele era praticamente uma criança. - Camz disse. - Se eu soubesse que ele levaria um dos meus bebês, eu teria evitado antes.. - Não ouvi vocês mencionarem Taytay. - Os lembrei. - Nós não sabíamos da existência dela. - Mãe Lo disse. - É um assunto delicado. - Eu achei que ela tivesse morrido quando criança, mas um e******o a sequestrou e a manteve afastada até que tivesse certeza de que poderia me ter em mãos. Mas novamente... É outra história onde teremos tempo o suficiente para falar sobre. Apenas estamos com a família reunida novamente.. - Ainda bem que vocês sabem, Seth está me dizendo que ele está prestes à arrancar a cabeça de Adam. - Mãe Lo disse e eu então me lembrei que ela precisava falar sobre aquilo. - Eu leio pensamentos, quando somos transformados ganhamos alguns dons.. Não são todos, mas Camila, Sofi, Troy, Ally, Tay e eu fomos premiados. - Como assim cara, eu quero também. Como faço? - Luna perguntou eufórica. - Não é exatamente assim.. - Tia Ally explicou. - Não escolhemos, apenas... Viemos. - E quais são? - Eu consigo ler pensamentos, como vocês duas já notaram. - Eu engoli em seco. - Ally consegue prever o futuro. Camila tem uma manipulação mental impressionante. Por ser filhas dela, Sofi consegue ter um pouco disso e Taylor consegue apagar algumas memórias, acrescentar outras. Troy manipula emoções e percebe movimentos inesperados. - Mas esse ainda não é exatamente onde nós queremos chegar. - Meu avô disse assim que mãe Lo ficou em silêncio. - E o que falta exatamente? - Eu perguntei. - Júlio e Regina são primos da sua mãe, eles fazem parte do maior clã de vampiros do mundo todo. São os mais poderosos e trouxeram dois irmãos... Adam e Bree Estrabão para aprender com Troy luta corpo à corpo enquanto Christopher não volta de viagem. Tá, eu podia lidar com mais dois vampiros, né? Podia sim. Pelo que eu tinha notado, eles também se alimentavam de animais. - Podemos lidar com isso! - Eu disse confiante. - Temos um probleminha. - Minha avó Clara disse. - Que probleminha? - Luna perguntou e o silêncio que se fez, me fez temer ele. - Eles se alimentam de humanos! ... - Eles não irão ficar aqui! - Mãe Lo impôs brevemente. Estávamos apenas nós seis na sala. Vô Mike, Mama Camz e Lolo, eu e Tio Troy. - Lauren, eles precisam saber sobre os limites. Se Antônio o mandou para cá é porque confia neles. - Troy disse mais uma vez. - Nós temos duas humanas. Eu não vou deixar eles nenhum momento perto o suficiente delas! - Lauren estava impossível. - Amor? - Minha mãe à chamou. - Nós podemos conversar alguns segundos a sós? - Elas se entreolharam e o que antes eu achava que eram duas pessoas que se amavam incondicionalmente trocando olhares, agora eu sabia que era apenas uma lendo o pensamento da outra. Eu ainda estava tentando não me assustar com isso. - Vamos sair logo daqui. - Troy disse me puxando pelas mãos para o lado de fora. - Essas duas vai levar o resto do dia aí dentro. - Fiz uma careta quando entendi o que ele estava tentando me dizer. - Onde está Luna? - Perguntei tentado mudar de assunto. - Lá fora conhecendo as pessoas novas. - Ele deu de ombros. - Vamos lá, Ally gostou da garota. - Que garota? - Não viu eles ainda, né? - Neguei com a cabeça. Assim que chegamos no jardim, Luna estava sentada nos ombros de tia Dinah, ambas sorriam e até mesmo tia Mani estava sorrindo. Perto delas estavam minhas duas irmãs falando com uma garota morena e um menino parecido com ela. Mais afastados e com minha avó, estavam dois jovens pálidos e de aparência atrativa demais para mim. Quando meu olhar cruzou com o do garoto, meu corpo estremeceu ao olhar para a cor de seus olhos. Eles eram vermelhos rubro. - Alie, venha até aqui. - Minha avó disse sorrindo e todos em nossa volta pareceu parar de fazer o que estivesse fazendo para me encarar. Eu fui com calma, sabia que não precisava ter medo. - Esses são Adam e Bree, ficarão conosco por alguns meses. - Concordei com a cabeça. - Meninos, essa é Alice. Filha de Camila e Lauren. - Ela também é humana. - Adam disse. Ele era lindo. Por favor, Alice. Não se apaixone! - Sou humana. - Respondi sorrindo amarelo para ele. - Você são... - Vamos ficar em que quarto? - Bree me interrompeu e eu me senti desconfortável. Ela parecia não ter ido com a minha cara. - Oh, nós precisamos decidir isso ainda. - Minha avó disse. - Sendo anti-social Bree? - Alguém perguntou atrás de nós e eu me virei para ver quem era: A garota que estava falando com minhas irmãs. - Finalmente pude conhecer você, Lice. - Ela me abraçou e por um momento, eu desejei que minhas mães estivessem ali. - Eu sou a Regina, mas você pode me chamar de Gina. - Solte ela, ela está assustada. - O garoto disse. - Eu sou Júlio, irmão dessa louca aí. - Somos seus primos. - Gina disse e então eu entendi o porque dos abraços. - Eu não... Desculpe. - Ouvi alguém bufar e olhei para ver quem era. Bree, havia alguma coisa naquela garota que me deixava intrigada. E nem fazia muito tempo em que eu tinha colocado os olhos nela. - É uma pena ter que me alimentar de animais. - Adam disse depois de olhar para mim por um tempo que eu julguei ser logo demais. - Será um desperdício maior ter tanta garota bonita nessa cidade e não poder chega perto de nenhuma delas. - Ele sorriu de uma forma que me deixou abalada. Eu engoli em seco. Meus olhos não conseguiam parar de encarar os dois adolescentes à minha frente. Não se aproxime muito, Alice! Minha mente gritava para que eu obedecesse. Droga. Eu sentia que esses dois seres não entrariam à toa na minha vida. - Lembre-se que vocês não vieram aqui para conseguir prazeres nenhum. - Gina falou bravame. - Como se eu fosse me interessar por alguém. - Bree me olhou de forma amarga antes de sumir em uma velocidade impressionante floresta à dentro. O olhar que ela me deu antes de partir foi o suficiente para me deixar em estado deplorável. Inclusive minha calcinha. Até Logo... ?
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