Marcos narrando
Eu chego em casa e está todos na sala sentados, menos Lorena.
— Parece velório. – eu comento
— Lorena está cozinha. – Joana fala
— Então, será o nossos velório daqui a pouco – eu falo rindo
— Parem com isso, de um voto de confiança para a menina, ela está se esforçando.
— Ela é uma mulher tia – Th fala
— Eu sei disso – Patricia fala – mas nunca ninguém deu atenção a ela, ela está tendo o primeiro contato com a família com nós, de ter uma família saber como funciona.
— Ela não é essa Lorena – eu respondo – eu conheço a Lorena de verdade e a Lorena que eu conheço queria matar o marido, quer – Joana me encara.
— Nossa – Joana fala
— Deixa para lá isso – Minha tia fala – aqui ela é a Lorena apenas e está dando o máximo de si para mudar, ela está ajudando na casa, fazendo as coisas, acho que seria legal um voto de confiança, você vive com ela para cima para baixo, você acha que eu não vejo?
— São negócios.
— Negocios não transa, não dorme na mesma cama, não acordam juntos – ela fala me olhando. – agora falem baixo.
— Eu vou ver se ela precisa de ajuda – eu falo indo em direção a cozinha.
Eu paro na cozinha e ela estava picando algo todo errado, eu me aproximo por trás dela e a mesma leva um susto.
— Levou um susto? – eu pergunto
— É claro que sim, estava concentrada.
— Deixa que eu te ajudo – eu falo passando a mão por trás da dela e segurando em cima e ajudando ela a cortar. – eu levei um susto quando disseram que você estava fazendo janta.
— O que foi? Acha que eu vou envenenar vocês tudo?
— Não, mas quem sabe colocar açúcar ao invés do sal – ela me olha sorrindo.
Eu ajudo ela a finalizar a janta e colocamos a mesa e chamamos todo mundo para jantar, ela tinha feito um strogonoff e arroz branco, uma salada e todos elogiaram bastante e estava bem gostosa a comida dela.
Eu olho para as unhas dela e vejo que ela não estava mais usando unhas grandes, parece ter tirado e era a primeira vez que eu via ela sem maquiagem, sem está totalmente montada.
— O que foi que você me olha tanto? – ela pergunta
— Você fica linda sem maquiagem – ela abre um sorriso.
— Eu achei que jamais me veria sem maquiagem – ela fala rindo – nem eu sei quando foi a última que eu me vi sem.
— Você fica linda – eu falo passando a mão pelo seu rosto.
Ela olha para o morro e depois me encara, a gente está na sacada e a gnete se beija.
— Sua família é incrível – ela fala – você tem sorte, sua tia é um amor de pessoas e tem um amor imenso por vocês três.
— A gente tem sorte de ter ela mesmo – eu respondo – não sei o que seria da gente sem ela.
— Eu queria ter uma família.
— E você não tem?
— Meu pai? – ela olha – ele sempre só pensou nele, não pensou duas vezes em me obrigar a casar com Alexandre, me ameaçando.
— Mas ele cuidou de você – eu falo.
— Ele matou a minha mãe e eu tenho certeza disso – ela fala – eu sei que ele a matou.
— Você sabe?
— Eu sei, meu pai é r**m, meu pai é um homem r**m e ele a matou – ela fala – ele diz que eu sou igual a ela, que eu puxei exatamente o genio dela, então já é´motivo suficiente para ele querer matar ela da mesma forma que Alexandre quer me ver morta.
Ela olha para baixo e eu levanto o rosto dela passando as mãos pelos seus olhos.
— Você nunca vai me ver chorando – ela fala balançando a cabeça – ainda mais por causa disso.
Capitulo 45
Lorena narrando
— Isso é açaí? – eu pergunto para Marcos e Joana que estava ao meu lado.
— Açai – Marcos fala
— Meu deus, não sei se isso é bom.
— Você nem provou.
— Tem açúcar.
— É natal – Joana fala
— Não sei não – eu respondo
— Prova sua boba – Joana fala colocando a colher na minha boca.
Era a primeira vez que eu comia algo desse tipo, até mesmo doce, meu pai sempre me levou a médicos e sempre tive dietas muito restrita, até mporque eu era filha do chef da máfia e tinha que ser perfeita.
A gente estava comendo quando Lk, Th e Mosca se aproxima.
— As vendas estão indo muito bem.
— E o laboratório? – marcos pergunta
— Estamos produzindo algo para faixada – Th responde a ele.
— Vocês viram isso? – Lk fala com uma revista na mão – está nessa revista olha, estão liberando vitimas de tráfico de mulheres em todo o mundo, de dez em dez.
— Deixa eu ver – Marcos fala pegando a revista e eu continuo comendo o açaí.
Eu tinha mandado liberar as garotas no Brasil agora, já tinha sido na Noruega,, Espanha, Portugual e Nova York, eu respiro fundo e continuo tomando meu açaí.
— Esse tipo de gente tem que morrer da pior forma do mundo – Marcos fala – eu tenho nojo de gente que brinca com a vida do ser humano dessa forma.
— Desumano – eu falo para Marcos.
— Sinceramente – Lk fala – pessoas que mexem com isso são monstro.
— E essas meninas estão bem ? – Joana pergunta.
— Bem não vão está – Marcos fala – quantos anos nas mãos desses bandidos? Sofrendo abuso de tudo que é tipo? Sinceramente, a pessoa que as sequestrou deveria morrer torturada.
O assunto se estende e todos estão bem idngnados na verdade saiu em todos os jornais, as meninas não falavam nada com nada até porque passaram por uma lavagem antes de ir embora, não sabiam identificar nem os próprios nomes.
— Vocês viram isso? – Patricia pergunta quando a gente chega na casa e estava passando a noticia.
— Além dessas dez meninas foram liberadas nas ultimas semanas Espanha, Nova York, Portugual, Noruega e agora no brasil, o total de 55 meninas, mas estima pelos depoimentos que são mais de trezentas garotas vivendo em um único lugar, as vitimas contaram que eram obrigadas a se prostituir e até mesmo vendidas em leilões, estima que essa quadrilha seja uma só e que já tenham passado nas mãos deles mais de mil garotas nas idades de 16 a 24 anos.
Eu vou até a cozinha tomar um copo de água.
— Eu vi muito disso quando eu era jovem – Patricia fala – horrível, eu tive uma amiga que foi sequestrada e sofreu muito, quando conseguiu fugir nunca mais foi a mesma, engravidou de um dos sequestradores e até mesmo abandonou a criança.
— Que horror – Joana fala
— Eu nem vou comentar mais nada – Marcos fala – quantas garotas sumiram nos outros morros porque compactuaram, aqui no meu morro não compactuo com essas coisas.
— São lixos quem fazem isso, não tem nem palavra para resumir – Joana fala – que nojo gente, essas pessoas não tem amor no próprio coração.
— São pessoas secas , sem amor, sem nada – Marcos fala. – eu preciso ir para boca.
Eu continuo na cozinha e só escuto ele sair, eu respiro fundo e ouvindo eles falarem, eu estava ouvindo eles me julgarem e por alguns segundos eu sinto remorço.
Capitulo 46
Lorena narrando
— Quantas garotas ainda nos temos? – eu pergunto para Carlos.
— 200 garotas.
— Brasileiras?
— Algumas – ele responde
— Vamos liberar elas.
— Como?
— Libera elas, faz uma enxurrada dessas garotas no México.
— Como assim?
— Libera todos no México.
— Do nada? Você está maluca.
— Apenas as libera no México – eu falo – que assim Alexandre não tem mais para onde correr. Estou sentindo que a nossa corda está bamba e eu não posso ser descoberta aqui e nem vocês ai, porque somos um time. E a melhor maneira é a gente se livrar de todas elas, a gente nunca apareceu para elas, difícil vai ser nos reconhecer.
— Ok – ele fala – e depois?
— Depois vamos dar um tempo, focamos no tráfico de drogas, acho que é o melhor a se fazer no momento. Da mesma forma que eu corro perigo, vocês também corre, precisamos pensar no nosso futuro.
Eu acho que a sua idéia é boa – ele fala –