Lorena narrando
Eu me sento na frente da televisão da sala do Marcos depois de ter arrumado todas as coisas no quarto dele, estava uma bagunça e ele tinha razão, minhas coisas tomou conta de tudo, eu tinha organizado tudo em cada devido lugar.
Eu ligo a televisão e começo a ver a reportagem.
— Foram mais de trezentas garotas vitimas da quadrilha de trafico humanos soltas no mundo todo, se cogita que todas elas estava com a mesma quadrilha, os depoimentos são aterrorizantes. Veja o depoimento de uma delas – aparece uma mulher com rosto todo camuflado.
— Eu fiquei lá 5 anos, eu fui sequestrada quando eu tinha completado 14 anos de idade, eu estava na praia e fui ao banheiro, quando entrei ao banheiro tinha uma pessoa lá que me apagou com um pano no rosto, eu acordei em um lugar escuro e fui torturada e abusada por dois dias, me diziam que eu era fraca, que eu era feia e que se eu não me comportasse iria morrer.
— E como era o tratamento no geral?
— Se a gente não cumprisse o que eles queriam, a gente era torturados, choques, ferros quentes, chicotadas, sem comida, sem água, eramos torturadas toda semana, abusadas pelos seguranças, os banhos eram coletivos e eram mangueiras enormes que os homens seguravam em nosaas direções, a pressão da água nos machucava.
— E vocês tinham contato direto com eles?
— Apenas com os seguranças, todos eles eram bem vestidos e sempre de mascaras, a gente nunca viu o rosto de ninguém, era como uma prisão de segurança máxima, eram celas onde a gente era trancadas, a gente tinha deveres a cumprir se não eramos castigadas, todos eles vestiam uniformes e mascaras iguais, luvas, todos cobertos, era difícil até mesmo reconhecer as vozes, eles usavam programas nas mascaras que padronizava o tom da voz, a gente nunca sabia se estava sendo torturada pela mesma pessoa da tortura anterior.
— E os chefs, nomes?
— Todos se chamavam pelo mesmo nome, melão de 1 a 300 era os seguranças, capricórnio de 1 a 5 os sub gerentes, as ovelhas era os sub gerentes eram dois, um homem e uma mulher e tem o chef de tudo, que eles chamam de Grécia, nunca vimos ele ou ela e a gente nunca sabia quando estava lá.
— Você está vendo isso? – Joana pergunta entrando com Patricia.
— Está dando na televisão – eu falo
— Muito triste tudo isso – Patricia fala – em pleno século 21,, década 2000 e isso ainda acontecer. – eu a encaro.
— Então não pode afirmar se Grécia era mulher ou homem?
— Não – ela fala – talvez nunca pegue e nem tenha justiça, mas nós sabemos o que a gente viveu.
Eu me levanto e vou a cozinha pegar água.
— O FBI está trabalhando nesse caso, junto com todos os chefs de estado de todo o mundo – eu vou até a frente da televisão e Marcos entra – os chefs dos países também estão se comunicando entre eles e estão dando a sua indignação, veja o presidente dos Estados Unidos.
— É uma vergonha que em pleno século 21 as pessoas ainda se acha dono de outras pessoas, que faça uma crueldade desse tamanho. São 300 garotas sequestras desde os 14 anos , a mais de 12 anos vivendo em condições precárias, se estima que já tenha passado na mão dessa quadrilha mais de 3 mil garotas, sendo assim 500 só americanas, estaremos trabalhando em conjunto com todos os países para acabar com essa quadrilha.
Começa a destacar várias entrevistas de outros países.
— Por isso eu falo que não se deve sasir do morro – TH fala – mas Marcos diz que Joana pode fazer tudo.
— Eu quero proteger minha irmã mas não é dessa forma – Marcos fala e os dois começam uma discussão.
Eu subo para o quarto e fico na sacada olhando para a porta do quarto.
— Você está vendo a televisão? – falo quando Carlos me atende.
— Estou – ele fala
— Eu não achei que daria tanta comoção.
— O agente do FBi está morto?
— Está – eu respondo – Alexandre me garantiu que estava.
— Então, não precisamos nos preocupar – ele fala e eu desligo e disrfaço quando vejo alguém abrindo
— Tudo bem?
— Sim, queria te fazer a surpresa do quarto arrumado – eu falo sorrindo e ele olha para o quarto todo.
— Realmente, o quarto está impecável .
Capitulo 49
Lorena narrando
Duas semanas depois...
A história do tráfico humano foi amenizando e pouca coisa foi falada, as vezes saia alguma das meninas falando na internet mas logo depois é apagado, porque eu era mais esperta do que todos e sabia que esse plano iria acontecer.
Eu sei que por mais que Alexandre possa assumir o cargo de chef da máfia depois de quatro meses do meu desaparecimento, eu sei que meu pai está querendo me encontrar por isso me colocou como vitima de um sequestro, porque ele sabe que eu sei muita coisa e se realmente eu for sequestrada pode dar r**m para a máfia ou eu a me aliar a uma máfia que seja inimiga dele.
Ele deve saber que Alexandre está seguindo todos os meus passos e com isso ele sabe que eu poderia me revoltar ainda mais, então eu soltei todas as meninas no México, porque meu pai entenderia que era um aviso e como ele ainda me procurava, isso significa que de alguma forma ele quer me encontrar e que quando eu soltasse elas no México, muitos dos integrantes da máfia cairia em cima do meu pai achando que era negocio da máfia e se soubesse que quem comandava era a filha dele, as coisas iriam ficar preta para o meu pai e com isso ele abafaria o caso e eu não precisaria mover um dedo.
Assim, Carlos e Marcela podem ir para qualquer lugar do mundo e ficar tranquilos, nenhum de nós seria descobertos tão fácil, até porque o meu pai faria tudo que a gente precisaria fazer nós três, ele abafaria o caso, pagaria as impressas e a gente sairia ileso sem mover um dedo para isso e as garotas estão em seus devidos lugares com suas famílias.
Eu olho para aquele churrasco rolando, as pessoas curtindo um funk, bastante cerveja e eu sentada em uma das cadeiras com uma bebida na mão, curtindo todo aquele momento, Marcos com outros traficantes em uma mesa jogando truco e rolando a maior discussão e eu ali pensando em como ganhei mais uma contra o meu pai e o Alexandre.
Até porque eu não estava sentindo remorços, ou estava e não queria admitir para mim mesmo isso, confesso que cada vez que eu vejo eles falando da forma que falam sobre os traficantes de pessoas, eu me sinto m*l em saber que sou uma delas, e até comecei a ficar com as palavras deles na minha cabeça.
‘’ Em pleno século 21 as pessoas ainda acha que são donos dos outros’’
‘’Pessoas que fazem isso são uns monstro, merecem morrer torturados’’
Eu já tinha escutado muito isso a vida toda quase, mas escutar deles era algo diferente, eu sinto que está aqui com eles, convivendo com eles, dentro da casa deles, estava me fazendo pensar melhor nas coisas.
Eles eram uma família de verdade que se preocupavam um com os outros, eu fico olhando eles conversando, brincando e rindo, independente de quem são, porque Marcos não é uma pessoa boa, ele é um bandido, ele vende drogas e drogas acaba com a vida das pessoas, ele também mata, matou um x9 torturado no meio da praça porque estava levando informação para policia, mas ele valoriza a família dele e os moradores, ele é outra pessoa com eles e até mesmo comigo.
A cada semana que passa, era uma semana a menos para ver todos mortos, para conseguir o meu lugar por direito.
— E ai quer a linguiça na farofa? – Lk pergunta e eu olho para ele.
— É uma piada né?
— Ih estrangeira achei que já estava por dentro de tudo salto fino.
— Cada dia um apelido diferente, meu português está bem melhor, você pode admitir isso.
— É está – ele fala – oh peguei até palito para você pegar a linguiça passar na farofa e comer, sem sujar os dedinhos – ele fala rindo
— Thanks – eu falo
— E olha ai, quer falar inglês comigo – ele fala – sei disso não.
— Obrigada.
— Ai, melhorou – ele fala rindo e sai passar a linguiça para os outros.
Ele sai zoando todo mundo para pegar a linguiça na farofa e eu dou risada dessa coisa boba.
E quando que a Lorena iria rir de uma piada tão sem graça que nem essa? É, eu estava rindo.
— Está gostando? – Patricia pergunta
— É animada a famíia de vocês.
— Estou vendo você sorrir e sabe que a Lorena de algumas semanas atrás parece que nem existe em você.
— Ela existe sim, difícil apagar ela da minha vida, mas confesso que esta aqui, está me fazendo pensar diferente – eu olho para ela.
— E Marcos?
— O que tem?
— Vocês estão bem envolvidos os dois juntos.
— Estamos – eu falo – estamos bastante.
— Então?
— São negócios.
— Só isso mesmo? – ela pergunta e sorri e eu olho para Marcos jogando truco com os outros traficantes. - SErá que agora que vocÊ está conhecendo um outro lado da vida, vale a pena largar e voltar para o que era?
— O que você quer dizer com isso? – eu pergunto para ele.
— Você nunca teve uma família e agora você tem Lorena, uma família , amigos está em um lugar que as pessoas são felizes e amigas, não tem ninguém aqui querendo passar a perna em ninguém, ninguém vai te machucar, você conquistou cada um de nós, porque voltar uma vida cinza, matar as pessoas e viver no crime? Sendo uma pessoa temida ou tendo várias pessoas querendo te matar? Pensa nisso, você tinha um objetivo na cabeça porque não conhecia outra coisa que não fosse a sua vida, agora você conhece.
Joana chama ela e Patricia se levanta e eu olho para Marcos pensando nas coisas que ela tinha me dito.
Capitulo 50
Lorena narrando
— Vamos? – Marcos chega com um capacete e me entrega.
— Onde?
— Dar uma volta – ele fala
— De moto?
— Aventura – ele sorri e eu pego o capate.
A gente sai para fora e ele me ajuda a subir na moto e quase foi uma aventura, ele começa a rir e sobe na moto e eu me agarro forte nele.
— Não dirige rápido – eu falo para ele
— Calma – ele fala – eu nem ainda sai do lugar – ele começa a rir.
Eu nunca tinha andado em uma moto e isso era quase uma aventura muito mais louca do que a morte, eu olho para a velocidade.
— Você é louco, você está a mais de 100km – eu grito batendo nas costas dele.
— Se segura – ele fala – forte em, se não você vai.
Eu me agarro nele bem forte e encosto todo meu corpo perto dele, ele começa a subir com a moto e entrar no meio do mato e eu gritava que nem uma maluca, até que ele para e eu pulo da moto e caio no chão.
— Você é suicidade – ele diz rindo – se machucou – ele estende a mão?
Suicida é você andar com essa moto — dessa forma.
— Devagar a policia pega – eu olho para ele
— Tudo que eu não preciso.
— Para de reclamar e deixa eu te apresentar o Rio de Janeiro que você tanto odeia – ele fala me puxando na frente dele e me abraçando por trás. – Bem vinda minha Mexicana ao verdadeiro Rio de Janeiro. – eu abro um sorriso.
— Eu sou sua Mexicana? – eu pergunto
— É – ele fala beijando meu pescoço e eu abro um sorriso – não deveria ser, mas é – ele me vira. Não sei por quanto, quem sabe até você me dar um golpe e me matar?
— E ficar com seu morro? Imagina – eu olho para ele .
— Seu vulgo seria A mexicana – ele fala rindo
— Ou salto fino como seus vapores me chama – ele começa a rir e eu também. – a primeira coisa que eu faria expulsaria Rafaela.
— Que horror, deixa ela – ele fala
— Ela gosta de você.
— Ela é caso antigo e nem foi tão importante.
— E eu sou? – eu pergunto para ele – me diz o quanto sou importante na sua vida.
— Eu achei que você não se importava com ninguém e nem mesmo amava ninguém, só amava você mesmo.
— Sua tia me falou algumas coisas e eu fiquei pensativa.
Eu realmente fiquei pensativa e não era uma jogada de nada.
— Minha tia adora falar as coisas – ele fala – tem que pensar que menos de um mês você assume tudo – eu o encaro – tudo que você sempre quis. – eu olho para ele – o que foi?
— E viver sozinha novamente – ele me olha
— E com poder que é o que você sempre quis.
— Eu sempre quis o poder Marcos, eu me vi a vida toda no lugar do meu pai, comandando aqueles homens dentro da máfia, andando com aquelas armas na mão, tendo uma caneta com meu nome assinando todos os papeis , essa foi a vida que eu tive desde criança e é nítido que eu teria a vida dele como exemplo para minha.
— E agora você não quer mais?
— Um lado sente vontade de está no poder, não é atoa que eu fiz tudo o que eu fiz para chegar e muita coisa – ele me olha – mas o outro, está feliz de está onde estou, com as pessoas que eu estou – ele passa a mão pelo meu rosto – eu não estou mentindo, eu estou sendo sincera mais sincera impossível com você, de está com você.
Ele abre um pequeno sorriso e eu também abro para ele.
— Eu também gosto de ter você ao meu lado.
— Como eu diria no México – eu abro um sorriso para ele – Te quiero mucho y te quiero en mi vida para siempre.
— Yo también te quiero – eu sorrio para ele e a gente se beija.
Estamos em um lugar lindo que dava a vista para as praias mais linda do Rio de Janeiro, pela primeira vez eu achei o Rio de Janeiro lindo, a gente começa a sorrir um para o outro e a primeira vez que eu me vejo rindo tanto e de verdade, a verdade é que eu nunca fui feliz como eu estava sendo e eu não estava mentindo e eu precisava repetir isso para mim, diversas vezes.
A gente vai andando para trás e ele me encosta sobre a moto, ele beija meu pescoço e o meu peito, eu tiro meu cropped preto e ele começa a beijar os meus s***s e a minha barriga, eu tiro a minha saia e abro o zíper do seu calção, ele me deita sobre a moto e coloca o seu corpo sobre o meu, ele me beija por inteiro e vai introduzindo o seu m****o lentamente, a moto estava firme no chão porque nem sequer balançava, ele me penetrava e eu entrelaço as minhas pernas na sua cintura, no meio das árvores naquele lugar distante de todos e em um ponto alto do Rio de Janeiro, apenas nos dois, parecendo dois adolescente fugindo do mundo para se amar.