Como era bom estar em casa. Não no meu apartamento luxuoso cheio de detalhes inventados por minha mãe e minha irmã, mas na casa dos meus pais mesmo. A casa onde nasci e fui criado com tanto amor e carinho. Não que eu não gostasse do meu apartamento. Eu amava meu cantinho sossegado, que tinha a minha cara e a minha bagunça, onde eu podia levar meus amigos à vontade e se pintava uma mulher bonita e interessante eu tinha privacidade para curtir uma noite de s**o com ela, sem levantar constrangido de encontrar meus pais na mesa do café. Porém estar ali naquela casa enorme, cheia de recordações da infância era bom demais. - Filho ingrato! Porque demora tanto pra vim na sua casa? Fui quase esmagado dentro de um abraço de urso que minha mãe fez questão que durasse longos minutos. Analine Galvão

