Assim como a mãe dela

2231 Palavras
Perspectiva de Rowan (pai de Lindsey) Desliguei o telefone e gritei com a Beth. "Vai logo para o carro, vamos buscar a Lindsey na detenção. Era a diretora, ela se atrasou para a escola de novo", cuspi indignado. Essa filha minha era um saco. Amaldiçoei o dia em que concordei em ser o responsável por criá-la. A Beth se levantou apressadamente e saiu rapidamente para o carro, abrindo a porta do passageiro e entrando enquanto eu caminhava para o lado do motorista, abria a porta com força, entrava e a fechava com estrondo. Eu estava furioso. Tinha coisas melhores para fazer do que lidar com isso e a Lindsey sabia disso também. Não me importava que ela tivesse sido punida pelo Alpha anoite passada e essa fosse a razão de seu atraso, eu me importava que ela estava se tornando como a mãe dela. Não que a Lindsey soubesse disso, ela não sabia nada sobre a mãe dela e eu fiz questão de garantir isso. Corrine era uma parte do passado que eu preferia esquecer, mas toda vez que olhava para a Lindsey, eu era lembrado dela. Franzi a testa. Estacionamos em frente à Lindsey, que ficou horrorizada ao nos ver ali. "Entre", eu rosnei para ela. A Beth estava evitando meu olhar. "Eu preciso ir para a casa do bando", ela disse fracamente, provavelmente esperando que isso me acalmasse. "A Luna Chelsea estará me esperando." Beth tomou a palavra, um sorriso irônico em seu rosto excessivamente maquiado. "A Luna Chelsea lhe deu a tarde de folga", ela disse rapidamente. O que era verdade, sabendo plenamente que eu estaria punindo minha filha. O rosto de Lindsey perdeu a cor. Sorri. Pelo menos ela tinha o bom senso de ter medo de mim. "Entra no carro de uma vez, Lindsey", rosnei, um tique nervoso na mandíbula. Ela estava demorando tempo demais para entrar no carro e, a esse ritmo, eu sairia e a buscaria se fosse necessário. Ela obviamente percebeu isso também porque entrou no carro relutantemente, colocando sua mochila ao seu lado. "Já era tempo", murmurei para mim mesmo. "E como está indo à escola?", a Beth perguntou com ironia, e eu revirei os olhos internamente. Ótimo jeito de mostrar para a Lindsey que a Diretora havia ligado para Beth. Essa mulher estúpida. Às vezes, me perguntava o que se passava na minha cabeça quando decidi me casar com ela. Deve ser que eu estava pensando com a cabeça de baixo em vez da cabeça de cima. "Está indo bem", disse Lindsey idiotamente. Eu sentia como se fosse explodir. "De verdade?", eu disse gelidamente ao virar à direita na estrada principal. "Está indo bem, não é, Lindsey?" Ela deu um aceno tímido, olhando para a paisagem. "Você está passando em todas as matérias?", perguntou a Beth enquanto eu franzia as sobrancelhas irritado. "Sim", ela respondeu, e eu sabia que ela estava dizendo a verdade porque ela sempre foi boa na escola, mesmo que fosse um pouco atrasada para chegar lá. "Bom, isso é bom", disse Beth alegremente, lançando-me um olhar incerto e depois calando-se enquanto eu a fuzilava com o olhar. Meu Deus, ela não ia calar a boca logo? Isso não era algum momento feliz em família que estávamos tendo aqui. "Pelo menos você não é uma vergonha nesse aspecto", rosnava, "Eu odeio pensar que você é burra além de ser inútil" acrescentei. Ela começa a implorar comigo como se isso fosse ajudar o caso dela. "Eu não quis chegar atrasada, mas a Luna Chelsea me trancou no calabouço ontem à noite e esqueceu de me soltar a tempo hoje de manhã." Eu zombei dela. "Por que ela te colocou no calabouço em primeiro lugar?", perguntei com um rosnado baixo. Ela me olhou impotente. "Ela achou que eu estava tentando seduzir o futuro Alpha", ela murmurou, corando intensamente enquanto eu batia no volante e a xingava veementemente. "Eu sabia", gritei, "Você não presta, assim como sua maldita mãe", eu sibilei. Corrine também era sexualmente provocante. Parecia que o fruto não caiu longe da árvore, mesmo que eu tenha tentado criá-la corretamente e com justiça. Ela engoliu em seco. "Eu não fiz isso!" Ela chorou "Eu nunca faria isso", mas eu a interrompi. "Eu sempre soube que você ia acabar sendo uma vagabunda." A Beth, como sempre, nada disse, olhando resolutamente pela janela. Ela odiava conflitos e estar no meio deles. Não importava quantas vezes eu tentasse explicar para ela a quão má filha a Lindsey era, ela lutava para acreditar. Era como se ela não acreditasse nas minhas palavras. Estacionei na frente de nossa casa de campo. O carro foi diminuindo e lentamente o motor desligou. Fiquei ali, perdido em pensamentos. Já a Beth, saiu lentamente do carro e foi embora, passando pela porta da frente e desaparecendo de vista. Eu ainda teria que punir minha filha por suas transgressões e sabia exatamente como iria fazer. Quando terminasse com ela, ela não seria capaz de andar corretamente por uma semana. Isso ensinaria a ela a ser pontual e garantiria que eu nunca mais recebesse uma ligação maldita daquela diretora. "Saia do carro", finalmente rosnei e ela saiu, agarrando desajeitadamente sua mochila e jogando-a sobre o ombro. Saí do banco do motorista e bati a porta com um estrondo alto atrás de mim. Ela deu um sobressalto. "Vá para o seu quarto", ordenei "Eu vou lá em breve." Vi a maneira como seus olhos se iluminaram com resignação antes de ela se virar e seguir em direção ao porão. Meus lábios se curvaram de desprezo enquanto eu desci as escadas, com a Beth seguindo atrás dele, evitando o olhar de Lindsey e olhando vazia ao redor da sala, como se quisesse estar em qualquer lugar, menos ali. Eu a tinha forçado a vir e assistir, sabendo o quanto isso a desagradava. Mas era seu dever fazer como eu mandava, ou seria ela do outro lado do chicote quando a vez da Lindsey acabasse. Beth tinha aprendido da maneira mais difícil que eu esperava que ela me obedecesse. "Pai, por favor", ela implorou, levantando-se e tentando argumentar comigo, "certamente você pode entender meu lado da história?" Eu estalei o chicote e ela estremeceu. "Não é a primeira vez que você chega atrasada na escola, de acordo com a diretora. Além disso, não vou permitir que você acabe como sua maldita mãe", rosnei, meus olhos faiscando, meus lábios se curvando em desprezo. Sua mãe era uma vagabunda sem valor que abria as pernas para qualquer um. Ela não tinha fugido como Lindsey pensava, tinha sido banida pela Luna, e por um bom motivo. Maldita prostituta. Lindsey tinha o mesmo cabelo e os mesmos olhos da mãe e até algumas maneiras similares. Era uma vez, Corrine parecia inocente e pura como Lindsey, mas como ela tinha mudado rapidamente para alguém que não era melhor que uma drogada. Eu não permitiria que Lindsey se tornasse como ela. "O que você quer dizer?" ela perguntou, e eu fiquei surpreso, perdido em meus pensamentos. "Por que você fala dela desse jeito?" Por um momento, ela parecia brava. Como ela ousava adotar esse tom comigo! "Não é da sua conta", rosnei. "Eu não vou permitir que ela se repita, não vou", repeti para mim mesmo. "Vire-se", instruí bruscamente. Ela hesitou. Eu sabia que ela estava pensando em desafiar, mas experiências passadas comigo deveriam tê-la ensinado que isso só levaria a mais golpes e mais dor. Beth estava mordendo o lábio e desviando o olhar, uma tola de coração mole que ela era. Ela não era nada como Corrine, com seu cabelo loiro e olhos azuis, graças a Deus, pois às vezes, quando olhava para Lindsey, eu me deixava envolver em minhas memórias e minha vergonha. Dez golpes, decidi firmemente. Isso seria o suficiente para ensinar uma lição àquela vagabunda que ela não esqueceria. Antes que ela pudesse dizer uma palavra ou fazer um som, puxei meu braço para trás e, usando toda a minha força, avancei com o chicote, acertando diretamente em suas costas. Ela soltou um grito horrível que fez Beth se sentir enjoada, enquanto eu sorria interiormente. "Você vai contar", trovejei para tornar a punição ainda mais humilhante. "Um", ela disse obedientemente, com a voz rouca pelo grito. Thwack. Ela m*l conseguiu se manter de pé quando outro golpe atingiu o centro das costas. Ela soltou um grito agudo enquanto eu recuava o chicote, arrancando pedaços de sua carne. "Dois", ela sussurrou. Jurei que ouvi um grito abafado vindo de trás de mim, provavelmente de Beth, mas não ousei me virar. Sua camisa foi rasgada em farrapos pelo chicote e m*l estava sendo segurada. Desviei o olhar, mas continuei decidindo dar dois golpes seguidos. Thwack, Thwack. Estes golpes a fizeram arquear as costas de dor. Ela gritou até ficar rouca, suas mãos se arranhando na parede de tijolos. Ela encostou a testa na parede, lágrimas escorrendo por suas bochechas. "Três, quatro", ela disse em uma voz morta. "Thwack" "Cinco" "Thwack" "Seis", ela disse agora chorando, suas mãos ensanguentadas pelo arranhão na parede e pequenas feridas por todo o corpo. Notei que já havia começado a se formar sangue ao redor dela, me sentindo distante de tudo aquilo. Eu estava aproveitando a dor dela e a lição que estava lhe dando. Cada movimento que ela fazia, eu podia perceber que causava dor e a fazia soltar um grito agudo, seus olhos cheios de lágrimas. Ela usava a parede para se manter de pé. Eu não estava me segurando, ainda usava toda a minha força para golpeá-la repetidamente, enquanto Beth ficava ali, pálida como um lençol e parecendo que ia desmaiar. Perguntei se ela iria vomitar. Estreitei os olhos para ela e então voltei minha atenção para o que estava fazendo. "Thwack" "Sete", ela tossiu sangue, cuspindo no chão, apoiada na parede, seus olhos brilhando com lágrimas. Todo o seu corpo tremia. "Thwack" "Oito", ela sussurrou. Nesse momento, já estava perdido em minhas lembranças, vendo Corrine em vez de Lindsey. Elas eram tão parecidas, com os mesmos sorrisos e o mesmo cabelo, poderiam ser gêmeas. Eu estava punindo Corrine em minha mente, por me trair, por ser uma companheira inútil e vagabunda. Por ser uma prostituta. Por virar meu mundo de cabeça para baixo e arruinar minha vida. Corrine merecia isso, merecia morrer pelo que fez. Assim como sua filha. Mas eu me contentaria com a punição, por enquanto, e esperaria o momento certo. Afinal, eu tinha prometido à Luna Chelsea e não poderia quebrar minha promessa, pelo menos não ainda. "Mais duas", trovejei. "Corrine." "Thwack, thwack" eles aconteceram um após o outro. "Você merece isso e muito mais", foi tudo o que eu disse antes de sair, com Beth silenciosamente seguindo atrás de mim, pálida como um lençol. Subi as escadas, segurando o chicote enquanto Beth colocava a mão na boca. "Você a chamou de Corrine", ela acusou. "Sua ex-mulher. Quem você realmente estava punindo, Rowan?" ela perguntou enquanto eu limpava o chicote, removendo o sangue e os pedaços de carne arrancados de Lindsey. "Porque eu não acredito que você estava punindo Lindsey", ela acrescentou em tom altivo. Eu a encarei. "Desde quando você ficou tão corajosa?" cuspiu ela, e ela ficou em silêncio, me observando guardar o chicote. "Preciso lembrar que você é minha esposa agora e o que eu digo vai prevalecer", rosnei enquanto ela ficava pálida. Deliberadamente, desviei os olhos para onde havia guardado o chicote e fui recompensado com todo o sangue drenando do rosto dela, enquanto ela ficava em silêncio.  Eu tinha certeza de que ela estava se lembrando de algumas das punições mais criativas que eu havia usado com ela no quarto. Porque ela fez um pequeno som sufocado. "O que eu faço com a Lindsey não é da sua conta", eu disse com raiva, "desde quando você se importa, de qualquer maneira, Beth? Ultimamente, você tem se irritado muito quando se trata dela." Ela torceu as mãos juntas. "Só estou preocupada", sussurrou, "o que acontece quando ela fizer dezoito anos?" Eu ri abertamente, meus ombros se sacudindo, meu corpo dobrado. "O que você acha que vai acontecer?" Eu bufei "há uma razão pela qual ela é tão perseguida na matilha. Ela é intimidada e punida tanto que o lobo dela se torna fraco e impotente. Até chegar ao seu décimo oitavo aniversário, ela pode nem ter mais um lobo." Beth ficou boquiaberta. "Essa é a sua estratégia", disse finalmente, "deixá-la fraca para que ela não tenha um lobo." Eu assenti "confie em mim, a Luna está de acordo. Ela nunca se tornará o lobo que deveria ser, então não temos nada com que nos preocupar. Desde que ele não interfira, e ele é um covarde, o plano não vai falhar. Ela nunca descobrirá a verdade." "É melhor você torcer para que seja assim", murmurou Beth infelizmente, "porque se ela descobrir algum dia, ninguém nesta matilha estará a salvo de sua fúria." Eu ri. "Confie em mim, Lindsey sempre será a fraca na matilha, ter um lobo não mudará isso, nem mesmo seu sangue. Se eu descobrir que você contou a verdade para ela, porém", me inclinei para frente e sussurrei em seu ouvido "não hesitarei em torturá-la até a morte, minha querida esposa." Ela sabia que eu estava falando sério. Ela assentiu, parecendo doente, e então correu para fora do quarto enquanto eu observava, com um sorriso satisfeito no rosto.
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