Capítulo 14

2390 Palavras
Quando sente alguém puxando seu braço com força. — Ai p***a. — rolou os olhos ao ver a velhota, tal de Clarice a olhando com cara de poucos amigos. — Enlouqueceu vovó? Quer me matar de susto? — Any cruzou os braços. — Quanto cobra pra assustar uma casa com três crianças? — Me respeite sua pequena vagabunda! — a mulher levantou a mão pra bater nela, mas Any segurou com força. — Se bater em mim eu quebro a senhora na porrada! Pode me explicar que p***a é essa? Por que está me chamado de vagabunda? — "p" da vida. — É isso que você é! Sua imoral, não tem vergonha na cara?  Any a olhava com a cabeça erguida e o nariz empinado.  — Sabia que o Joshua é um homem CASADO? CA-SA-DO menina! — E eu com isso? — Ontem eu vi, vi você fazendo imoralidades com ele! — a mulher falava como se aquilo fosse o fim do mundo. Any engoliu o seco. Que droga! — Está dando em espiar agora? — disse abrindo um sorriso irônico. — O chefinho deixou a ordem pra NINGUÉM entrar! — Eu já desconfiava dessas reuniões, você é uma sem vergonha! Como pode? — Para com isso, não é por que a senhora nunca deu pra ninguém que eu sou obrigada a ser igual. É isso que a senhora tem, falta de sexo! — Escute aqui, sua moleca! — a puxou pelo braço. — ME LARGA! — Se não sair da empresa hoje mesmo, eu vou enviar isso diretamente para a caixa de e-mail da senhora Beauchamp! — E o quico? Por que ainda não enviou? — Any deu de ombros, fazendo Clarice arregalar os olhos. — Acha que eu tenho medo dela? Uii que meda... — se tremendo de leve. — Como você já sabe, eu sou AMANTE do presidente e se eu quiser você está na rua. Não tem nada que eu peça que ele não faça. Ele ama a mim. — Doce ilusão, você não passa de uma qualquer! — Sou melhor do que a senhora. Sendo ou não uma qualquer. Eu sei que me odeia desde que eu cheguei, mas se sua intenção é me ver longe daqui, vai esperar sentada queridinha. — saiu com o nariz empinado, velha abusada. ¨¨¨¨ Joshua falava com Sofya ao telefone, a esposa insistia para que fossem pela parte da tarde visitar os pais dela. — Sofya, eu estou cheio de trabalho eu não posso te acompanhar. — ele explicava pela vigésima vez. — Porque eu tenho que ir? Os pais são seus. — Por que eu quero ir visitar meus pais acompanhada do meu marido. — ela disse claramente. — Pois então marque outro dia, hoje eu não vou poder. — Josh, eu quero visitar meus pais HOJE, e você vai me acompanhar querendo ou não querendo! — bufou. — Que droga coelhinho, você não me dá nenhum valor. — disse chorosa. — Eu já disse mil vezes que estou cheio de trabalho Sô... — ele passou a mão no rosto, buscando paciência em algum lugar do seu subconsciente. Any entrou com cara de poucos amigos, trazendo o café que ele tinha pedido. A cacheada pôs o café na mesa e fez mimica para que ele desligasse logo a droga do telefone. — Baby Blue, então está combinado não é? — ela disse ignorando o que ele tinha dito há pouco. — Uma da tarde, Rupert e eu passaremos aí para te buscar. — Sofya, por favor... — ele suplicou, mas a loira desligou o telefone. — Que droga! — rodou a cadeira. — Droga mesmo! — Any disse, andando de um lado para outro. — O que foi Any? — se virou para a cacheada. — Clarice, aquela velha i****a! — acariciou os cabelos, com força.  Joshua deu um risinho. — Any, quantas vezes eu já disse pra você respeitar a Clarice, não ligue pro que ela diz, já é de idade... — tomando um gole do café. — Já é de idade? — ironizou. — Pois o que ela tem de idosa, tem que bisbilhoteira! Nem acredita o que essa velha fez! — Ai minha cabeça... — ele fechou os olhos tomando outro gole de café. — Diga meu amor, o que ela fez? — perguntou ainda de olhos fechados, relaxando em sua cadeira. — Ontem ela subiu durante a nossa transa. —  Josh abriu os olhos, arregalando-os de vez.  — Além de ter nos visto fazendo sexo, ainda tirou uma foto bastante íntima! — Não, isso só pode ser uma piadinha. — ele negou com a cabeça enquanto ia até ela. — Você tem certeza? — Claro que eu tenho, ela me mostrou a droga da foto, e disse que se eu não saísse da empresa, iria mandar a foto para a sua mulher.  Joshua pôs a mão na cabeça. — E o que você disse? — Que eu não ia sair e pronto e que se ela quisesse mandar que se dane. — o abraçando pelo pescoço. — Você enlouqueceu não é? — ele a encarou com a expressão irritada. — Enlouqueci por quê? — disse o soltando. — Se ela mandar é bom, que pelo menos a Sofya sai do nosso pé, de uma vez por todas meu amor... — ela mordeu o lábio. — Não é? Josh a soltou e foi até o telefone com pressa. Any cruzou os braços, insatisfeita com a reação dele e sentou-se no sofá. — Érica... — ele disse assim que a recepcionista atendeu. — Por favor, chame a dona Clarice na minha sala, urgente, o mais rápido possível. — desligou. — Any, você não deveria ter falado isso. — ele pôs a mão na cabeça, bastante aperreado. — Imagina se a Sofya descobre? — E o que tem se ela descobrir? — Any indagou com a voz embargada. — Você mesmo diz todos os dias que me ama! Se me ama, o que essa mulher te importa tanto? — se levantou. — Meu amor, você sabe que eu te amo, mas eu não posso me separar da Sofya dessa forma, tem que ser muito conversado neném... — Pois eu não quero saber! — ela reclamou nervosa. Clarice deu duas batidinhas na porta, e pôs a cabeça pra dentro. — Chamou Joshua? — disse ela com uma expressão séria. — Por favor, dona Clarice, sente. — apontou a cadeira.  A senhora encarou Any, que estava bastante irritada.  — Eu acredito que já imagine o porquê dessa conversa. — ele disse bastante constrangido. — Sim, eu já sei... — encarou os dois com a cara mais feia do mundo. Any não estava nem aí pra ela. — Mas acho que não tem nada pra me explicar, senhor Beauchamp, eu não acho nada bom o que está fazendo com sua esposa que é uma pessoa tão boa e gentil, trocando-a por uma qualquer... — Escute aqui, sua velha desgraçada, se me chamar de qualquer mais uma vez, eu vou esquecer que a senhora é idosa e vou descer a mão! — disse ela com os nervos a flor da pele. — Por favor! — ele suspirou. — Se acalme Any. — se virou para a velha. — Dona Clarice, eu tenho muito respeito pela senhora, é uma das mais antigas funcionarias e tudo, mas eu peço, por favor, que não se meta nisso. O que quer que tenha visto ontem, eu sei que não foi uma cena muito agradável de se ver, mas não era permitida a entrada de ninguém enquanto... — ela o interrompe. — Uma pouca vergonha! — ela disse encarando Any. — Não vê que essa garotinha não vale nada? Ela só quer destruir seu casamento. — apontou Any com desdém. — Sua esposa sim, é uma boa mulher. Josh encarou a cacheada como se pedisse pra ela não ligar. — Dona Clarice... — ele suspirou. — Isso é um assunto particular, pode ter certeza que eu tenho os meus motivos para fazer o que eu faço. E eu pediria, por favor, que a senhora não se metesse nisso, pode, por favor, me entregar à foto que diz ter? — Isso não é justo senhor, eu... — Por favor. — ele continuou. A mulher pegou o celular e procurou a foto, depois que achou entregou pra ele, que ficou surpreso ao ver a imagem, era tão íntima e tão nítida que ele ficou extremamente sem graça na frente daquela senhora. Any apenas observava tudo, calada. — Pretendia entregar isso pra minha esposa a troco de que? — ele disse mostrando o celular. — Eu não vou nem um pouco com a cara dessa vagabunda por qual o senhor está trocando sua esposa... Queria que ela parasse de atormentá-lo. — parou de falar ao sentir alguém puxando seus cabelos quase a derrubando da cadeira. Joshua levantou mais que depressa, antes que Any agredisse a velha. — Any, por favor, para com isso! — ele pediu, afastando-a da mulher que arrumava os cabelos, assustada. — Ela é uma idosa, pelo amor de Deus... — Você não vê que ela está me xingando? — Any o encarou, incrédula. — Ignore! — ele disse, voltando a olhar para a mulher. — Dona Clarice, eu não quero mais saber desse assunto aqui na empresa. — pegou o celular da senhora e apagou a foto. — Se a Sofya ficar sabendo disso por outra pessoa que não seja eu, eu serei obrigado a afastá-la dos seus serviços. E por favor, não me obrigue a fazer isso, até por que é um assunto pessoal, bastante pessoal e íntimo meu. — entregou o celular dela. — Obrigado, está liberada. A mulher se levantou, encarou Any com superioridade e saiu sem dizer nada. A garota se preparou pra sair também, mas ele a puxou pelo braço. — Me larga! — soltou-se dele, que a olhou confuso. — O que eu fiz? — ele perguntou. — O que eu fiz? — ela o encarou com ironia. — O que você NÃO fez! Aquela mulher me xingou de todos os nomes possíveis e você sequer abriu a boca pra me defender! — Meu amor eu... — Já chega Joshua, eu vou sair pra almoçar. — ela se virou e foi saindo. — Espero que se divirta com sua mulherzinha na casa dos seus sogrinhos. — disse sem parar de caminhar, por fim saiu. — Any, espera, por favor... — ele saiu e a encontrou arrumando a bolsa. — Sabe que eu não quero ir pra lugar nenhum. — Não tem nada que se explicar pra mim... — disse ela colocando suas coisas dentro da bolsa. — Eu sou apenas uma vagabunda. — disse entrando no elevador com pressa. Ele suspirou olhando a porta do elevador se fechar, não sabia o que dizer diante disso. Mas ele tinha certeza que ela não era uma vagabunda, ele a amava, só não sabia como fazer nessa situação. Quando o elevador se fechou ela caiu no choro, encostou-se a parede do elevador e abraçou a bolsa com força. Não sabia por que, mas tinha machucado muito quando ele disse que não queria que Sofya descobrisse sobre ela.  Doeu ver aquela mulher chamando-a de tantos xingamentos e ele sequer a mandou calar a boca para defendê-la. Doeu notar que ele não se importou quando ela saiu chateada. Tinha doido sim, muito e ela estava cada vez mais certa de que o amava, de que não era apenas uma aventura. Estava apaixonada por ele. Percebeu que o elevador iria abrir e tratou de enxugar suas lágrimas, não iria chorar na frente de ninguém, não queria que ninguém a apontasse como uma amante sofredora, tinha seu orgulho e isso ela não permitiria.  Saiu do elevador com a cabeça erguida e seu nariz empinado de sempre. Foi até seu fusca e o ligou com um pouco de dificuldade. Depois foi almoçar bem longe, queria respirar. ¨¨¨¨ Joshua estava pensativo até que é interrompido por um grito escandaloso, suspirou e pôs a mão no rosto, Sofya atravessou a porta com o chihuahua no colo. — Baby Blue! — ela sorriu indo até ele. — Já cheguei! — disse colocando Rupert no rosto dele para que o cachorrinho recebesse um beijo. — Notei. — deu meio sorriso dando um beijo na barriga do cãozinho.  Sofya lhe deu um selinho demorado. — Onde está a vulgar a sua secretária? — procurando pelos lados. — Sofya, respeita as pessoas. — ele pediu sentindo sua cabeça latejar. Ela deu de ombros. — Any já saiu pra almoçar. — Ótimo, então vamos que mamãe nos quer para o almoço, ela está nos aguardando com o meu pai! Vamos coelhinho! — dando pinotes. Josh estava completamente desesperado. Odiava ir à casa dos sogros. Sem ter escolha ele apenas assentiu e acompanhou a esposa.  O caminho não podia ser mais entediante, Sofya ficava falando sobre a novela, ou então sobre Rupert que machucara a patinha, e blá... Ele não estava ouvindo mesmo. Estava pensando em Any, não queria que ela pensasse daquela forma, teria que conversar com ela. — Meu amor! — Sofya chamou. — O que foi? — ele disse voltando a atenção pra ela. — A casa dos meus pais já passou e você nem percebeu! — apontou pra trás. — Está no mundo da lua coelhinho! — Desculpe, eu estou um pouco distraído. — fazendo o retorno. ¨¨¨¨ — Mamãe! — ela disse assim que entraram na luxuosa casa. — Eu disse que ele viria não disse? — Oh querida. — abraçou Sofya e olhou Josh com um sorrisinho falso. — Como vai querido? Josh apenas deu um sorriso de leve, Rosana era uma mulher tão superficial que ele se sentia m*l quando ficava muito tempo perto dela. Era dez vezes mais insuportável que Sofya. — Bem Rosana, e você? — Estou muito bem. — disse abraçando Sofya de lado. — Coloque Rupert pra fazer companhia ao Noel. — apontou o cãozinho da raça Yorkshire, Sofya assim o fez. — Xavier querido... Sua filha já está aqui. — disse assim que chegaram à sala de visita, onde o pai de Sofya resolvia alguns assuntos na internet. — Boa tarde. — ele disse enquanto se levantava para cumprimentá-los. — Que surpresa boa Josh.
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