— Eu acho que aquela desgraça da mulher dele é tão burra que não deve nem saber t*****r. — Any disse pondo o cabelo atrás da orelha. — Pelo amor... Ela não sabe a delícia que ela tem em casa, tadinho do meu chefinho, eu vou resgatá-lo da torre do dragão. — disse com carinha de pena, fazendo Sina rir alto.
— Amiga você não presta. — disse chocando as mãos. — Nós somos fodas!
— Eu sei... — se achou. — Eu sei.
O garçom chega com os pedidos e elas almoçam em um clima alegre, Sina contava suas péssimas experiências, parecia que os homens normais estavam sumindo. A loira não tinha muita sorte com suas conquistas.
Terminaram de almoçar e foram caminhar um pouco ali perto, já que Any ainda tinha uma hora livre.
— Eu odiei, ODIEI! — Sina vinha reclamando. — Além de ter o p*u pequeno ainda era fino.
— Sina, não fica assim amiga, você ainda vai achar um homem que te tire da terra, pode apostar. — Any disse abraçando a amiga de lado, enquanto caminhavam.
— Será que vai demorar muito? Não aguento mais o meu vibrador...
Any gargalhou e sentiu alguém cutucá-la no ombro, tomou um susto e se virou para ver quem era e deu de cara com Pedro.
— Pedro... Que susto! — pôs a mão no peito.
— Desculpa. — o moreno sorriu sem jeito. — Tudo bem meninas?
— Tudo sim. — Any respondeu.
— Bem Pedro, e você? — Sina sorriu simpática.
— Eu estou bem. Nossa que coincidência encontrar vocês por aqui. — ele disse enquanto andava junto com elas.
— Pois é... — Any forçou um sorriso. — O que faz aqui, Pedro?
— Eu vim resolver um assunto para a minha mãe... E vocês?
— Eu vim almoçar com a Any, ela está em horário de almoço. — Sina disse.
— Ah, entendi. — ele acariciou o cavanhaque. — Any, será que a gente podia conversar um minutinho?
— Sabe o que é Pedro, eu estou atrasada e...
— Por favor, eu não vou tomar nem cinco minutos. — ele disse com o olhar piedoso.
Any encarou Sina disfarçadamente como se pedisse ajuda, mas a loira não sabia o que fazer.
— Eu juro que não vou fazer nada. — ele sorriu.
— Ok. — Any suspirou vencida.
— Bem, eu vou te esperar ali no banco Any. — Any apenas assentiu e Sina caminhou até um banco e sentou-se.
— E então? — a cacheada cruzou os braços.
Pedro apenas a encarou sorrindo de canto.
— Any... — ele passou a mão nos cabelos descendo para a nuca. — O que está acontecendo com a gente?
— Perdão. — Any pareceu não entender. — Como assim o que está acontecendo com a "gente"?
— É que você vive me ignorando, vive me desprezando... — ele suspirou tristemente. — Eu fiz alguma coisa pra você? — ele a encarou.
Ela engoliu o seco. O pior que não... Ele não tinha feito nada pra ela, simplesmente não queria ficar com ele. Não gostava dele como homem e sim como amigo.
— Não Pedro... — ela explicou abrindo um sorriso sem graça. — Não é nada disso.
— E então?
— Então o que? — ela o encarou com cara de "hã".
— Podemos sair essa noite? — ele abriu um sorriso esperançoso. — Posso te levar em um lugar melhor, eu sei que aquele bar que eu te levei naquele dia andava meio caído, mas dessa vez... — ela o interrompeu.
— Não Pedro. — disse ela. — Olha, eu gosto de você, gosto da sua amizade... Mas eu não te amo. — ele fechou o sorriso. — Não consigo olhar pra você de outra forma, entende? Nós crescemos juntos, nos conhecemos desde pirralhos, eu não me imagino namorando você. Não me imagino estando ao seu lado do jeito que você quer que eu esteja.
— Tem outro cara não é? — ele sorriu insosso.
Any respirou fundo e assentiu com a cabeça.
— Eu sabia. — ele olhou pra cima em busca de ar. — Você sempre recebia meus beijos de bom grado, agora me rejeita em todo o momento.
— Não é bem assim. — ela disse encarando outro lugar. — Eu nunca gostei de você como homem, você sempre soube que o nosso lance era puro passatempo Pedro.
— Não esfrega isso na minha cara Any. — ele suplicou.
Ela abaixou a cabeça, arrependida.
— Você sabe que eu sempre gostei de você e esse foi o único jeito que eu arrumei de ficar contigo, sempre soube que eu queria algo mais do que ser um simples passatempo pra você.
— Pedro, você é meu amigo e eu te amo desse jeito. Como amigo. — ela murmurou. — Sabe que eu nunca te dei esperanças de nada, sempre deixei tudo muito claro pra você.
Ele apenas a encarou e assentiu com a cabeça.
— Ok Any... Você que sabe. — pôs a mão no bolso. — Se acha que esse cara é a pessoa certa pra você...
Any engoliu o seco, será que Joshua era o homem certo pra ela? Bem, isso nem ela mesma sabia, o que sabia era que gostava muito dele, gostava de uma forma que nunca gostou de homem nenhum.
— Tudo bem.
— Obrigado por entender. — ela mordeu o lábio.
Ele apenas assentiu e saiu sem falar mais nada. Any ficou observando-o sair, se sentia m*l por saber que tinha deixado ele triste, mas o que ela podia fazer? Não podia ficar com uma pessoa que não queria apenas por que sentia pena da mesma. Não mesmo.
— Estava se declarando outra vez? — ela se virou e viu Sina a encarando com uma carinha de riso.
— Sim... — Any suspirou. — Pra variar. — pegou sua bolsa dos braços de Sina e as duas foram caminhando até o prédio.
— Às vezes me dá pena dele. — a loira disse. — Mas meu, ele bem que podia desencanar né?
— Se é... — Any riu. — Apesar de me sentir culpada, estou me sentindo mais aliviada, ter mandado a real pra ele deve ter servido de alguma coisa, pelo menos eu acho. — rolou os olhos.
— Ah, com certeza.
Não demorou a que as duas chegassem ao enorme edifício.
— Ain porrinha, obrigada por ter vindo almoçar comigo. — Any disse com um sorriso, enquanto abraçava Sina de lado.
— Que nada. — deu de ombros. — Comer de graça é comigo mesmo! — riu.
— i****a! — deu um pedala nela. — Vou subir, antes que meu chefinho mande a polícia atrás de mim. — piscou arrancando risos de Sina. — Beijos, vai pela sombra!
Any subiu e adentrou no escritório, Joshua estava falando no telefone. Era tão lindo, parecia que fora esculpido por anjos. Ele notou a presença dela e logo desligou o telefone.
— Enfim senhorita Soares... — ele riu. — Estava quase chamando a polícia.
Any gargalhou, enquanto ia até ele e lhe dava um selinho demorado.
— Desculpe o atraso. — encostou-se a mesa. — Estava falando com quem?
— Com a Sofya.
Any engoliu o seco e forçou um sorriso.
— Ahh... — ela fingiu não se importar. — Enfim, eu vou trazer os gráficos do restaurante pra você ver... — ia saindo, mas ele a pega pelo braço.
— Ficou chateada por eu estar falando com ela? — ele a encarou sério.
— Claro que não. — ela disse rapidamente. — Ela é sua mulher não é? —esfregou o nariz.
— Vamos sair hoje à noite. — ele disse.
Any coçou a nuca, bastante incomodada, por que ele estava falando pra ela que iria sair com Sofya? Será que ele não sabia que pra ela não interessava o que ele fazia com aquela acéfala?
— Ah... Divirtam-se, então. — ela disse assentindo com a cabeça.
— Não, estou dizendo que vamos sair, eu e você... — ele explicou e ela sorriu abertamente. — Isso é, se você quiser, claro.
— É claro que eu quero, meu amor. — passando os braços em volta do pescoço dele, e o puxando para si, em um beijo molhado. Depois de um tempo separaram e se encararam. — Mas e a sua mulher? — ela disse dengosa, enquanto brincava com a gravata dele.
— Disse a ela que vou ter que ficar no escritório até mais tarde hoje e para ela não me esperar acordada. Me fez jurar de dedo mindinho que você não estaria aqui. — ele riu da alienação de Sofya.
— Hum, mas você jurou que eu não estaria aqui. — ela riu.
— Mas você realmente não vai estar aqui... Estaremos em outro lugar! — piscou.
— E pra onde pretende me levar? — ela ergueu a sobrancelha.
— Você que escolhe... Eu gostei daquele tipo de lugar, que você escolheu naquele dia.
— Hum, está virando um botequeiro? — ela gargalhou e ele a beijou de novo. — Ok, eu gostei disso. — disse assim que separaram. — Mas eu conheço outro que fica em Copacabana, na beira do mar. É igual aquele só que não tem karaokê... Em compensação é som ao vivo todos os dias.
— Ótimo gatinha, eu não preciso de karaokê pra viver. — ele gargalhou.
— Mas é legal tá?
— Ok, mas vamos nesse na beira do mar. — ele disse com um biquinho. Ela assentiu. — A próxima vez eu vou escolher o lugar, ok?
— Hum, ok... — os dois chocaram as mãos. — E pra onde vai me levar?
— Surpresa. — ele deu um sorrisinho malicioso. — Você vai adorar.
— E quando vamos? — ela perguntou sorridente.
— Na próxima semana.
— Porque tem que demorar tanto? — fez um biquinho, ele sorriu e deu um selinho no bico dela.
— Eu tenho certeza que vai valer a pena... Eu tenho certeza que você nunca esteve nesse lugar.
— Sério? — ele assentiu. — E como pode ter tanta certeza? Eu já fui a muitos lugares ok? Ah não ser que seja um lugar muito fino por que...
— Shii... — ele disse com um sorriso bobo. — É só esperar pra ver, sim? — ela assentiu. — Agora vamos ao trabalho.
Ela assentiu ainda intrigada e curiosa, onde seria esse tal lugar?
¨¨¨¨
À noite, os dois se encontraram no estacionamento, para não levantar nenhuma suspeita.
— Enfim, pensei que não desceria mais... — ela disse de dentro do fusca.
— Já estou aqui, não precisa chorar. — ele riu se debruçando na janela. — Como vai ser? Você vai e eu te sigo, ou vamos juntos?
— É melhor eu ir e você me seguir. — ela sorriu. — Afinal acho que vai ficar tarde pra voltar aqui e pegar meu carro.
— Tudo bem, você que sabe... — disse dando um selinho nela. — Então vamos?
Ela assentiu e ligou o carro, demorou um pouquinho, mas ele ligou. Josh ria baixinho.
— Se soltar mais algum riso do meu carro eu faço greve de sexo. — ele parou de rir e a encarou sério.
— Desculpa. — ligando seu carro e observando ela dando a ré.
Any sorriu sozinha, tadinho. Provavelmente se ela fizesse uma greve ele enlouquecia, podia apostar que t*****r com a loira burra não era nada comparado ao que era t*****r com ela.
Dirigiu até um restaurante, na verdade não sabia explicar o que era aquele lugar, era uma espécie de restaurante que servia frutos do mar, petiscos, bebidas alcoólicas, mas também era como uma balada pagodeira e metade bar. Realmente não sabia explicar, mas era muito divertido.
— Temos que arrumar algum lugar pra sentar... — ele disse perto do ouvido dela, que ergueu o pescoço em busca de um lugar pela parte de trás.
— Ali tem um amor. — disse pegando a mão dele e o arrastando até a mesa. — Vamos antes que peguem! — ela riu divertida, enquanto corriam até a mesa. — É nossa! — disse ao sentar.
— Você é louca! — ele disse ao sentar. — Nunca tinha corrido atrás de uma mesa. Ao contrário, eles que correm atrás de mim pra sentar.
— Bem, mas tudo tem uma primeira vez. — piscou.
O garçom se aproximou.
— Boa noite. — os dois o cumprimentaram e ele colocou o cardápio na mesa.
— Tem caranguejo? — ela perguntou e o garçom assentiu.
— Caranguejo? — Josh perguntou como se aquilo fosse coisa do outro mundo.
— Sim, ué... — ela sorriu. — Nunca comeu carne de caranguejo? — ele negou. — Não sabe o que perde... É uma delicia! — se virou para o garçom. — Trás uma porção e uma caipirinha pra mim. — o garçom anotou. — O que vai querer beber? — perguntou, enquanto ele via o cardápio.
— Me trás uma cerveja.
O garçom anotou tudo e se retirou.
— Que banda é essa? — ele apontou para o palco.
— Não sei, não conheço... — Any sorriu. — Mas eu acho que eles estão fazendo cover do Belo, desde que chegamos eu só escuto as músicas dele.