Capitulo 33

2336 Palavras
O elevador abriu e eles saíram, caminharam uns quatro metros e logo chegaram até uma porta muito bonita e sofisticada. — Nossa, se até a porta é assim, imagine dentro. — Any riu, enquanto Josh passava o cartão magnético para que a porta abrisse.  Ele abriu a porta e Any riu de si mesma, ela estava certa. O quarto era o melhor de tudo, logo na entrada tinha uma pequena sala, com um jogo de sofás, uma TV de quarenta e duas polegadas e uma estante com alguns livros e uma mesa redonda de madeira maciça, com quatro cadeirinhas. o ambiente tinha uma iluminação fraca, mas agradável, também tinha alguns quadros na parede. O outro ambiente era um quarto, tinha uma enorme cama de casal, uma cômoda com outra TV, e um roupeiro que ia pela parede inteira, no centro da cama tinha um lustre que parecia de época, e uma janela enorme ao lado da cômoda, que dava pra ver boa parte da capital francesa. rústico. Essa era a palavra para definir o lugar. E o outro ambiente era um banheiro gigante, com hidromassagem e um box amplo. — Hidromassagem! — ela sorriu, excitada. — Ainda é maior do que a nossa. — ele disse parado no batente da porta. — Bom pra fazer amor aí dentro. — ele mordeu o lábio a encarando fixamente. Merda, estava tão e******o, precisava f********o. Any com essa greve já o estava enlouquecendo. — Realmente... Boa mesmo. — ela foi até ele o abraçando. — Talvez na segunda a gente faça bem gostoso. — lhe deu um selinho demorado. — Talvez? — ele arregalou os olhos. — Talvez uma pinóia. Nós vamos fazer sim. Any gargalhou. — Corrigindo amor... Vamos fazer se eu quiser. Se eu não quiser não vamos fazer. — mordiscou a orelha dele, com um sorrisinho safado. — Entendeu baby? — Entendi. — ele sussurrou, olhando a boca dela. — Ér... — suspirou. — Só não judia muito de mim amorzinho... — fez um biquinho.  Ela riu o empurrando de leve para que ele saísse do meio da passagem. — Não judiarei tanto. — ela piscou, saindo do banheiro. — Ai, eu estou tão cansada. — se jogando na cama. — Não está com fome? — Ai amor, pede só uma torta pra mim. — ela fez uma careta. — É que eu ainda estou com o estômago um pouco embrulhado. Ele se aproximou e pegou o telefone, sentou ao lado da cacheada e discou os números da recepção pedindo uma salada de palmito para ele, pois também não estava com muita fome e uma torta de morango com chantilly  para Any, e uma coca-cola. Any foi tomar um banho enquanto esperava a comida chegar, tomou um banho demorado e saiu enrolada em uma toalha. A comida já estava lá e Josh já comia sua salada, enquanto via um programa de TV em espanhol. — Enfim, algo que eu entenda. — ela brincou, se referindo à TV. — Porque não me esperou seu guloso? — disse tirando a toalha e ficando completamente nua enquanto buscava sua roupa. Josh parou de comer e engoliu o seco observando-a ali, completamente nua. Any sentiu que ele estava olhando e sorriu satisfeita. — É... Quis comer logo. — ele passou a mão no rosto, nervoso. — Algum problema? — ela se aproximou com uma calcinha na mão e uma blusinha na outra. — Any... — ele mordeu o lábio, olhando secamente para os s***s dela. — Você está me provocando. — ele reclamou descendo os olhos para a i********e da garota. — Depois eu faço as coisas com você e você acha r**m. — ergueu a sobrancelha, mordendo o lábio. — Não estou fazendo nada demais baby. — ela disse vestindo a calcinha. — Estou apenas trocando de roupa na frente do meu homem. — ela mordeu o lábio. — Toda mulher faz isso. — deu de ombros.  Ele fechou os olhos com força, tentando evitar a tentação. — Mas as mulheres que fazem isso não fazem greve de sexo. — ele acusou invocado. — Porque são trouxas. — Any piscou, vestindo a blusinha. — Ah graças a Deus. — ele riu, estendendo a mão até a mesa e pegando um pratinho que continha uma fatia de torta com a aparência ótima. — Toma, vê se come tudo. — Huuum, que delícia. — ela disse com um sorrisão. — Estou até esquecendo o meu enjoo. — Come que daqui a pouquinho passa. — dando outra garfada em sua salada. Os dois comeram enquanto via TV. Josh terminou de comer e foi tomar um banho e Any foi se trocar e ficou esperando o loiro deitada. Quando ele saiu, vestiu uma calça de moletom e ajustou a temperatura do ar condicionado. Deitou ao lado de Any e ela deitou no peito dele, m*l podia acreditar que dormiria agarradinha com seu homem durante quatro noites seguidas. Os dois trocaram uns beijos e Josh já estava tentando faze-la mudar de opinião a respeito da greve, mas a cacheada se manteve firme e forte para a tristeza do loiro. — Merda Any, só umazinha. — ele resmungou choroso. Any apenas negou com um sorrisinho angelical, enquanto se cobria com o edredom. Josh suspirou e foi outra vez em direção ao banheiro, maldita greve! Any gargalhou ao vê-lo bater a porta, irritado. Josh ficou mais alguns minutos no banheiro "se aliviando" como podia. Depois saiu e viu que Any já dormia encolhida, apesar de irritado ele conseguiu sorrir ao vê-la dormindo como um anjo, coisa que ela estava longe de ser.  Abaixou a temperatura do ar e deitou-se ao lado dela, que resmungou um pouco e deitou no peito dele, pegando no sono outra vez. E assim os dois passaram a noite. ¨¨¨¨ No dia seguinte, o telefone estava tocando insuportavelmente. Any ainda de olhos fechados apalpou o criado mudo em busca de telefone e o puxou. — Alô! — resmungou sonolenta. — Any Gabrielly! — ouviu o berro e deu um pulo, maldita coelha! — O que está fazendo no mesmo quarto do meu marido? — Sofya berrou histérica. — Você tem certeza que não sabe, sua chifruda? — ela disse baixo, vendo que Josh estava dormindo profundamente. — COMO É? — Sofya arregalou os olhos. — Isso mesmo que a senhora ouviu... Meu chefinho e eu fizemos amor a noite toda. — mentiu e pôs o dedinho na boca. — Maldita! — Sofya grunhiu. — Vai me pagar caro por isso sua cafona! Vou fazer você ficar careca! — Ui, que meda. — Any rolou os olhos. — Vou desligar, depois eu digo que você ligou. — observando Josh se mexer. — Eu quero falar com o meu marido agora mesmo, e se você desligar eu ligo outra vez, e outra vez, e mais outra vez... Joshua abriu os olhos e encarou Any, confuso. Ela apenas rolou os olhos apontando o telefone. — Sua mulher... — Any disse colocando a mão na boca do telefone.  Josh rolou os olhos, com tédio. — Merda... — sussurrou enquanto estendia a mão.  Any entregou o telefone e ele pôs no ouvido. — E mais outra milésima vez... — Sofya continuava falando.  Joshua a interrompeu. — Sofya, o que foi agora? — ele perguntou bocejando, enquanto sentava na cama. — Coelho! — ela disse sentando na cama. — Pode me explicar o que essa p**a de bordel, está fazendo no mesmo quarto que você? — Sofya, Any e eu resolvemos dividir o quarto...  Any prendeu o riso, enquanto abraçava o travesseiro.  — Não vem dar ataques de histerismo agora, pelo amor de Deus. — ele pediu impaciente. — AAAAAAAAAA! — Sofya gritou.  Ele afastou os ouvidos, cerrando os punhos.  — Você está dizendo na minha face, que está acasalando com essa menina vulgar! — Que acasalando p***a nenhuma, quem me dera... — ele soltou distraído referindo-se a greve de Any. — COMO É? — Nada... — se corrigindo. — Olha Sofya, na boa, são sete e trinta da manhã aqui, ai deve ser umas três da madrugada, vai dormir pelo amor de Deus. — pediu suspirando. — Ela me disse! — acusou. — Ela me disse que vocês fizeram um sexo nojento a noite toda, não é nem digno de ser chamado de acasalamento. — a loira pôs a mão na cabeça, nervosa. — Claro que não. — ele explicou observando Any, que estava deitada mexendo no celular. — Ela disse pra mim! — garantiu. — Sofya como você conseguiu o número do hotel onde eu estou hospedado? — Perguntei para a Úrsula. — deu de ombros e Joshua suspirou. — Ok, e você ligou pra que? — Como assim para que? — ela irritou-se. — Para saber como o meu marido estava! — Estou muito bem, obrigado. E você? — Estou tentando me conformar com o fato de você estar me traindo embaixo do meu nariz. — ela disse chorosa. — Sofya, eu estou cansado, está muito cedo... Vai dormir e para de pensar nisso, por favor, você já está ficando ridícula. Adeus, se cuida. — desligou. — Sua mulher é muito insuportável Josh. — Any reclamou enquanto o chamava, pra deitar com ela. — Any é verdade que você disse pra ela que a gente tinha transado? — ele cruzou os braços. — Mas é claro que não! — ela arregalou os olhos, mentindo. — Essa mulher é completamente perturbada da cabeça. — disse negando com a cabeça.  Sofya jamais se daria bem à custa dela, seria sua palavra contra a da loira. — Não sei mais o que fazer com ela. — ele suspirou, sentando na cama. Any o encarou e viu que ele tinha acreditado nela, sentou-se e o abraçou por trás. — Se separa dessa louca logo meu amor. — beijando as costas nuas de Josh. — Eu não sei como você aguenta essa mulher maluca... — Nem eu. — ele forçou um sorriso. — Vem, vamos deitar mais um pouquinho que você precisa descansar bastante para o tal do congresso. — ela riu e ele concordou. Os dois deitaram mais um pouquinho e dormiram até às dez da manhã. Josh pediu um café da manhã reforçado para os dois. Após tomarem o café, tomaram banho juntos em meio a beijos ousados, mas nada de sexo, Any era muito determinada e só quem sofria era seu chefe, que estava cheio de amor pra dar. Ao meio dia, saíram do hotel para dar uma volta por Paris para aproveitar o dia fresquinho que fazia, Josh alugara um carro no hotel, o que facilitou a locomoção de ambos. O primeiro lugar que Any fez questão de visitar foi a famosa Torre Eiffel. — Oh meu Deus! — ela disse assim que desceu do carro, levantando os óculos de sol. — É tão linda. — observando a torre. — Verdade. — ele sorriu. — É um dos espetáculos arquitetônicos mais perfeitos da terra. — ele disse e******o. — Quem construiu? — ela perguntou curiosa. — Gustavo Eiffel... — ele encarou a torre colocando a mão no bolso. — Começou a ser construída em 1887 e foi inaugurada em trinta e um de março e 1889. — Nossa como você sabe tanto? — ela mordeu o lábio. — Amor, eu sou arquiteto. — riu. — Tenho obrigação de saber disso... Toma sua câmera. — ele estendeu pra ela. Any estendeu a mão e pegou a câmera, começando a bater várias fotos, não podia crer que estava na frente da Torre Eiffel. — Tira uma foto minha meu amor! — disse dando pinotes alegres, enquanto estendia a câmera pra ele.  Ele sorriu e pegou a câmera, batendo várias fotos da garota, que fazia muitas poses engraçadas.  — Vem amor, vamos tirar uma foto juntos. — ela chamou com a mão. — Ok. — disse olhando ao redor, enxerga um casal de idosos caminhando tranquilamente. Aproxima-se dos dois. — Olá, podem tirar algumas fotos nossas? — ele perguntou em francês. — Claro. — o velhinho respondeu com um sorriso. Josh lhe entregou a câmera e o senhor tirou várias fotos dele com Any, algumas abraçados, outras fazendo umas poses doidas que Any inventara, algumas dando beijinhos. Agradeceram aos senhores pela atenção prestada e os dois seguiram seu caminho. — Simpáticos não? — Josh disse, os observando caminhar lentamente. — Sim, muito simpáticos. — ela dizia olhando as fotos. — Vêm, vamos entrar. — ele chamou, pegando a mão dela. — Vamos sim! — dizia com os olhinhos brilhando. Os dois adentraram a torre e Any se admirou ao ver que dentro tinham algumas lojas, só sabia do restaurante, agora ver lojas ali foi uma surpresa para ela. — Caramba! — ela gemeu olhando ao redor. — Está gostando? — ele disse a abraçando pela cintura. — Muito amor. — ela disse se virando e o beijando. — Eu nem acredito que estou nesse lugar com você, parece mais um sonho. — Pois não é um sonho, é muito real. — roçando os lábios. — E essa é a primeira de muitas. — Te amo. — ela sussurrou. — Não mais que eu. — disse beijando-a.  Any deu umas mordidinhas no lábio dele, fazendo-o rir. Ela o encarou. — Qual é a graça? — sorrindo. — Fez cocegas... Sei lá, me deu vontade de rir. — disse rindo. — Que bestão. — deu um pedala nele. — Vem, vamos ao restaurante. — Não. — ele disse a impedindo. — Por quê? — confusa. — Quero deixar pra te trazer ao restaurante amanhã à noite. Hoje vamos passear pela cidade, e à noite vamos ao congresso. Amanhã vou te levar ao Arco do Triunfo  e a Catedral de Notre Dame. — Onde morava o Quasímodo? — ela arregalou os olhos. — Quasímodo? — confuso. — Que Quasímodo é esse, Any? — perguntou ciumento e a garota começou a rir. — Não tem graça! — grunhiu. — Ande me diga, quem é esse sujeito? 
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