O elevador abriu e eles saíram, caminharam uns quatro metros e logo chegaram até uma porta muito bonita e sofisticada.
— Nossa, se até a porta é assim, imagine dentro. — Any riu, enquanto Josh passava o cartão magnético para que a porta abrisse.
Ele abriu a porta e Any riu de si mesma, ela estava certa. O quarto era o melhor de tudo, logo na entrada tinha uma pequena sala, com um jogo de sofás, uma TV de quarenta e duas polegadas e uma estante com alguns livros e uma mesa redonda de madeira maciça, com quatro cadeirinhas. o ambiente tinha uma iluminação fraca, mas agradável, também tinha alguns quadros na parede.
O outro ambiente era um quarto, tinha uma enorme cama de casal, uma cômoda com outra TV, e um roupeiro que ia pela parede inteira, no centro da cama tinha um lustre que parecia de época, e uma janela enorme ao lado da cômoda, que dava pra ver boa parte da capital francesa. rústico. Essa era a palavra para definir o lugar. E o outro ambiente era um banheiro gigante, com hidromassagem e um box amplo.
— Hidromassagem! — ela sorriu, excitada.
— Ainda é maior do que a nossa. — ele disse parado no batente da porta. — Bom pra fazer amor aí dentro. — ele mordeu o lábio a encarando fixamente. Merda, estava tão e******o, precisava f********o. Any com essa greve já o estava enlouquecendo.
— Realmente... Boa mesmo. — ela foi até ele o abraçando. — Talvez na segunda a gente faça bem gostoso. — lhe deu um selinho demorado.
— Talvez? — ele arregalou os olhos. — Talvez uma pinóia. Nós vamos fazer sim.
Any gargalhou.
— Corrigindo amor... Vamos fazer se eu quiser. Se eu não quiser não vamos fazer. — mordiscou a orelha dele, com um sorrisinho safado. — Entendeu baby?
— Entendi. — ele sussurrou, olhando a boca dela. — Ér... — suspirou. — Só não judia muito de mim amorzinho... — fez um biquinho.
Ela riu o empurrando de leve para que ele saísse do meio da passagem.
— Não judiarei tanto. — ela piscou, saindo do banheiro. — Ai, eu estou tão cansada. — se jogando na cama.
— Não está com fome?
— Ai amor, pede só uma torta pra mim. — ela fez uma careta. — É que eu ainda estou com o estômago um pouco embrulhado.
Ele se aproximou e pegou o telefone, sentou ao lado da cacheada e discou os números da recepção pedindo uma salada de palmito para ele, pois também não estava com muita fome e uma torta de morango com chantilly para Any, e uma coca-cola.
Any foi tomar um banho enquanto esperava a comida chegar, tomou um banho demorado e saiu enrolada em uma toalha. A comida já estava lá e Josh já comia sua salada, enquanto via um programa de TV em espanhol.
— Enfim, algo que eu entenda. — ela brincou, se referindo à TV. — Porque não me esperou seu guloso? — disse tirando a toalha e ficando completamente nua enquanto buscava sua roupa.
Josh parou de comer e engoliu o seco observando-a ali, completamente nua. Any sentiu que ele estava olhando e sorriu satisfeita.
— É... Quis comer logo. — ele passou a mão no rosto, nervoso.
— Algum problema? — ela se aproximou com uma calcinha na mão e uma blusinha na outra.
— Any... — ele mordeu o lábio, olhando secamente para os s***s dela. — Você está me provocando. — ele reclamou descendo os olhos para a i********e da garota. — Depois eu faço as coisas com você e você acha r**m. — ergueu a sobrancelha, mordendo o lábio.
— Não estou fazendo nada demais baby. — ela disse vestindo a calcinha. — Estou apenas trocando de roupa na frente do meu homem. — ela mordeu o lábio. — Toda mulher faz isso. — deu de ombros.
Ele fechou os olhos com força, tentando evitar a tentação.
— Mas as mulheres que fazem isso não fazem greve de sexo. — ele acusou invocado.
— Porque são trouxas. — Any piscou, vestindo a blusinha.
— Ah graças a Deus. — ele riu, estendendo a mão até a mesa e pegando um pratinho que continha uma fatia de torta com a aparência ótima. — Toma, vê se come tudo.
— Huuum, que delícia. — ela disse com um sorrisão. — Estou até esquecendo o meu enjoo.
— Come que daqui a pouquinho passa. — dando outra garfada em sua salada.
Os dois comeram enquanto via TV. Josh terminou de comer e foi tomar um banho e Any foi se trocar e ficou esperando o loiro deitada. Quando ele saiu, vestiu uma calça de moletom e ajustou a temperatura do ar condicionado.
Deitou ao lado de Any e ela deitou no peito dele, m*l podia acreditar que dormiria agarradinha com seu homem durante quatro noites seguidas. Os dois trocaram uns beijos e Josh já estava tentando faze-la mudar de opinião a respeito da greve, mas a cacheada se manteve firme e forte para a tristeza do loiro.
— Merda Any, só umazinha. — ele resmungou choroso.
Any apenas negou com um sorrisinho angelical, enquanto se cobria com o edredom. Josh suspirou e foi outra vez em direção ao banheiro, maldita greve! Any gargalhou ao vê-lo bater a porta, irritado.
Josh ficou mais alguns minutos no banheiro "se aliviando" como podia. Depois saiu e viu que Any já dormia encolhida, apesar de irritado ele conseguiu sorrir ao vê-la dormindo como um anjo, coisa que ela estava longe de ser.
Abaixou a temperatura do ar e deitou-se ao lado dela, que resmungou um pouco e deitou no peito dele, pegando no sono outra vez. E assim os dois passaram a noite.
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No dia seguinte, o telefone estava tocando insuportavelmente. Any ainda de olhos fechados apalpou o criado mudo em busca de telefone e o puxou.
— Alô! — resmungou sonolenta.
— Any Gabrielly! — ouviu o berro e deu um pulo, maldita coelha! — O que está fazendo no mesmo quarto do meu marido? — Sofya berrou histérica.
— Você tem certeza que não sabe, sua chifruda? — ela disse baixo, vendo que Josh estava dormindo profundamente.
— COMO É? — Sofya arregalou os olhos.
— Isso mesmo que a senhora ouviu... Meu chefinho e eu fizemos amor a noite toda. — mentiu e pôs o dedinho na boca.
— Maldita! — Sofya grunhiu. — Vai me pagar caro por isso sua cafona! Vou fazer você ficar careca!
— Ui, que meda. — Any rolou os olhos. — Vou desligar, depois eu digo que você ligou. — observando Josh se mexer.
— Eu quero falar com o meu marido agora mesmo, e se você desligar eu ligo outra vez, e outra vez, e mais outra vez...
Joshua abriu os olhos e encarou Any, confuso. Ela apenas rolou os olhos apontando o telefone.
— Sua mulher... — Any disse colocando a mão na boca do telefone.
Josh rolou os olhos, com tédio.
— Merda... — sussurrou enquanto estendia a mão.
Any entregou o telefone e ele pôs no ouvido.
— E mais outra milésima vez... — Sofya continuava falando.
Joshua a interrompeu.
— Sofya, o que foi agora? — ele perguntou bocejando, enquanto sentava na cama.
— Coelho! — ela disse sentando na cama. — Pode me explicar o que essa p**a de bordel, está fazendo no mesmo quarto que você?
— Sofya, Any e eu resolvemos dividir o quarto...
Any prendeu o riso, enquanto abraçava o travesseiro.
— Não vem dar ataques de histerismo agora, pelo amor de Deus. — ele pediu impaciente.
— AAAAAAAAAA! — Sofya gritou.
Ele afastou os ouvidos, cerrando os punhos.
— Você está dizendo na minha face, que está acasalando com essa menina vulgar!
— Que acasalando p***a nenhuma, quem me dera... — ele soltou distraído referindo-se a greve de Any.
— COMO É?
— Nada... — se corrigindo. — Olha Sofya, na boa, são sete e trinta da manhã aqui, ai deve ser umas três da madrugada, vai dormir pelo amor de Deus. — pediu suspirando.
— Ela me disse! — acusou. — Ela me disse que vocês fizeram um sexo nojento a noite toda, não é nem digno de ser chamado de acasalamento. — a loira pôs a mão na cabeça, nervosa.
— Claro que não. — ele explicou observando Any, que estava deitada mexendo no celular.
— Ela disse pra mim! — garantiu.
— Sofya como você conseguiu o número do hotel onde eu estou hospedado?
— Perguntei para a Úrsula. — deu de ombros e Joshua suspirou.
— Ok, e você ligou pra que?
— Como assim para que? — ela irritou-se. — Para saber como o meu marido estava!
— Estou muito bem, obrigado. E você?
— Estou tentando me conformar com o fato de você estar me traindo embaixo do meu nariz. — ela disse chorosa.
— Sofya, eu estou cansado, está muito cedo... Vai dormir e para de pensar nisso, por favor, você já está ficando ridícula. Adeus, se cuida. — desligou.
— Sua mulher é muito insuportável Josh. — Any reclamou enquanto o chamava, pra deitar com ela.
— Any é verdade que você disse pra ela que a gente tinha transado? — ele cruzou os braços.
— Mas é claro que não! — ela arregalou os olhos, mentindo. — Essa mulher é completamente perturbada da cabeça. — disse negando com a cabeça.
Sofya jamais se daria bem à custa dela, seria sua palavra contra a da loira.
— Não sei mais o que fazer com ela. — ele suspirou, sentando na cama.
Any o encarou e viu que ele tinha acreditado nela, sentou-se e o abraçou por trás.
— Se separa dessa louca logo meu amor. — beijando as costas nuas de Josh. — Eu não sei como você aguenta essa mulher maluca...
— Nem eu. — ele forçou um sorriso.
— Vem, vamos deitar mais um pouquinho que você precisa descansar bastante para o tal do congresso. — ela riu e ele concordou.
Os dois deitaram mais um pouquinho e dormiram até às dez da manhã. Josh pediu um café da manhã reforçado para os dois. Após tomarem o café, tomaram banho juntos em meio a beijos ousados, mas nada de sexo, Any era muito determinada e só quem sofria era seu chefe, que estava cheio de amor pra dar.
Ao meio dia, saíram do hotel para dar uma volta por Paris para aproveitar o dia fresquinho que fazia, Josh alugara um carro no hotel, o que facilitou a locomoção de ambos. O primeiro lugar que Any fez questão de visitar foi a famosa Torre Eiffel.
— Oh meu Deus! — ela disse assim que desceu do carro, levantando os óculos de sol. — É tão linda. — observando a torre.
— Verdade. — ele sorriu. — É um dos espetáculos arquitetônicos mais perfeitos da terra. — ele disse e******o.
— Quem construiu? — ela perguntou curiosa.
— Gustavo Eiffel... — ele encarou a torre colocando a mão no bolso. — Começou a ser construída em 1887 e foi inaugurada em trinta e um de março e 1889.
— Nossa como você sabe tanto? — ela mordeu o lábio.
— Amor, eu sou arquiteto. — riu. — Tenho obrigação de saber disso... Toma sua câmera. — ele estendeu pra ela.
Any estendeu a mão e pegou a câmera, começando a bater várias fotos, não podia crer que estava na frente da Torre Eiffel.
— Tira uma foto minha meu amor! — disse dando pinotes alegres, enquanto estendia a câmera pra ele.
Ele sorriu e pegou a câmera, batendo várias fotos da garota, que fazia muitas poses engraçadas.
— Vem amor, vamos tirar uma foto juntos. — ela chamou com a mão.
— Ok. — disse olhando ao redor, enxerga um casal de idosos caminhando tranquilamente. Aproxima-se dos dois. — Olá, podem tirar algumas fotos nossas? — ele perguntou em francês.
— Claro. — o velhinho respondeu com um sorriso.
Josh lhe entregou a câmera e o senhor tirou várias fotos dele com Any, algumas abraçados, outras fazendo umas poses doidas que Any inventara, algumas dando beijinhos. Agradeceram aos senhores pela atenção prestada e os dois seguiram seu caminho.
— Simpáticos não? — Josh disse, os observando caminhar lentamente.
— Sim, muito simpáticos. — ela dizia olhando as fotos.
— Vêm, vamos entrar. — ele chamou, pegando a mão dela.
— Vamos sim! — dizia com os olhinhos brilhando.
Os dois adentraram a torre e Any se admirou ao ver que dentro tinham algumas lojas, só sabia do restaurante, agora ver lojas ali foi uma surpresa para ela.
— Caramba! — ela gemeu olhando ao redor.
— Está gostando? — ele disse a abraçando pela cintura.
— Muito amor. — ela disse se virando e o beijando. — Eu nem acredito que estou nesse lugar com você, parece mais um sonho.
— Pois não é um sonho, é muito real. — roçando os lábios. — E essa é a primeira de muitas.
— Te amo. — ela sussurrou.
— Não mais que eu. — disse beijando-a.
Any deu umas mordidinhas no lábio dele, fazendo-o rir. Ela o encarou.
— Qual é a graça? — sorrindo.
— Fez cocegas... Sei lá, me deu vontade de rir. — disse rindo.
— Que bestão. — deu um pedala nele. — Vem, vamos ao restaurante.
— Não. — ele disse a impedindo.
— Por quê? — confusa.
— Quero deixar pra te trazer ao restaurante amanhã à noite. Hoje vamos passear pela cidade, e à noite vamos ao congresso. Amanhã vou te levar ao Arco do Triunfo e a Catedral de Notre Dame.
— Onde morava o Quasímodo? — ela arregalou os olhos.
— Quasímodo? — confuso. — Que Quasímodo é esse, Any? — perguntou ciumento e a garota começou a rir. — Não tem graça! — grunhiu. — Ande me diga, quem é esse sujeito?