Capítulo 3

1245 Palavras
Anely James Condomínio Richards 18 de abril de 2003 18:57  Tranco a porta e começo a andar em direção ao portão do condomínio. Decidi não trazer a minha bolsa comigo. Gosto de sair com as mãos livres. Em passos firmes e decididos cantarolando i'm coming out em minha cabeça vou em direção a um homem muito alto que parece estar me esperando. Ele disse algo em seu rádio ao me ver há uns 20 segundos — Boa noite — ele diz em um tom cortês. Aceno com a cabeça para ele e sorrio — O senhor Joseph já esta a sua espera! — ele me diz com um sorriso nos lábios Minha cabeça para de cantarolar a música. Passamos juntos pelo portão e vamos em direção a SUV preta. Ele abre a porta para mim, arqueia às duas sobrancelhas. Dou um tchauzinho para ele e entro no carro. Olho para o lado direito para finalmente ver o rosto do DR. Black e me surpreendo mais uma vez. Ele tem cabelos longos, é bonito, parece ser mais hidratado que o meu — Boa noite senhorita James — ele diz em um tom calmo. O tom da sua voz é leve, sexy e muito, mas muito carregado. Ele vira seu rosto para me encarar. Tento não demonstrar a minha surpresa. Eu estou quase ficando maluca, quais são as chances disso acontecer? Estendo minha mão para ele e a pega, e beija as costas da minha mão — Seu perfume é uma delícia — sussurra enquanto fecha seus olhos — Você que parece ser uma delícia, não vejo a hora de o provar — digo calmamente para ele que segura um sorrisinho Michael esta usando um terno preto com camisa branca. Sem gravata. Isso diz muito sobre ele, não gosta que mandem nele e pouco menos que tentem mandar nele. Seus cabelos estão em cachos, caem como uma cortina em volta de seu rosto — Esta muito linda esta noite senhorita James — ele diz enquanto passa seu dedo indicador por seu queixo — Posso dizer o mesmo e também devo elogiar seu perfume, é delicioso! — sussurro enquanto coloco meu cinto. Sorrindo ele olha para o outro lado, sua mão desliza até meu joelho enquanto ele olha a janela do carro, talvez esteja olhando o meu reflexo no vidro escuro. Pego sua mão do meu joelho e a trago para a minha coxa Ele vira seu rosto e olha para mim um pouco surpreso, não entendo o porquê da surpresa. Desde o primeiro momento deixei clara minhas intenções. Olha para a própria mão sobre a minha coxa. Aperta. Sobe um pouco a mão afastando o tecido da minha saia. A lateral da sua mão me toca fazendo com que eu respire fundo. Ele olha para mim sem reação, ele acaba de descobrir que estou sem calcinha. Morde o lábio e tira a mão da minha coxa — O restaurante que estamos indo é um dos meus favoritos! Eu prefiro o restaurante de Paris, o Hichello de Paris é fantástico esteticamente falando. Surpreendi-me quando o dono decidiu ficar neste e não ir para Paris! — ele diz como se estivesse conversando com alguém que conhece há anos. Tudo bem, posso bancar a que ouve. Restaurante Hichello 19:22 Ele nesse momento esta falando algo sobre salvar o mundo. Ele não para de falar nisso. Ele tem milhares de planos para isso e ele quer ir plantar arvores, na terça-feira que vem. O carro finalmente para. Graças a DEUS! Olho para ele e sorrio, mas ele não para. Eu me importo com o mundo, me importo com a natureza. Realmente me importo, mas, não dá, eu to morrendo de fome! — Mike — digo em um tom choroso. Solto meu cinto. Subo em seu colo com uma perna de cada lado. Ele quase perde o folego. Posiciono minhas duas mãos em seu rosto — Você é tão bonito, me atrai tanto — digo enquanto o puxo para um beijo rápido. Me afasto. Passo a mão por cima do meu seio direito e abaixo a blusa tirando meu seio para fora. Ele olha completamente atônito. Empurro meu seio em sua direção. Sem hesitar o abocanha. Ele sem dúvida não achava que tudo seria tão rápido, bem, eu precisava o fazer calar a boca. 19:25 — Mike, nós precisamos entrar! — digo manhosamente para ele que solta devagar o meu seio esquerdo e tira a boca do direito. Temos um certo volume em baixo de mim, pressionando contra mim, mas, eu prefiro o provocar mais um pouco, eu quero o ver enlouquecido. Isso que acabamos de fazer é só o início, só pra ele saber que tem toda a liberdade comigo. Assim, vou poder conhecer quem ele realmente é na cama — Ta — ele diz sem folego. Saio de cima dele. Me ajeito. Ele bate duas vezes na janela do lado dele. A porta é aberta. Ele sai passando o dedo nos lábios tentando arrumar sua maquiagem. Um outro segurança abre a porta do meu lado. Saio. Ele está um pouco fora do ar. Esta parado olhando para o nada. Chego até ele. Pego sua mão direita e entrelaço nossos dedos, entramos juntos no restaurante que é tão lindo quanto eu pensava. 20:08 Ele não disse nada desde que saímos do carro. Parece estar tentando se recuperar desde então. É, o senhor Joseph não é acostumado com mulheres de atitude. Bem, também não é todos os dias que temos um encontro com uma louca por sexo. Mas ele também não ajuda, é uma delícia a boca dele é o paraíso eu não vejo a hora de o ter entre as minhas pernas. Ele sabe bem o que fazer com a língua e eu quero provar isso em uma outra área Terminamos agora o jantar agora. Ele murmura um com licença e se retira da mesa. Vamos lá Anely, se mexa meu anjo. Só teremos a sobremesa e talvez mais um papo sobre salvar o mundo, então vamos para o carro. Se eu não conseguir o seduzir agora no carro também não vou conseguir muita coisa. Ao longe o vejo vindo em direção a nossa mesa com uns papéis nas mãos. Levanto meus braços e abro as minhas pernas de um jeito que de longe ele consiga ter a visão do paraíso Nossa sobremesa finalmente chega. O garçom sem olhar para mim apenas deixa as taças e se retira rapidamente. Fecho minhas pernas e me ajeito. Escolhi um sorvete de morango e ele um de chocolate. Michael coloca os papeis em minha frente na mesa e uma caneta, pego. É um contrato que me impossibilita de sair falando por aí que sou sugar baby, que seja exclusiva, também pede para que eu delete o meu perfil no site. Assino, nem preciso ler tudo. Ele arregala os olhos para mim e logo após franze o cenho — Você não vai ler? — ele pergunta incrédulo. Aceno negativamente para ele que coloca às duas mãos sobre a boca. Viro a última pagina, aqui estão as normas, o comum, o que toda Sugar Baby tem que fazer. Nada que eu não saiba. Não posso usar roupas muito reveladoras, só uma regrinha que eu não gostei nada, a de ter que contar tudo a ele e não esconder nada — Aqui esta! — me levanto e estendo os papeis para ele e a caneta. Sou oficialmente sugar baby do próprio rei da indústria musical, Michael Joseph.
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