Capítulo 16

1381 Palavras
Anely James (+18) 20 de novembro de 2003 Hotel Mirage, Las Vegas 19:15  — Michael, por que eu não posso aumentar a luz? Está quase um escuro absoluto aqui! — digo a ele que limpa a garganta um pouco sem paciência — Por favor Anely não me questione, apenas faça o que eu peço. Eu vou me sentir muito melhor, esqueça que tivemos esse dia tão horrendo, vamos nos esquecer de toda essa coisa por hoje, por favor eu te imploro, isso vai fazer bem para mim. Eu preciso ser tocado de maneira carinhosa, quero que me toque que se sente em mim com vontade, eu quero me sentir um homem, um homem que satisfaz a sua mulher! Um homem com orgulho intacto, só por hoje! Faça por mim por favor Anely! — sua voz soa fraca, mas ao mesmo tempo tão forte Tudo bem, eu posso fazer isso. Acho que ele está relativamente bem. Ele não me pediria isso se ele não estivesse bem. Mas, ele pode estar m*l, pode estar muito m*l. Ele quer me satisfazer de alguma forma para sentir que é amado ou desejado? O que fizeram com ele lá dentro? O que disseram para ele? Ele estava tão bem. A autoestima dele estava nas alturas Pego seu pênis que está bem, mas bem ativo. Sem dúvida ele com a mente fértil dele, conseguiu distanciar os pensamentos ruins e pensou em outras coisas. Talvez essas outras coisas tenham sido comigo, esse pensamento faz com que um sorriso bobo e intrometido se desenhe em meu rosto O massageio com as duas mãos. Ele tomba a cabeça para trás. Fecha os olhos e apenas aproveita. Me levanto um pouco e me sento sobre ele. Me arrepio completamente com a sensação de o ter dentro de mim. Eu sempre sinto a mesma coisa, desde a primeira vez Começo a me movimentar devagar. Subo e desço devagar. As mãos dele alisam minha coxa e param no joelho. Ele repete isso algumas vezes, mas não sobe os braços. Ele não soube os braços e pouco menos me abraça. Ele sempre me abraça ele gosta que o meu corpo fique pertinho do dele, acho que isso está pior do que eu pensei Aproximo minha boca do ouvido dele. Conforme o t***o vai subindo e o meu orgasmo se aproximando vou gemendo baixinho no ouvido dele que apenas da suspiros. Beijo seu rostinho tão lindo. Continuo me movendo lentamente — Como eu queria te fazer berrar de prazer agora — sussurra com a boca pertinho do meu ombro — Ah! — ele reclama, ele está sentindo alguma dor? — Não para! Continua! — sua voz é tremula e muito chorosa, meu coração está tão apertadinho, eu não consigo mais — Michael, não acha melhor eu parar? Se você está sentindo alguma dor é melhor que a gente pare agora! — sussurro para ele que beija meu rosto e sua boca procura pela minha. Me dá um selinho e força a entrada da sua língua em minha boca. Apaixonado me beija. Volto a me movimentar um pouco mais rápido. Sinto seus braços me abraçarem com força. Apoia a cabeça no meu peito, sinto lagrimas molhares a minha pele. Ai meu Deus. Paro imediatamente e o abraço. Seu choro começa a ficar mais alto e mais alto — Me desculpa — sussurra em um choro dolorido e escandaloso. O abraço com ternura. Beijo sua testa. Saio dos braços dele. Me sento na cama ao lado dele. Me inclino sobre o seu colo. Enfio todo ele na boca e o sugo com voracidade. O choro para dando lugar a gemidos baixos. O escuto gemer cada vez mais alto. Sinto sua mão no meu cabelo, ele faz carinho com os dedos enquanto minha cabeça sobe e desce. Ele começa a pulsar dentro da minha boca. O empurro um pouco mais para o fundo. Se desfaz dentro da minha boca. O tiro da boca o sugando com força. Escorregando da cabeceira ele se deita na cama apoiando a cabeça no travesseiro Desço da cama. Puxando pela barra tiro sua calça, a deixo cair sobre o chão. Sub na cama novamente. Segurando o cós da sua cueca a puxo. Ele levanta seus quadris, mas em seguida ele choraminga. Jogo a cueca em cima da calça que está no chão. Desabotoo sua camisa. Ele com dificuldade se senta. A tiro e faço o mesmo que fiz com a calça e cueca. Ele volta a se deitar. Me deito ao lado dele e o abraço — Acabou Anely, já era. Tudo que eu fiz. Meu legado está manchado para sempre e tudo o que eu fiz foi aceitar uma criança que estava quase morrendo na minha casa — seu tom é firme e cheio de pesar — Já chega, descansa você precisa descansar — sussurro para ele que se virar de costas para mim. O abraço por trás. Ele segura minha mão que está sobre a sua barriga — O que seria de mim sem você? — sussurra entre choro — Você é maravilhosa, eu te amo Anely, te amo muito. Obrigado por não me abandonar — murmura. O abraço com ternura. Coitadinho do meu amor. 21 de novembro de 2003 07:51 Usando sua camisa branca. Sentada em uma cadeira ao lado da cama observo suas costas. Ele ainda está virado para o outro lado. Suas costas estão roxas. Seus braços tem hematomas enormes. Atrás de seus joelhos também está roxo. Ele chorou a noite toda, só dormiu agora as cinco da manhã. Desde ontem à noite tento me convencer que dou conta, que consigo lidar com isso. Eu espero que eu realmente consiga lidar — Anely! — ele grita se levantando de uma vez da cama. Me levanto da cadeira e corro para ele. O abraço. Sua respiração esta pesada e ele está tão ofegante — Está tudo bem eu estou aqui — digo baixinho para ele repetidamente. Aos poucos ele vai se acalmando — Vai tomar um banho meu amor, eu já tomei o meu — digo em um tom doce para ele e vou até sua mala para escolher as roupas que ele vai usar hoje. Em passos lentos ele vai até o banheiro Eu estou tentando não demonstrar nenhum tipo de sentimentalismo exagerado sobre seus hematomas, quero que ele esqueça disso. É difícil, mas, eu tenho que tentar isso. Vasculho a mala dele atrás de uma roupa que ele fique confortável. Encontro alguns frascos de remédios e algumas seringas. Deixo tudo como estava e pego um pijama azul para ele. Esses remédios podem ter sido receitados pelo médico que eu vi sair daqui ontem com os advogados Me levanto. Com seu pijama nas mãos e uma cueca vou em direção ao banheiro. Levo a mão até a maçaneta da porta. A giro, mas, não consigo abrir. O que está havendo ele nunca tranca. Ele nunca tranca a porta. Escuto algo se quebrar, ele quebrou o espelho? — MICHAEL? MICHAEL? VOCÊ ESTÁ BEM? MICHAEL FALA COMIGO! — bato forte na porta. Com os punhos fechados bato na porta Ele a abre. Entro de uma vez. Olho para ele que está atrás da porta. Ele não olha para mim, olha para o chão. O espelho que tomava a parede toda do lado direito está destruído. Em cima da pia tem o que ele jogou no espelho para o quebrar. Por que? Olho para ele novamente para procurar por respostas. Ele não tem nenhum machucado, está relativamente bem. Saio do banheiro. Deixo as roupas sobre a cama e volto para o banheiro Pego uma das toalhas grossas que tem aqui e com o auxílio dela pego os pequenos e grandes cacos que caíram sobre o chão e os jogos em cima da pia. Volto correndo para o quarto, pego um cobertor grosso e levo para o banheiro. O estendo no chão que está limpo, mas não sei, ainda pode ter pequenos cacos. Seguro a mão dele e o levo para a banheira. Ligo o chuveiro e começo a dar banho nele. Após o banho o ajudo a sair da banheira. Coloco um roupão sobre ele e peço para ele ir para o quarto. Devagar ele pisa sobre o cobertor e vai para o quarto. Eu posso lidar com isso. Eu posso.
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