Anely James
Departamento de Polícia
20 de novembro de 2003
10:13
— Chegamos dona Anely! — Wayne exclama antes de abrir a porta do carro e sair rapidamente. Correndo ele dá a volta ao redor do carro, abre a porta para mim. Saio devagar. Tem muitos helicópteros, fotógrafos e jornalistas, mas eles não estão nem perto, eles estão bem longe a polícia está os mantendo distantes, pelo menos isso
Ao longe os vejo tirar Michael do carro. Ele está algemado. Meu coração se parte em vários pedacinhos. Eu jamais pensei que algum dia eu veria algo assim. Ele é um homem bom, ele ajuda tantas pessoas e é isso que ele ganha?
Com cabelos ao vento ando em passos decididos até a porta da delegacia. De cabeça erguida. Sem sorrir, acenar ou pelo menos olhar para as câmeras. Passo pela porta. O saguão está um caos. Vejo eles entrarem com Michael por uma porta larga que se fecha assim que eles passam, espero que nada r**m aconteça, aqui é uma delegacia espero que o tratem com o respeito que ele merece
— Anely! Finalmente! — River diz vindo na minha direção com vários papeis nas mãos — E Michael? — ela pergunta um pouco agitada, bem, não pensei que ela fosse assim. Achei que ela fosse a mais calma de todas elas
— Eles entraram com ele, algemado — ela arregala os olhos para mim e passa a mão direita por seus cabelos loiros. Com seu terninho bege ela vai até o balcão
— Namorada de Michael Joe Joseph? — uma garota com uma roupa social e uma prancheta em sua mão pergunta por mim. Vou até ela que está parada na mesma porta em que Michael passou a pouco com alguns policiais — Vou precisar conversar com a senhora, me acompanhe por favor! — ordena e abre caminho para que eu passe. Passo por ela que anda lado a lado comigo
Seguimos por um corredor até uma das portas de madeira com uma pequena janelinha de vidro. Ela abre, passo e ela vem logo em seguida. É uma sala. Com uma câmera, gravador e uma mesa de madeira com cadeira de ferro. Ela aponta para onde tenho que me sentar. A obedeço e me sento. Ela vai até o gravador e a câmera, os liga
— Eu sou a oficial Cassie Dunn, mas a senhora pode me chamar de Cassie. Vou te fazer algumas perguntas pessoais e claro sobre o seu relacionamento com o acusado, podemos começar? — pergunta enquanto deixa sua prancheta na mesa
Puxa para ela algumas pastas que estão em cima da mesa. Ela abre, tem fotos de pênis, vários tipos. Ela vira as fotos para mim e se encosta na cadeira com os braços cruzados
— Sabe me dizer qual é o pênis do seu namorado? — ela pergunta séria. Mas, por que essa pergunta? Me inclino sobre o documento. Tenho quase certeza sobre um, mas, ele não tem mais essa manchinha, ele está em uma cor completamente uniforme, pode ser uma foto antiga. Porque ela está me mostrando uma foto antiga? Ela quer me confundir?
— Esse! — aponto para uma das fotos Cassie acena positivamente para mim e murmura um "ok, está certo". Isso é um alivio, mas ainda estou achando muito estranho
— Há quanto tempo você é namorada dele? Conhece a família Arrizo? — ela pergunta enquanto me olha com uma cara. Ela é morena com os cabelos ruivos, é muito bonita, mas tem cara de má
— Faz algum tempo e não, eu não conheço essa família e nunca ouvi falar nesse sobrenome em toda a minha vida — digo calmamente a ela que acena positivamente
— A senhora pode por favor me dizer seu nome completo, data de nascimento, local de nascimento, nome do pai, mãe e irmãos se tiver? — diz firme enquanto posiciona a caneta preta sobre uma folha em branco
— Me chamo Anely James Barkoff, nasci em Moscou na Rússia no dia 21 de novembro de 1979. Meu pai se chama James Barkoff e minha mãe se chama Joana Barkoff — ela franze o cenho e me encara
— É filha de Joana Barkoff? A dona das empresas Barkoff? — ela conseguiu voltar ao poder? Como? Apenas aceno positivamente para ela que se estica até a câmera e a desliga. A minha família sempre teve a polícia nas mãos... isso é um m*l sinal. Esse departamento sem dúvida é recheado de corruptos.
15:50
— Já liberaram ele? — Daniel pergunta se sentando ao meu lado. Aceno positivamente para ele que cruza os braços. Faz uma hora que River pagou, foram 3 milhões. Claro que essa quantia não faz diferença para Michael e pouco menos para River, mas, 3 milhões? Por uma acusação sem provas? Segundo Patrice eles não encontraram nada no Rancho
— Anely, acabamos de tirar Michael daqui pela porta da esquerda! Você vai na SUV preta enquanto ele vai na branca — Petra diz calmamente para mim e se retira. Daniel se levanta e com Warren me guiam até a saída.
16:22
— Michael pediu para a senhora ir no outro jato senhora James — Wayne diz para mim e sai do carro. Mas, por que? O que tinha de tão importante para resolver em Las Vegas que eu não posso ir com ele? Por que ele não me esperou?
Aceno positivamente, abro a porta e saio um pouco transtornada. Em passos firmes vou até as escadas de embarque e desembarque do jatinho. Subo como se estivesse fazendo birra. Eu não gosto nada disso. Nadinha. Eu não aceito ser deixada de lado dessa forma. Eu cheguei com ele e eu devia ir com ele.
Hotel Mirage, Las Vegas
19:13
Estou sentada no chão perto da porta do quarto. Eu não quero entrar lá agora. Ainda estou chateada com ele e não quero acabar descontando nele. Sei que ele pode ter tido os motivos dele, eu espero que tenha sido bons motivos. Um monte de gente sai do quarto, murmuram "boa noite" para mim e em passos rápidos vão até o elevador
— Anely? — Thomas fecha a porta e se senta ao meu lado — Por que não entrou? — pergunta baixinho para mim. Ele acena positivamente, parece ter entendido só de olhar na minha cara — Olha, meu pai foi agredido pela polícia enquanto fazia a coleta de dados. Ele está todo dolorido e com o ombro deslocado, sem dúvida ele vai querer bancar o machão porque o orgulho dele está ferido, muito ferido. Então, tenha paciência Nely, por favor — se levanta e me estende a mão direita. Seguro sua mão e ele me ajuda a ficar de pé — Cuida bem do meu pai Anely! — ele diz me dando um beijo na bochecha e corre para o elevador
Thomas estava no Afeganistão, ele e Lily são médicos. Thomas e Petra vão ter que voltar correndo. Se dependesse só dele, sem dúvida ele não sairia de perto do pai dele por nada nesse mundo. Vamos lá Anely, o seu machão te espera
Abro a porta, o quarto está apenas um está abajur aceso. Michael esta deitado na cama, descalço com sua camisa branca e suas calças. Ele está sentado com as costas encostadas na cabeceira da cama. Sem levantar o braço Michael me chama com a mão para ele. Devagar vou até ele que bate levemente as duas mãos sobre o seu colo
— Preciso que você faça eu me sentir homem, tive um dia difícil eu só quero escutar a minha garota gemer no meu ouvido — murmura bem baixinho. Devagar tiro as minhas roupas. Completamente nua subo na cama e me sento em seu colo com uma perna de cada lado. Desabotoo o botão de sua calça e abro o zíper. Estico o braço até o abajur — Anely, não aumente a luz, apenas faça o que eu peço por favor!