O vento da manhã arrastava as cortinas finas do pequeno quarto, trazendo consigo o cheiro de maresia e terra molhada. Isla estava sentada à beira da cama, o olhar perdido na linha do horizonte que se desenhava pela janela. O vilarejo onde ela e Ava haviam se instalado era simples — casas antigas, telhados baixos, ruas de pedra, o som distante das ondas batendo contra as rochas. Um refúgio esquecido no mapa. E era exatamente por isso que ela o havia escolhido. Longe o bastante para desaparecer, perto o suficiente para continuar sentindo a falta. Ava dormia no quarto ao lado. Isla podia ouvir a respiração tranquila da irmã misturada ao som suave do vento. Havia sido difícil convencê-la de que fugir era a melhor escolha. Ava não queria deixar Darian, nem Alessandro, nem a casa que finalment

